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Dívida por Quilômetro Quadrado?

Estou me preparando para ler “A volta do Idiota”. Como? Lendo o “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano” [Mendoza, Montaner e Llosa (o filho)]. Não havia lido ainda porque não costumava ligar para “eles” (talvez por puro desleixo, reconheço). Acho que estou de saco cheio, a idiotice chegou a um limite insuportável (pode ser bobagem ou uma avaliação tardia, mas avaliação é minha, assumo as devidas responsabilidades).

 

Entre tantas explicações e características apontadas pelos autores sobre o “idiota” me defronto com uma interessantíssima. A bíblia do “idiota”: ao contrário do que muitos poderiam esperar – “O Capital” ou “O Manifesto” – a bíblia tem que ter a mesma origem do “idiota” (claro que influenciada por referências estapafúrdias como as citadas acima). Trata-se de “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. A revisão feita por Mendoza, Montaner e Llosa no capítulo III do “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano” sobre o texto de Galeano é realmente hilária, mas uma passagem me prendeu e não tenho como não relacioná-la às pérolas ditas recentemente pelo “PROFESSOR do IPEA”. Lembram? Sugeriu que ao invés de normalizarmos as variáveis macroeconômicas pelo PIB, deveríamos agora fazê-lo pela área. Alex já deu uma breve aula sobre isso. De onde ele [o PROFESSOR] teria tirado essa brilhante idéia?

 

Não sei, mas……..Transcrevo agora a passagem na qual Galeano afirma que a alta taxa de crescimento populacional da América Latina não é [era] alarmante:

 

“Na maior parte dos países latino-americanos não sobra gente: ao contrário, falta. O Brasil tem 38 vezes menos habitantes por quilômetro quadrado do que a Bélgica; o Paraguai, 49 vezes menos que a Inglaterra; Peru, 32 vezes menos que o Japão”. (p.18)

 

Vou dizer mais o quê?

economia política da academia · Humor

A Economia Política da Academia (versão bem-humorada)

Esta figura (clique no link ao lado para ver a versão ampliada da tirinha acima) ilustra bem um dos maiores problemas da Academia. Paradoxalmente, falamos de falta de criatividade. Mas, por que isto acontece? Seria porque o mestrando/doutorando é um estúpido? Ou seria um problema de uso político da coerção em detrimento do avanço de novas hipóteses?

Muita gente (muito melhor do que eu) já discutiu isto. Mas eu nunca vi uma síntese tão boa quanto a do pessoal do PhD Comics. Resumiram tudo. ^_^