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Tudo pelo soci…digo…pelo terror

Um assunto pouco discutido e que a imprensa nacional divulgou recentemente foi o fato de o Brasil, após um ano de estudos, ter desistido do projeto de tipificar o terrorismo como crime na legislação penal. Com esta decisão, limita-se apenas a repudiá-lo, conforme consta no texto constitucional, mesmo após estimativas internacionais de que tais atos delituosos deverão recrudescer nos próximos anos. Entre os argumentos utilizados, o de que uma lei antiterror, entre outros aspectos, atingiria os movimentos sociais, notadamente em ações como invasões de hidrelétricas e barragens, determinados prédios públicos, terras da União e bloqueios de rodovias.

Leia todo o artigo. Agora, engraçado mesmo é o pessoal reconhecer que (vári)os movimentos “sociais” praticam atos, digamos, bem próximos aos atos que o caracterizariam como terrorismo. Ou seja, há uma nítida má vontade de se aplicar a lei apenas para favorecer um grupo aliado que adora atos humm…terrori..digo, sociais.

Se fosse um governo militar, claro, a choradeira seria incrível. Mas como é um governo de esquerda, só o partido nazista é que deve ser proibido ou vigiado. Terror, para muita gente, é permitido conforme a ideologia.

Péssima decisão tomada pela administração da Silva. Inquietante é que gente da alta burocracia se cale diante disto. O debate, mais do que nunca, é necessário. Se a esquerda governante e seus burocratas não desejam trazer a público a discussão de uma legislação sobre terrorismo (onde estão os fanáticos defensores dos “referendos” agora??), nós, da sociedade produtiva, podemos muito bem preencher este papel.

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brasil · Chile · economia da defesa · Venezuela

A nova corrida armamentista

O pessoal de Economia da Defesa (escasso no Brasil) terá muito o que fazer nos próximos anos. Presumo que muitos alunos interessados na interseção entre Ciência Econômica e Economia Internacional (ou, quem sabe, até Relações Internacionais) terão muitas hipóteses para serem trabalhadas.

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O bolivarianismo iraniano

Não é à toa que a tal “Cúpula Árabe-Latino-Americana” (ou algo assim) fez sentido. Muito se aprende sobre eternas reeleições e sobre controle social da opinião pública. Muita gente achou que a cúpula foi uma perda de tempo. Pelo contrário, muita gente aprendeu muito sobre o modo de governar avançado das milenares monarquias do petróleo.

Selva é selva, esteja do lado de cá ou de lá do Atlântico.

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Carro bom para se andar em um país no qual se paga impostos mas a segurança pública,…óóó..

Fonte: Esta.

O custo de se pagar mais um centavo de imposto para não se diminuir um único ponto percentual na violência é o exatamente o que me custa a oportunidade de pagar por uma empresa de segurança privada que faça isto de maneira decente.

No Brasil, de fato, discutir segurança privada (por exemplo, num contexto anarco-capitalista) é algo anacrônico. O brasileiro, mesmo o cronista/filósofo/palpiteiro de plantão que se pretende indignado com a “privatização” das tarefas de segurança já vive em um condomínio fechado, vigiado com seguranças privados e usa alarme eletrônico em seu carro.

Quando até os críticos já vivem como reclusos, a discussão parece mesmo estar até atrasada. Dia destes farei um post sobre o tema que, sim, fascina-me.

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Choque tecnológico

Bulletproof jackets do not turn security guards, police officers and armed forces into Robocops, repelling the force of bullets in their stride. New research in carbon nanotechnology however could give those in the line of fire materials which can bounce bullets without a trace of damage. A research paper published in the Institute of Physics’ Nanotechnology details how engineers from the Centre for Advanced Materials Technology at the University of Sydney have found a way to use the elasticity of carbon nanotubes to not only stop bullets penetrating material but actually rebound their force.

Clique no trecho acima para ler toda a matéria.

bolivarianismo · economia da defesa

Economia da Defesa

Uma hora destas eu comento esta notícia que mostra que não é Bush quem mantém a América Latina “nas garras do complexo industrial-militar”. Primeiro, há os interesses do complexo industrial-militar (nanico, é verdade) nacional e também os incentivos vindos do melhor amigo do sr. da Silva, o sr. Chavez. A este deve se creditar o mérito de disparar uma nova corrida armamentista na América Latina.

Tentarei uma análise mais detalhada em breve. Não vou prometer, mas, como de praxe, aguarde.

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O tamanho do governo, os militares e a defesa nacional

Brazil Sunday announced it plans to boost its military spending by more than 50 percent in 2008, to around five billion dollars, and draw up a new defense plan, but told its neighbors they should not worry.

Os tradicionais opositores dos militares – a esquerda bolivariana na época em que não se assumia tão bolivariana assim… – estão bem calados quanto a esta notícia. Nada de mais, claro, mas é interessante ver a aliança “chinesa” no Brasil dos intelectuais bolivarianos: militares, sindicatos, intelectuais chapas-brancas…nada como viver na China de Mao sem ter que falar chinês. ^_^

Quanto ao aumento do orçamento, não era difícil prevê-lo. Basta olhar para o restante do continente. Robert Higgs tem mostrado, há anos, que o crescimento do governo através de “ameaças externas” é prática comum no mundo. Não seria diferente na era bolivariana…

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Segurança privada

Reproduzo da newsletter do The Independent Institute, um dos melhores Think Tanks que conheço.

Security Contractor’s Mistakes Reflect Government-Created Incentives, Not “Market Failure”

Earlier this month, the shooting deaths of 17 innocent Iraqi civilians brought unwanted publicity to Blackwater USA, a private firm under contract with the U.S. military to provide diplomatic security and similar services in Iraq and other hotspots. Some people may be tempted to view the Blackwater deaths as an example of the pitfalls of privatization, but in his characteristically nuanced column for the New York Times, George Mason University economist Tyler Cowen explains why this is gross oversimplification is highly misleading.

“The overall problem is not private contracting itself; contractors do not set the tone but rather reflect the sins and virtues of their customers, namely their sponsoring governments,” writes Cowen, co-editor of the Independent Institute book Market Failure or Success. “A private contractor doesn’t have a financial incentive to protect Iraqi citizens, who are not paying customers. Ultimately, this reflects the priorities of the United States military itself.”

Cowen notes some of the trade-offs that the use of private contractors entails. He also notes some of their unrealized potential. For example, had the UN chosen to hire private contractors in central Africa in the mid-1990s, as it had contemplated, instead of employing poorly trained police from Zaire, it’s conceivable that many of the 800,000 lives lost during Rwanda’s bloody civil war would have been spared.

Cowen also notes that his colleague (and Independent Institute Research Director) Alexander Tabarrok discusses the history of private contractors—namely, the privateers of the 19th century—in the spring 2007 issue of The Independent Review. Although Cowen doesn’t say so, Tabarrok’s article makes essentially the same point as his own. To paraphrase: the “contracting out” of security services should not be conflated with the full privatization of security, because the chain of “contracting out” is only as strong as its weakest link—in this case, Uncle Sam.

“To Know Contractors, Know the Government,” by Tyler Cowen (The New York Times, 10/28/07)

Market Failure or Success: The New Debate, edited by Tyler Cowen and Eric Crampton

“The Rise, Fall, and Rise Again of Privateers,” by Alexander Tabarrok (The Independent Review, Spring 2007)

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Defesa: um bem privado?

An inconvenient truth missing in the debate over Blackwater (which is currently in trouble with the Iraqi government over a shooting incident), is that the US military is completely dependent on private military companies (PMCs). This dependency can’t be wished away or reversed. If anything, given the trend lines, PMCs will increasingly replace conventional military forces well into the future.

Por que? Leia aqui.

ciência econômica · economia da defesa · terrorismo

11 de setembro: what makes a terrorist?

Hoje, 11 de setembro de 2007, faz 6 anos em que as “torres gêmeas” e o Pentágono foram atacados. 6 anos se passaram e a “economia dos terroristas” se desenvolveu (dê uma olhada nisso e nisso).

Mas você sabe o que torna uma pessoa terrorista?

A primeira resposta que vêm à cabeça é baixo nível de educação, pobreza e ser muçulmano. Então dê uma olhada nisso:

“poverty does not breed terrorism, once you look at the data.” Furthermore, I show that terrorists are more likely to be drawn from the ranks of the well-educated than they are from the uneducated and illiterate masses. And I find little evidence that terrorism is more prevalent among Muslim nations or nations with low GDP per capita and high infant mortality.

Ou seja, o que normalmente se pensa dos determinantes do terrorismo não é verdade.

Qual seria então os determinantes?
Da mesma fonte anterior:

What makes a terrorist, then, is someone with a fanatical commitment to pursuing a grievance combined with the perception that there are few alternatives available other than terrorism for pursuing that grievance – and a terrorist organisation or cell willing to deploy a would-be terrorist.

Interessante né?!

Num dia tão importante para a história da humanidade, as pessoas devem saber o que causou aquele pânico todo há 6 anos atrás. As “explicações populares” são mitigadas. Cabe a nós mostrar a verdade.

apagão aéreo · Economia Brasileira · economia da defesa · rent-seeking

Complexo Industrial-Militar terá licitações “flexibilizadas”

Lembra do que falei ontem, sobre o complexo industrial-militar brasileiro? Pois é. Hoje eu leio que:

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que o governo vai flexibilizar a Lei de Licitações para beneficiar as empresas brasileiras na compra de materiais, equipamentos e insumos bélicos para Exército, Marinha e Aeronáutica.

Isto dá uma pá de boas perguntas: (a) por que o setor de Defesa sim e o de Educação não?, (b) que interesses ganham com este aumento do gasto público?, (c) qual a justificativa teórica para se dizer que um tanque é mais bem público do que um remédio?, (d) como funciona a lei de licitações e quais os motivos de ela ser tão (pouco) flexível? Não vale culpar o governo já que é o próprio governo que está a flexibilizá-la agora (opa, olha a dica aí…).

Interessante que o novo ministro – celebrado porque iria resolver o problema da falha governamental no setor aéreo – seja notícia, agora, quase que exclusivamente por causa destas suas ações no ramo militar.

economia da defesa

O tigre, o dragão…e a formiga

A julgar por esta matéria, o futuro de Taiwan não é nada bonito. A propósito, existe uma área da economia chamada “Economia da Defesa” que é bem interessante. Se você gosta, traduza o termo para o inglês e google it! Taiwan e a China continental são apenas exemplos de amostras para testes de hipóteses nesta vasta área que engloba desde alianças militares até os impactos econômicos do terrorismo.

Lembrete 1: Ah sim, vejamos se o firewall da faculdade vai me atrapalhar hoje.

Lembrete 2: Notaram que temos um convidado aqui, esta semana?