economia da alocação de órgãos para transplantes · Freakonomics

Mercados ilegais

A court in the northeastern Chinese city Shenyang has given permission to local authorities to arrest a Japanese man in connection with illegal organ transplants, a Chinese Foreign Ministry spokesman said Tuesday.Liu Jianchao did not say at a regular news conference whether Hiroyuki Nagase, president of the CITIC Information Service Co., has already been arrested.

Eis a notícia inteira.

economia da alocação de órgãos para transplantes

Transplantes Ótimos e a Perda de Bem-Estar

O Cisco me deu a dica e eu fui lá conferir. Eis alguns trechos:

Human kidneys are among the world’s rarest commodities, and the process for allocating them, here in the United States at least, is generally considered to be straightforward and highly efficient. But that’s not exactly true. Every year since 1998, more than 1,000 kidneys have been thrown into America’s trash.

E aí? Por que isto ocorre?

Why are so many kidneys being thrown out? Professor Juanjuan Zhang, a 28-year-old wunderkind on the faculty of MIT’s Sloan School of Management, is about to release a study suggesting that the problem lies not in technology, or medical expertise, or even bureaucratic red tape, but an economic theory known as “herding.” This theory holds that human beings, from a very early age, learn that the best commodities are the ones that everyone wants. This is why we are persuaded by ads boasting claims like “America’s Favorite Peanut Butter” or the “Most Popular Brand of Air Conditioner in the World.” Either by evolution or social learning, our brains are partial to this line of thought: If someone else doesn’t want it, then neither do I, because it can’t be that good. Often, this serves us well, but Zhang claims that it is backfiring in the world of kidney transplants.

Humm, então um pouco de Teoria Econômica não faz mal à sua inteligência. Eu já sabia disto mas os pterodoxos e os outros cientistas sociais da linha “eu-não-gosto-de-economista-porque-os-acho-chatos” sempre fazem o mesmo discurso na porta do museu, da galeria de arte e dos botecos “da elite cultural”.

Claro que a questão é polêmica e merece discussão. E é por isto mesmo que coloco estes trechos aqui. Enquanto lá a discussão se dá sem preconceitos, aqui, na selva, tudo sempre começa com um “você é um economista, o que você entende disto”? A tradução disto é a seguinte: “já sou famoso como especialista no assunto, por que você veio aqui tentar tirar um pouco da minha fama apontando erros que cometi e/ou falhas em minha análise porque, apesar do meu discurso, sou muito pouco pluralista na formulação de minhas hipóteses. Logo, detesto concorrência e quero ser monopolista na minha área do conhecimento embora papagaie para os quatro cantos do mundo que sou um modernoso pluralista e multidisciplinar”.

Tem dias que eu acordo muito cedo. Dá nisto.

Mas esqueça – temporariamente – meu mau humor. Leia o texto e pense no problema interessante que está a se discutir.

economia da alocação de órgãos para transplantes

A economia da alocação de órgãos para transplantes e o apagão aéreo

Será a fila nacional um instrumento eficiente para se alocar órgãos para transplantes? Esta é uma discussão longa e interessante. Mas é curioso você se lembrar de autoridades do governo do sr. da Silva viajando em aviões da FAB enquanto a tal “elite que viaja de avião” passa por problemas como este:

Gabriel Barbosa Machado é um pequeno herói. Sobreviveu a muitas intempéries nesse 1 ano e 11 meses de vida. Foi desenganado pelos médicos ainda na sua terra natal, a Bahia. Sofria de estreitamento das vias biliares hepáticas. Mas, no dia 7 de dezembro de 2006, depois que a salvação chegou por meio da doação de um novo fígado, viu naufragar o novo rumo de sua vida por causa de uma pane no centro de controle de Brasília (Cindacta-1) dois dias antes, o que motivou uma série de atrasos nos aeroportos de todo o País.

Depois desse fatídico dia, o pequeno e sua mãe, Joseane Barbosa Machado, de 16 anos, hoje emancipada para acompanhar o filho em São Paulo, passaram por vários outros apuros até que o transplante fosse finalmente executado, no dia 6 de agosto. Hoje o garoto já ensaia os primeiros passos, fala algumas palavras e é símbolo de força e vitalidade.

Até onde sei, o povo da ANAC não emitiu uma única ordem a respeito deste “pequeno” problema. Se divulgou, tem um serviço horroroso de marketing.

Mas há algo além disso. Não seria mais eficiente ter filas individuais como segundo critério, previsto para casos de incompetência de outras áreas do governo como os responsáveis pelo setor aéreo? Esta pode ser uma sugestão interessante mas, o problema é que mudar a regra agora é um desrespeito para quem já está na lista há mais tempo…