Freakonomics · Gastronomia · microeconomia · Sushi

A economia do sushi, o freakonomics e tudo o mais

Como já sabem o leitor e a leitora deste blog (esteja ele no novo ou no velho endereço), o nosso e-book sobre sushi continua fazendo sucesso.

Mas também já temos um novo projeto, com um elenco de autores maior do que o do primeiro e-book. Todos, predominantemente alunos de graduação em Economia ou em outros cursos (mas que possuem a mesma habilidade inata de um economista). Só para você ter uma idéia, dois dos novos co-autores já me enviaram respostas para algumas perguntas do (caladíssimo) Alex Castro. Some a isto mais um dos autores do primeiro e-book e temos já três alunos pensando em Ciência Econômica tal como ela é – a despeito da teimosia de alguns.

Eu ainda não juntei as colaborações em um único arquivo para me organizar, mas isto será feito em breve. No novo projeto, Alex – o reclamão – tem um papel importante juntamente com o Leo (o palpiteiro preguiçoso), eu (eu mesmo), Ari e André (que ainda não disseram se topam me ajudar na editoração, junto com o Leo).

A propósito, apenas o Ari ainda não se cadastrou neste novo blog, mas é questão de tempo. O cara tá se preparando para uma nova – e melhor, esperamos todos – vida.

Claudio

Gastronomia

Pizza, mais uma vez

1- Afirmar que o tabu “pizza no almoço” é derivado da colonização italiana, é questionável. Nos EUA, tem italiano pacas e pizza no almoço. Quanto a Itália, eu não sei. Eu cheguei a comer pedaços de pizza ao meio-dia, mas, como a grana era curta, eram em lugares bem furrecas . Não sei se as pizzarias de verdade atendem no horário;

2- Lembrei de uma coisa assutadora: eu comi uma ótima pizza no almoço no Restaurante Los Tres Chinitos em Havana, Cuba. Isso mesmo: até país socialista têm pizza no almoço. Na verdade, eu e minha mulher fomos lá apenas pelo insólito: comida italiana, em um restaurante de descendentes de chineses, na Fidelândia;

3- Meu auxiliar de pesquisa, o Google, me mostrou que o Kenji estava certo, existe sim pizza no almoço em SP. Apenas é rara. Empresários perceberam a demanda potencial e se aproveitaram. Veja aqui, esse outro tem até rodízio. Na verdade, ao que parece, as franquias internacionais também entregam.

4- OK, admito que exista um problema, digo, diferença, com boa parte dos paulistas: eles não querem pizza no almoço. Mas existem pizzarias voltadas para o nicho dos que não se importam com o tabu. O problema é que a informação é imperfeita e estes muitas vezes não sabem que podem quebrar o tabu.

5- Na verdade, o problema de informação pode ser o seguinte: yuppies cariocas vão para SP. Seus amigos paulistas-que-respeitam-o-tabu os levam para conhecer ótimas pizzarias-tradicionais-que-respeitam-o-tabu. (Eles nunca os levariam para um Domino’s Pizza, né?). Os cariocas encantados tentam pedir pizza a mesma pizza no almoço de final-de-semana seguinte e descobrem qua a tal pizzaria-tradicional-que-respeita-o-tabu não atende. O mito se perpetua. Ainda mais, eles ganham bem e não podem perder tempo procurando pizzarias no almoço. Hipótese testável: as pizzarias para pobres abrem ao meio-dia em SP nos finais-de-semana.

6- Talvez vocês já saibam, mas descobri uma coisa sensacional. Você já teve problemas em não saber quantas pizzas pedir quando um grupo de amigos vêm para sua casa? Seus problemas acabaram. Agora existe um esquema chamado pizzaria em casa. A sua pizzaria querida leva tudo para a sua casa, eles fazem quantas pizzas você quiser, e vc só paga aquelas que consumir, pelo mesmo preço do restaurante. Genial, não?
A única pergunta é: será que eles atendem na hora do almoço? 🙂

Leo

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