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Lembra do e-book dos provérbios?

Pois é. O Jornal do Commercio, de Pernambuco, fez uma matéria sobre ele. Uma versão ampliada da mesma, feita pelo jornalista Renato Lima, está aqui. Eis um trecho:

Há muito de economia em ditos populares, como “faz a fama e deita na cama” ou “de graça, até injeção na testa”. O que poderia ser apenas uma interpretação isolada ganhou conteúdo e análise pormenorizada através do livro eletrônico “Em terra de cego quem tem um olho é rei: usando a teoria econômica para explicar ditados populares”, organizado pelo doutor em economia e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Adolfo Sachsida.

“O objetivo é mostrar aos alunos e a comunidade em geral que a teoria econômica é algo aplicável. Não é apenas teoria, mas que ela está aí para resolver problemas práticos do dia-a-dia”, diz Sachsida. A própria idéia do livro surgiu durante uma aula no curso de economia e contou com a rápida adesão de alunos e outros professores. Assim, vários colaboradores pensaram ditados populares e como eles poderiam ser analisados de acordo com o instrumental econômico.

Aliás, este blog do Renato fará parte dos links laterais em instantes…

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Novo e-book

Um e-book diferente. Para entender a motivação, leia meu prefácio. Parabenizo a turma pelo trabalho. Com todos os problemas que um trabalho deste pode ter, creio que todos os autores aprenderam um pouco mais (inclusive sobre problemas de ação coletiva, free-rider e incentivos).

Gostaria de saber o que você, leitor, achou do e-book. Por favor, use o espaço de comentários.

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Ainda o novo e-book

Ontem, após alguma confusão, consegui fazer o upload do novo e-book. E eu gostaria de fazer algumas observações sobre ele, do ponto de vista de alguém que tentou incentivar ao máximo as colaborações.

Primeiro, alunos são indivíduos e uma análise marxista de classes não nos levaria a lugar algum se fôssemos explicar seu comportamento. Refiro-me ao custo de oportunidade de cada um: de cada 10 alunos que disseram que iriam participar, apenas 1 ou 2 realmente se interessaram.

Na segunda edição do e-book, a participação do IBMEC-MG (o único dos IBMEC’s a ter colaboração no e-book, apesar da divulgação no blog) aumentou. Tínhamos o artigo do Lucas e tivemos dois novos, do Pedro (atualmente em Arkansas) e do Igor. O primeiro, Lucas, preocupava-se com a escolhar intertemporal das pessoas em “quem dá aos pobres empresta a Deus”. Já Pedro tentou explicar se faz sentido dizermos que “de graça, até injeção na testa”, discorrendo sobre custos e benefícios de bens. Igor, por sua vez, preferiu uma abordagem mais formal, embora simples, da incerteza envolvida no “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

O que posso dizer? Ficaram muito bons. Mas eu me pergunto sobre os outros alunos que não enviaram colaborações. Uma instituição de ensino superior que prima pela excelência deveria ter mais estudantes interessados neste tipo de empreendimento, não? Talvez.

De qualquer forma, parabenizo os três alunos do IBMEC-MG por não apenas participarem do e-book, mas também por terem feito isto com o esmero e a competência que muitos de seus colegas não apresentaram esta semana, em outro tipo – similar – de trabalho acadêmico. O importante não é se o sujeito finge bem, mas se ele produz algo de boa qualidade quando requisitado, nos prazos estabelecidos e com o profissionalismo que nos leva(ria) ao Primeiro Mundo.

Também  tenho que agradecer, novamente, ao Adolfo, por ter se mostrado um verdadeiro empreendedor do ensino. Como já disse, a burocracia não conseguirá, jamais, computar este evento como um salto tecnológico no ensino de economia. Nem ela, nem os pterodoxos H e O que dirão, respectivamente, que “isto não é economia porque o mundo é incerto” e “isto não é economia porque não tem modelo (e, se modelo há, eles não usam programação dinâmica)”.

Mas a mensagem final é otimista: parabéns a todos os autores do e-book, inclusive os recém-incluídos na segunda edição.

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Só para lembrar…

O grande sucesso da primeira versão já agregou mais material (inside information minha).

E-Book 2

Desde a publicacao de nosso e-book, alguns dos autores identificaram alguns erros ortográficos e solicitaram alterações.

Vamos fazer o seguinte: TODOS os autores que quiserem alterar seus textos, por favor me enviem as novas versões até o dia 17/11. Meu e-mail: sachsida@hotmail.com

Se algum leitor estiver interessado em se juntar a esse e-book basta me enviar seu artigo até o dia 17/11, e ele será incluído na versão final do livro.

No dia 19/11 estarei postando nesse blog a versão final de nosso E-book: Em Terra de Cego quem tem um Olho é Rei: Usando Teoria Econômica para Explicar Ditados Populares.

2 comentários

 Não deixe o tempo passar. Mande logo sua contribuição. O prazo final é hoje.

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Novo e-book – parte 2

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

E-Book 2

Desde a publicacao de nosso e-book, alguns dos autores identificaram alguns erros ortográficos e solicitaram alterações.

Vamos fazer o seguinte: TODOS os autores que quiserem alterar seus textos, por favor me enviem as novas versões até o dia 17/11. Meu e-mail: sachsida@hotmail.com

Se algum leitor estiver interessado em se juntar a esse e-book basta me enviar seu artigo até o dia 17/11, e ele será incluído na versão final do livro.

No dia 19/11 estarei postando nesse blog a versão final de nosso E-book: Em Terra de Cego quem tem um Olho é Rei: Usando Teoria Econômica para Explicar Ditados Populares.

 

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Blogs para que te quero

Afim de ler algo interessante? Vá já aos Quatroventos.

Aliás, notem os dois interessantes posts, um dos quais me envolve:

O segundo é mais uma colaboração para a segunda edição (sim, Adolfo está afim de agregar mais algumas pessoas e corrigir alguns escorregões da língua-mãe) do sensacional e-book.

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Comentário que merece destaque

Sempre achei que houvesse um problema nas faculdades de economia: ou se ensina teorias pterodoxas (gostei do neologismo) ou se abusa da linguagem matemática sem se preocupar com o significado econômico das teorias. Enfim, parece faltar aquilo que Ronald Coase denunciava: uma pitada de realidade (aplicação empírica) nas teorias….Mas esses dois e-books começam a preencher o vácuo existente e revelar o potencial explicativo da teoria econômica convencional, usando casos do cotidiano. Como economia é a ciência do comportamento humano racional, projetos como esses estão fadados ao sucesso.Analyse this: Apenas como sugestão de reflexão usando os métodos de economia, é uma frase que vi pichada no viaduto da João Pessoa, perto da FCE-UFRGS: “Riqueza gera miséria”. Tem muita gente que acredita nisso, incluindo doutores em sociologia formados na França!
Esse pode iniciar uma nova série sobre crendices populares (ou uma atualização do Febeapá, com conteúdo teórico).Parabéns pela iniciativa!Ronald Hillbrecht

Que e-books são estes? Não me diga que ainda não sabe. Pois é. Ronald me deixa (e ao Adolfo) feliz(es). Foi um dos sujeitos que sempre falou contra o discurso pterodoxo. Dele guardei a famosa máxima (famosa?): “pode-se falar muita bobagem com verborragia ou com matemática”. O ponto é que discussão séria, boa, de qualidade reconhecida, é aquela que se dá sobre idéias. Agora, muita gente esconde sua falta de idéias sob o manto verborrágico ou com o mundo de Cantor, Hilbert, etc.

Mudando de assunto, curioso mesmo é que enviei, via intranet, um recado para os alunos hoje cedo deixando REGRAS e instruções importantes aqui. Os meninos se dizem dedicados, atentos e tudo o mais. Mas as estatísticas, infelizmente, não corroboram a hipótese de que falam a verdade. Vejamos os mais visitados, hoje, até este minuto:

Eis o e-book…dos provérbios    45
Programação de Novembro – “Cinemateca     19
Países periféricos exploram países ce    14
Receita para engordar    10
O que são movimentos sociais?    7
Sobre este blog    7
Aborto funciona?    5
Pensando um pouco sobre: “Déficit Nomin    4
Legendas para fotos que eu gostaria de f    4
O governo brasileiro é a favor dos spam    3

Opa, nada sobre “Música, economia e tudo o mais” que é o título do link indicado. Há quem diga que seja questão de inexperiência, mas existe aluno que faz esta matéria desde antes de minha chegada à mesma (estamos na segunda turma, é bom dizer). Eis uma boa estatística para se discutir.O mais irônico é que, como eu, os meninos são racionais: fogem da intranet já que a mesma tem apresentado problemas. Ao mesmo tempo, enquanto eu fujo para cá para facilitar-lhes a vida com recados, eles fogem para algum lugar remoto na internet que, realmente, não faço idéia de onde seja.

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Valeu, gente

Agradeço ao Selva pela divulgação do e-book novo e do antigo. O que dizer? O Sachsida é conhecido meu de pouco tempo mas já vi que pensa como eu em diversos aspectos, desde o uso da Economia até a visão social. Mas se estamos aqui, hoje, fazendo sucesso entre diversos colegas de trabalho e, quem diria, entre alunos de economia, isto só foi possível porque, um dia, nós passamos a admirar a Ciência Econômica.

Sem bons professores, isto não seria possível. Há muitos responsáveis por isto em cada caso, claro. Mas eu destacaria o nomes de Antônio Aguirre, Affonso Celso Pastore, Eduardo P. Ribeiro e William Summerhill. Não que os outros não tenham sido importantes. Foram-no. Ou porque me ensinaram o que não fazer, ou vice-versa. Mas estes aí, de alguma forma, enquanto professores, ensinaram-me algo útil para minha forma de estudo e pesquisa.

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Eis o e-book…dos provérbios

E-book dos provérbios

Faço comentários sobre ele mais adiante.:

i. É uma honra abrir o e-book que o Adolfo editou. Eu o encontrei pessoalmente há um mês e pouco e testemunhei o entusiasmo dele com a idéia. Claro que acho genial isto que ele fez. Quem enviou artigo, aproveitou uma oportunidade cujo valor nem sempre é imediata e prontamente apreciado.

ii. O que dizer? Não muito. O e-book segue a linha deste outro. Ambos inauguram o que não aparece em estatística da CAPES ou do MEC ou de qualquer outro órgão privado de pesquisa: uma era de colaboração e produção de conhecimento intermediário de Ciência Econômica, crítico, competente e totalmente inserido em nossa realidade. “Para além do” discurso pterodoxo, pseudo-pluralista, estes dois livros aplicam, realmente, economia, ao dia-a-dia. Como em qualquer ciência séria, a aplicação é limitada, incompleta, mas interessante.

iii. Há alunos de todos os níveis, mestres e doutores em Economia. Há gente que não faz o curso de Economia. Novamente: não somos fascistas. Mussolini e os sindicatos/conselhos de Economia é que, em sua esmagadora maioria, acham que só um diploma gera conhecimento (apesar de todos os estudos sobre modelos de sinalização, na selva, sim, acredita-se muito nestas asneiras). Por outro lado, sabemos que não basta língua e garganta para gerar uma fala competente em economia. Tem que estudar o livro-texto. Até para criticar é preciso entender antes, a despeito do discurso populisto-pterodoxo (acabo de cunhar mais um neologismo engraçadinho…). Parabéns ao nosso aluno Lucas, único representante dos três IBMEC’s neste livro. Parabéns aos outros todos participantes.

Pronto. Falei e disse.

UPDATE: Marcelo Soares até já sugeriu um nome para o conjunto da obra: Doidonomia.

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O atraso do e-book

Muita gente não leu as instruções com o cuidado que elas mereciam: “envie seu nome e seu e-mail“. Por isto, diz Adolfo, há um atraso. Imagino que ele divulgue hoje o novo e-book (o que inspirou esta nossa aventura foi este).

Ah sim, o gentil Angelo da CIA (que não faz parte, certamente, da conspiração “que-vê-Opus-Dei-até-atrás-do-banquinho”), fez-nos um elogio bacana, ao entrar no debate sobre a tese de Levitt:  “melhor blogue brasileiro de clipping econômico e opinião política”. Valeu, Angelo!

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Mais sobre o(s) novo(s) e-book(s)

Primeiro, reproduzo:

Já em fase de coleta de colaborações. A proposta é do Adolfo Sachsida. Alguns dos textos:

Isto sem falar que há mais propostas como a do Alex Castro.

Ah sim, você não entendeu errado: são dois e-books a caminho! O dos ditados populares (Sachsida) e o outro, mais geral, proposto pelo Alex (e editado por mim, Ari, André e Leo Monasterio). Contribuições são bem-vindas.

Agora, complemento:

Agora é aguardar os alunos e colegas. Ah sim, o prof. Sachsida já está no blog. Notaram?