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Ideologia explica o apoio mútuo de grupos?

Substantively, our central finding is that ideology is an important determinant of alliance composition in the Syrian civil war. Groups that were ideologically similar cooperated more frequently than those who were ideologically dissimilar: according to our models, a one unit increase in ideological distance corresponds to about a 14 percent decrease in the likelihood of rebel tactical cooperation. Syrian groups in the middle of the ideological spectrum were willing to cooperate with groups at the end of the spectrum, but groups at the end of the ideological spectrum were less willing to cooperate with each other.

O estudo original está aqui.

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Quem faz a cabeça do seu filho?

Certamente não é você, pai ou mãe que terceiriza a educação dele para um qualquer. Mas eis uma pista do que te aguarda no futuro (trecho):

Igrejas e partidos disputam eleição para conselhos tutelares

Ministério Público quer nova lei para regulamentar campanhas, qualificar candidatos e fiscalizar conselheiros

Adriana Carranca

No próximo domingo tem eleição para os 35 conselhos tutelares da capital. Desconhecidos por muitos paulistanos, são importantes para zelar pelos direitos de crianças e adolescentes. Mil e cinqüenta candidatos disputam 175 vagas. Entre eles, muitos pastores e candidatos apoiados por vereadores e deputados. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não estabelece regras de campanha. Mas especialistas acreditam que esse tipo de apoio pode afetar a autonomia do órgão, prevista na lei.

O Ministério Público, claro, se acha mais importante do que os igrejeiros e os militantes-que-nada-opinam-sobre-o-mensalão. Mas nem eles estão livres do que tentam regulamentar: o viés ideológico.

O ideal seria não politizar tudo na vida das pessoas (uma vez Norberto Bobbio falou disto, mas a esquerda anaeróbica não curte o velho socialista italiano aqui na selva…). Por que, raios, tem que haver um “Estatuto” para tudo que é substantivo do dicionário Aurélio? Por que qualquer coisa tem que ser decidida por votação?

Como diria o Alex Castro ao atacar os inimigos dos miguxos, tenho uma opinião similar: a politização é resultado da maior força relativa do grupo de interesse que tem vantagem comparativa na verborragia sobre o resto da sociedade. Eis aí algo para se pensar. Será que Alex também pensa assim? Não sei. Mas eis aqui um outro fenômeno no qual a tese dele se aplica muito bem. Vale, claro, a pena detalhar um pouco melhor a composição deste grupo de interesse, mas acho que é um bom começo.

O mais notável é que não há, na reportagem, indícios de um único grupo de liberais tentando educar as pessoas. Só existe conspiração liberal na cabeça da blogosfera “quinta coluna”, que se finge de neutra mas vê Opus Dei e tropa de elite em qualquer crítica ao criminoso Lamarca ou ao assassino Che Guevara. Ok, como liberal eu acho que esta gente tem o direito de se expressar. Você, leitor, é quem tem de analisar e comparar as interpretações de mundo. O que? Você achava que só havia uma interpretação? Aquela que se diz “plural” mas é apenas marxismo tosco? Pois é. Há muito mais do que isso além do jardim…

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A mídia e a ideologia

Tópico preferido de 10 entre 9 jornalistas (sim, isso mesmo), desde que a opinião não seja esta exposta aqui. Boa crítica. O papel da mídia no crescimento econômico é algo que, imagino, não é importante. Talvez o seja, sim, para a democracia. Evidências não faltam: na era da censura do primeiro regime bolivariano “contemporâneo” brasileiro (1964-85), crescemos como nunca sob a administração militar. Já a democracia, esta sim, precisa de alguém que dê vazão às opiniões de bolivarianos como os cronistas, economistas e outros “istas” apoiadores de nossos conservadores de esquerda ou de direita. Eventualmente, se algum liberal existe, também deve ter o direito de se expressar.

Eis um estudo interessante: que impacto há, se é que algum existe, da liberdade de imprensa sobre o crescimento econômico, dado que se está em tal ou qual regime político?  Uma aluna minha fez uma monografia bem parecida, mas eu acho que a pergunta ainda merece investigação. Ainda mais que a pergunta foi “parecida”, não idêntica.

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Ideologias

Um livro curioso, de Ricardo Feijó, está ao meu lado. Ari deixou-o aqui para que eu fizesse uma leitura breve de alguns capítulos. Posto isto, pareceu-me um livro bem pessoal, tal como o livro de Microeconomia de Simonsen. A organização dos capítulos não tem nada a ver com o que se vê por aí.

Não deu tempo de fazer uma leitura mais detalhada, mas Feijó tem um bom ponto no livro: ele discute, ainda que numa linguagem bem pouco técnica (mas adequada ao seu público-alvo), o impacto das ideologias no desenvolvimento econômico. Tenho lá minhas discordâncias quanto algumas coisas que ele diz, mas, no geral, faltava um livro honesto em relação às ideologias da moda, hoje renomeadas como “bolivarianismo” e discretamente seguidas por muitos militantes da esquerda brasileira (eles nunca se pronunciam contra Chávez, embora não o elogiem…).

A distinção entre nazismo e socialismo, na minha opinião, não é a visão mais correta de se expor estas variantes do totalitarismo, mas Feijó não está muito longe do que se faz por aí. Talvez isto seja mais um comentário do que uma crítica. E, sim, eu senti falta de maior profundidade na parte das Escolhas Públicas. Outro ponto positivo: o destaque dado ao famoso debate do cálculo socialista, aliás, escassamente presente nos cursos que se auto-denominam “história do pensamento econômico” (que sempre falam de Marx, mas nunca encontram carga horária para discutir sua derrocada teórica neste que foi um dos mais interessantes debates do pensamento econômico).

Há algo a ser discutido, sim, quando se fala de ideologias e desenvolvimento econômico. Há dois grandes motivos pelos quais isto não acontece com frequência. Primeiro, economistas ortodoxos, muitas vezes, têm manias estranhas. Por exemplo, se não encontram uma proxy boa para o fenômeno, negam sua existência ao invés de reconhecer a limitação do instrumento (algo que já foi dito por Robert Higgs, em seu clássico Crisis and…). Em segundo lugar, os pterodoxos sabem que o reconhecimento da lógica implacável do debate do cálculo socialista os deixará, digamos, nus. Apesar de se auto-proclamarem muito “mentes abertas” e “progressistas”, pterodoxos odeiam o próprio corpo nu. Talvez não sejam tão progressistas assim…

Se alguém mais leu o livro, adoraria ouvir suas opiniões. Por enquanto, eu espero ganhar um exemplar para análise porque o orçamento anda direcionado para outros livros, DVD’s e botecos.

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Livros escolares e ideologia

O Bender nos lembra que todo governo tenta fazer o que fazem alguns voluntários historiadores brasileiros. O que me faz morrer de rir no debate da blogosfera (às vezes o Estadão tem razão: tá tudo dominado por macaquinhos…) é que se qualquer governo tenta controlar e doutrinar as pessoas, porque é que o sujeito que é a favor do Estado mínimo é que é o vilão(zão) da história?

Todos deveríamos ser a favor de menor intrusão do governo na história. Mas, claro, a esquerda anaeróbica prefere subir na mesinha e dar aqueles gritinhos histéricos acusando todo mundo de conspirar contra seu pensamento supostamente progressista.

Nada disto, garotinha.