Piadinha econométrica do dia

lucasSuponha um experimento (quase-)natural em que um país (ou um conjunto de países), subitamente, adote uma tecnologia de implementação/avaliação de políticas públicas feitas com regressões descontínuas, desenhos de experimentos, diff-diff, pareamento, enfim, todos estes métodos que estão em voga (sim, com instrumentos bons, escolhidos segundo os testes mais parrudos da literatura, etc).

Suponha também que um economista (ou um grupo de economistas) resolve medir o impacto no bem-estar das pessoas gerado por esta mudança usando esta mesma tecnologia e descobre que, na verdade, nada daquilo gerou impacto algum. Nada, zero, nadinha (já considerando questões de validação externa e interna, etc).

Pergunta malvada: um artigo com estes resultados seria publicado num journal top de linha ou seria boicotado pela academia por anos e anos? ^_^

A hipótese nula é que este mini-texto é engraçado

Você matou a aula de Estatística mas tem dois colegas – Nicodemos e Parmênides – que foram e anotaram as definições de erro tipo I e II. Um deles é mais distraído que o outro mas você supõe que Nicodemos tenha anotado corretamente e está se preparando para a prova final quando então lhe ocorre o seguinte pensamento:

Erro tipo I: – É verdadeira a hipótese de que Nicodemos tenha anotado as corretas definições de erros tipo I e II, mas você rejeita esta hipótese.

Erro tipo II – É falsa a hipótese de que Nicodemos tenha anotado as corretas definições de erros tipo I e II, mas você não rejeita esta hipótese.

Refletindo um pouco, você conclui (sem realizar teste algum) que faltar à aula e depender do caderno alheio é, realmente, uma droga!

p.s. como professores também podem se confundir com slides, melhor ler o livro (e uma anedota similar se aplica).

Artigos que você tem que ler antes de morrer

Vou citar dois hoje. Dica gratuita (não existe dica gratuita).

LEESON, R. Internalising the Externalities of Homoeconometricus: Turning Silicon Astrologers into Popperian Bookmarkers. History of Economic Review, v. 34, n. 1, p. 146–159, 2001.

LEIJONHUFVUD, A. Life Among the Econ. Western Economic Journal, v. 11, n. 3, p. 327–337, 1973.

Tenha o futebol dos filósofos em casa

Eu já comprei o meu. Minha única tristeza foi que a loja na qual comprei o “Pai e Filha” do Ozu cometeu algum erro e o filme não veio (e nem foi cobrado). Mas, para compensar, posso ver aqueles sketches ótimos do Papa com Michelângelo, do cara que paga pela discussão e, claro, o famoso futebol dos filósofos…

Jornalistas engraçados

O que o jornalista quis, realmente, dizer com “parte da área econômica”? A parte “boa”? A parte “má”? A parte “que pensa”? A parte “ortodoxa”?

Afinal, que diabos é isto? Daqui a pouco teremos a “parte fiscalista do deputado Delfim”, “a parte freudiana do deputado Clodovil”, ou, sei lá, “a parte maquiavélica do ex-colunista fulano”.

Engraçado esta coisa de “parte da área econômica”…