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Isabel Allende e a Venezuela dos anos 70

When the famed Chilean author, Isabel Allende, had to leave her native country in the wake of the military coup against leftist president Salvador Allende in 1973, she and her family fled to the safety and stability of Venezuela, then a beacon among the tumult of Latin America. In a recent interview, Ms. Allende recounted,

“I went to Venezuela, because Venezuela was one of the very few democratic countries left in Latin America where you could go. … The country has all the resources. At the time when I went there in the ‘70s it was one of the richest countries in the world because of the oil boom. The problem, at that time, everything looked very abundant and there was a lot of corruption, but there was enough corruption for everybody.”

The contrast between Venezuela of the 1960s and 1970s – when it had a per capita GDP six times higher than Spain and was the first country in the world to be declared malaria-free – and today is a sober reminder that stability can be ephemeral.

Direto do último relatório do Fragile States Index (o novo nome do antigo Failed States Index).

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Super-burocratas e a Pretensão Doutrinadora dos Nossos Pseudo-Educadores

Tem gente que parece realmente acreditar na supremacia do curso de Direito sobre as leis da Física ou sobre a humanidade. Só gente assim é capaz de prestar um concurso (ou concorrer a um cargo público) e, ao final, elaborar uma “lei” como esta.

Gente assim delira. Acha que pode controlar o mercado e torná-lo eficiente apenas com o seu “bom senso” (neste caso, bem pouco razoável, mesmo para os padrões humanos), que, pensa, é o bom senso que deveria prevalecer na sociedade.

Como é que podemos confiar na regulação política da vida? Aliás, quem não gosta dos mercados vive dizendo que o bom é o “controle social” ou o “controle político”, “democrático” de todos os aspectos da sua vida, leitor. É gente assim que faz doutrinação nas escolas e tenta ensinar que passeatas contra o governo só são legítimas quando o governo não é de gente que torce pelo mesmo time que o dele (onde está o pluralismo?).

Enquanto você, (e)leitor que também é pai, ignora as reuniões do colégio ou não acompanha o aprendizado do seu filho ou de sua filha, estes caras ensinam que a sociedade só não é melhor porque existem caras no mundo que não sabem escrever (os burgueses). Esta é a conclusão inevitável que tiro do link acima. Afinal, só um sujeito com preocupações sociais, na visão destes caras, é capaz de salvar o mundo.

Tenho amigos protestantes que alfabetizam seus filhos para que leiam a Bíblia e tenham uma vida pacífica. Outros, pelo que vejo, querem alfabetizar as pessoas para que repitam jargões “sociais”, “democráticos” ou “políticos” de forma a, cada vez mais, tirar a liberdade individual das pessoas. Os fanáticos religiosos estão no último grupo. Os sensatos – protestantes ou não – compartilham da visão que eu chamaria de benigna da alfabetização.

Ah sim, como bom liberal (na tradição clássica), eu gostei de muita gente neste poster. Mas, ei, eu não quero te doutrinar. Eu gostaria mesmo é que todos deixassem a preguiça inercial de lado e lessem mais sobre as idéias que, digamos, Hayek tinha sobre o funcionamento da sociedade. É doutrinação? Na verdade, não. O fato de você estranhar o nome ou pensar que estou radicalizando sem nunca ter lido nada de Hayek mostra que você, de alguma forma, incorporou um preconceito de que Hayek é um “malvado aristocrata neoliberal e burguês”, mesmo sem nunca ter tido contato com nada do que ele escreveu.

Como isto é possível se não através da doutrinação? Pense nisto.

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Ainda a Lei de Gresham

No texto anterior, muito brevemente, citei a Lei de Gresham. Embora venha da Wikipedia, o verbete para este termo está bem razoável.

Agora, vejamos como um governo que adora regular todos os aspectos de sua vida, pode destruir uma economia através de leis que favoreçam o predomínio da “moeda ruim”:

A case in education where Gresham’s Law generally does not apply is with “diploma mills,” schools that offer diplomas even to those with very low qualifications for a price. It may seem that according to Gresham’s law these “bad” diplomas ought to drive out the “good” diplomas. However, unlike money, most countries have no law requiring employers to accept all diplomas as being of equal value. Each employer is free to assess the value of qualifications as they see fit. In those nations or governmental organizations where the law does require blindness, this effect does occur.

Já pensou se você mora em um país no qual o governo exige para toda (ou parte da) economia que todo diploma tenha o mesmo valor para o empregador?