Finanças

Começando 2019…

Começamos 2019 com um novo artigo publicado em parceria com os ótimos Regis e Camila. Eis o resumo:

Evidence of the Dividend Month Premium in the Brazilian Stock Market
Camila Cardoso Pereira, Regis A. Ely, Cláudio Djissey Shikida

Abstract

We test the presence of the dividend month premium in the Brazilian stock market. This premium consists in the existence of abnormal returns when companies are predicted to issue a dividend. We build portfolios based on predicted dividends and estimate asset pricing multifactor models to check for the existence of returns not associated with risks. We present evidences of a positive monthly premium of about 1%, but results are less robust when we exclude low liquidity assets from the sample. Also, the effect is larger for small caps and assets with higher dividend yields.

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derivativos · Finanças

Realmente gosta de Finanças?

É certo esse meu intercâmbio está valendo a pena. Durante as aulas de Advanced Commercial Banking, despertei um interesse pela área em que meus colegas do Ibmec-MG tanto gostam: Finanças.

Mais especificamente, me interessei pela parte de precificação de derivativos.
Então começei a estudar o modelo binomial, o modelo de Black-Scholes, o modelo de Merton, entre outros.

Realmente é uma área interessantíssima!

Procurando na net sobre o assunto, encontrei esse site com uma bibliografia extensa sobre o assunto.

Uma questão surgiu durante essas leituras: será que existe alguma coisa sobre volatilidade implícita para o mercado de opções brasileiro? Qual seriam os determinantes dessa? Existe algum estudo parecido com o do Robert Strong and Amy Dickinson, “Forecasting Better Hedge Ratios” Financial Analysts Journal, jan/Feb 94. ?

Encontrei essa aplicação para o mercado brasileiro.

Se alguém souber mais sobre o assunto, por favor, entre em contato

Academia · falhas de governo · Finanças · rent-seeking

Fazer ou não um mestrado? (e uma pergunta)

O Márcio Laurini tem algo útil para você, leitor que está em um curso de graduação e está exatamente com esta dúvida. Vejamos um trecho do que ele diz:

Uma pergunta comum de alunos de fim de graduação é se eles devem sair da graduação direto para um mestrado ou trabalhar um pouco e depois fazer o mestrado. Creio que a resposta disso é bem mais difícil do que parece.

O caso mais simples é quando o aluno que seguir a carreira acadêmica – mestrado e depois doutorado. Em geral neste caso quase sempre a melhor escolha é emendar direto o mestrado/doutorado. Os custos de oportunidade são bem menores e o pique é bem maior. Não creio que haja muita polêmica quanto a isso.

Mas se a área de atuação for finanças e o mestrado for um mestrado acadêmico no Brasil talvez a melhor escolha seja trabalhar um tempo no mercado financeiro e depois iniciar o mestrado. O grande problema é que de forma geral os mestrados em economiano Brasil tem poucas matérias de finanças, e neste caso o aluno vai estar quase sempre por sua conta para aprender finanças.

Bom, você pode ler o resto aqui.

Contudo, eu tenho uma pergunta. Se este país é tão “neoliberal” ou cheio de “invidualistas direitosos” assim, o mais esperado seria que observássemos uma centena de mestrados acadêmicos com ênfase em Finanças – e com uma tradição de anos e anos de formação de profissionais para o mercado financeiro. Você poderia se perguntar sobre o porquê de não termos uma grande faculdade privada, desde a época do Império, lucrando com isto.

Sobre a história do ensino superior no Brasil eu não sei muito. Certa vez, eu arranhei algumas pistas sobre o caso específico dos cursos de graduação em Economia, graças a uma dica de leitura do Gustavo Franco. Outra pista está em minhas lembranças do que li na versão romanceada da vida do Barão/Visconde de Mauá, aquela do Jorge Caldeira. Junto as duas partes e percebo, pelo menos, o quanto a obesidade estatal – atualmente em moda no Brasil – pode ter influenciado para esta tibieza dos mestrados em Finanças que observamos hoje.

Talvez o pessoal de História Econômica que gosta deste papo de path dependence (provoquei o co-blogueiro Fábio Pesavento…pela chamada e pelo link) tenha algo a dizer a respeito.

Independente da minha pergunta, sim, eu acho que você deve considerar o que diz o Márcio. Acho que por uma falha de governo, deu-se muita ênfase em mestrados acadêmicos para formar economistas governamentais. Até que isto seja corrigido, a solução second best é a que ele aponta: ter alguma experiência ou tentar um mestrado profissional.

Se o mercado conseguirá fazer isto sob a tutela de um MEC com a visão ideológica atual é outro problema. Aliás, sobre este outro problema já discutimos aqui, em um diálogo com o Adolfo Sachsida, lembra? Não? Então veja isto, isto, isto e, finalmente, o início  de tudo.