conflito · Desarmamento · privilégios · violência

Quem é advogado se defende. Quem não o é…

E aquele papo de que não se deve reagir a assaltantes?

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Desarmamento · economia · racismo

As origens racistas do controle de armas…

…na Georgia. Outro que segue na íntegra:

THE RACIST ROOTS OF GUN CONTROL in Georgia.

Very interesting data on the 1906 Atlanta race riots, where mobs attacked black neighborhoods, the residents fought back (in an early form of straw man sales, light skinned residents bought guns for their neighbors), and police and the state militia responded with house to house searches for guns. The Atlanta Journal ran an editorial entitled “Disarm the Negroes,” endorsing the searches with comments such as “Should a collision between the races occur, it would be too late to deplore the fact that the negroes had been permitted to arm themselves.” The study also probes why GA law bans carrying at public assemblies, and notes the law was enacted after night riders attacked blacks who were travelling to a … public assembly, and they fought back.

This kind of thing isn’t news to those who have been paying attention, but it’s probably news to everyone else.

É interessante também ler isto. Talvez o argumento valha uma crítica, mas eis que aí está mais uma ponderação para não se sair por aí defendendo o desarmamento como algo intrinsecamente bom, cujos defensores são, intrinsecamente angelicais…

Desarmamento

Ainda a entrega de armas

Pois é, o pessoal do Rio de Janeiro estava inseguro com a violência. Então, nesta semana, promoveram o desarmamento de parte da população da cidade, especificamente a militar.

O engraçado – se é que há algo engraçado nisto – é que sempre ouço gente dizer que tem mais medo de policiais do que de bandidos. É claro que existe um problema de corrupção, mas não exclusivo de policiais. Neste raciocínio, eu também teria medo de médicos, advogados, colunistas do Jornal do Brasil que foram cassados, economistas e líderes de movimentos sociais.

Bom, se alguém tem medo de policial, mais do que bandido, deveria propor a troca de sua franquia de segurança pública em prol da bandidagem, não é? Ou então se defender melhor. Alguns optaram pelo “Não” no referendo. Outros resolveram desarmar o quartel.

Será que vivo num quadro de Salvador Dalí?

Claudio

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Desarmamento

Fatos para reflexão

Lembram do referendo sobre o desarmamento? O “Não” venceu. Temos armas. Gente que dizia que as pessoas saberiam escolher passaram a usar argumentos do tipo “foram manipulados”, etc. Deveriam defender, coerentemente, o fim das eleições em todos os níveis.

Complicada a vida quando se discute tópicos tão polêmicos. Quer ver só? A ONU queria de todo o jeito o desarmamento aqui. Talvez os burocratas acreditassem que isto seria um evento totalmente independente de qualquer outra política pública. Obviamente não é.

Os brasileiros sabem disto. Principalmente os que estão no Haiti.

Veja só o que eles dizem na matéria (e pense no caso do Brasil, há similaridades).

Segundo Valdes, a dificuldade em desarmar a população civil – um dos objetivos da missão que envolve mais de 9 mil militares e policiais da ONU – advém do fato de que não existe no país um ambiente em que as pessoas se sintam seguras para abrir mão do que pode ser não só seu único meio de proteção, mas também seu sustento.

(…)

Sem poder contar com a segurança pública, as elites contratam servicos de empresas particulares, negócio que se proliferou nos ultimos dez anos no Haiti.

Mas a população que não pode arcar com esse luxo fica sujeita à ação das gangues, tendo que, como no caso das favelas e os traficantes brasileiros, morar cara a cara com os bandidos.

Não lhe parece familiar?

Claudio

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Desarmamento

O que faltou no referendo?

Mais uma vez, faltou isto:

A Polícia Federal desbaratou na madrugada do dia 31 parte de uma quadrilha especializada no tráfico internacional de armas.

Foram apreendidos fuzis, metralhadoras importadas como uma Ar-14 e uma Ar-15, cinco granadas, carregadores e munições, além de três veículos que transportavam as armas, no Bairro do Tucuruvi, Capital de São Paulo.

Duas pessoas foram presas, em uma investigação que durou 15 dias. A grande quantidade de armas apreendida com alto poder de fogo estava escondida em um fundo falso de um dos veículos.

Os presos foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, recolhidos à custódia e responderão pelos crimes de porte ilegal de arma de uso restrito e tráfico internacional de armas.

Só para lembrar: granadas, Ar-14 e Ar-15 não existiriam em menor quantidade apenas pelo seu “SIM” no referendo.

Claudio

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Desarmamento

Mísseis ilegais estavam no referendo?

Míssil é encontrado em picape na zona sul
O armamento estava coberto pela lona de uma S-10 preta

São Paulo – Um míssil, com sua plataforma de lançamento, foi encontrado nesta madrugada na caçamba de uma picape, estacionada na Rua Vergueiro, região do Sacomã, zona sul. O armamento estava coberto pela lona da S-10 preta, mas, de acordo com a polícia, o porteiro de um dos prédios da região viu dois homens e uma mulher mexendo no carro. O porteiro imaginou que aquilo fosse um assalto e ligou para a PM informando uma suposta tentativa de furto.

Só falta o povo dizer que isto é culpa do FHC, do Bush ou do FMI…mas o fato é que a política de segurança pública é responsabilidade do governo brasileiro. Aliás, o melhor deste governo é o brasileiro.

Claudio

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Desarmamento

Desarmamento e Polícia

Lembra da polêmica sobre o desarmamento? Pois é, um assunto correlato apareceu no “O Estado de São Paulo” de ontem, no caderno Cidades (p. C4). Trata-se dos policiais, aqueles que, por lei, teriam direito ao porte de armas. Será que estes caras possuem maior preparo do que um cidadão comum para o porte de armas? Alguns trechos interessantes, sobre a realidade paulista:

No balanço desses conflitos, os policiais matam 12 vezes mais do que morrem. Mas as baixas entre os agentes de segurança são altas. Em 2004, 27 foram assassinados, mas já houve anos com picos de 78 mortes. Como comparação, no ano passado a cidade de Nova York registrou apenas duas baixas entre os policiais – no Estado de São Paulo, foram 20 só nos primeiros nove meses de 2005. (…)

Segundo dados da Associação dos Oficiais da PM, 25 policiais se mataram em 2004 e 22 em 2005. ‘O salário é baixo, há excesso de trabalho e a necessidade de fazer bicos, o que toma o tempo destinado à família, algo que pode levar à sua desestruturação.

Se alguém ler o estatuto do desarmamento – lembrando que o estatuto está no Congresso e que apenas um item dele foi levado a referendo – verá que as condições para que um cidadão comum obtenha o direito de ter uma arma em casa (não me refiro ao direito de andar com ela por aí, que é outra coisa) não são simples. O sujeito tem, realmente, de provar que tem preparo psicológico e que não vive de atacar e tomar propriedades alheias. A ironia – triste, claro – do trecho acima é que as armas legais parecem matar mais do que as ilegais (considerando que os civis portem armas ilegais, segundo os termos do estatuto).

Conversando informalmente com um médico que já analisou policiais, ele me disse que o preparo psicológico deste pessoal não é, digamos, tão bom assim. Até entendo (e o trecho acima me permite inferir isto).

Afinal, o sujeito trabalha numa corporação que não consegue resolver crimes simples e num país onde, por exemplo, alguns políticos aprovam a venda de produtos sem cobrança de impostos por alguns, enquanto que outros políticos promovem “batidas” da Polícia Federal para apreender os mesmos produtos. O que dizer, por exemplo, da situação legal dos “flanelinhas”? Prefeitos (que não estacionam carros nas ruas) acham bonito não agir contra eles, mas ninguém me indeniza por arranhões no carro, mesmo quando eu trato os “flanelinhas” como “honestos fornecedores de seguro contra arranhões”.

Observe que meus exemplos sequer envolvem crimes com o uso de armas. Em poucas palavras: o policial nem sabe mais se o sujeito que é vítima da batida cumpre ou não a lei.

E isto tudo sem falar nos outros problemas: corrupção de colegas, invasores de propriedades (que não são sequer julgados porque seus aliados fazem um belo barulho na imprensa), o exemplo de políticos que não vão presos, e, agora, a onda do terror que os criminosos fazem no país, ora queimando ônibus (com gente dentro), ora metralhando bases da PM em São Paulo. Difícil mesmo é que o sujeito honesto, aquele policial que realmente queria facilitar a vida honesta de seus amigos, não pense em suicídio ou em tornar-se parte do jogo fácil da criminalidade.

Não digo que a voz do povo seja a voz de Deus, mas é difícil não concordar com os taxistas e ambulantes que sempre me dizem que “matou um cidadão, ok, matou um bandido, você vai preso”. Não se trata de defender o assassinato de bandidos, obviamente. Mas há, no ar, a percepção de que o pessoal dos “Direitos Humanos” não parece ver policiais como humanos (ou então não possuem direitos). Esta percepção não é só minha, conforme o trecho a seguir.

Para tentar mudar esse quadro, Hein [da AMCHAN] pretende criar uma organização não-governamental – o Instituto Pró-Polícia – destinada a arrecadar dinheiro para projetos na área de segurança pública, nos moldes da NY Police Foundation. ‘As ONGs no Brasil parecem preocupada s só em atacar os policiais. Ninguém liga quando eles morrem’.

Minha opinião é que o candidato a presidência que apresentar um programa de Segurança Pública decente – e mostrar que se apóia em gente séria – aumenta suas chances de vitória em 2006.

Claudio

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Desarmamento

Proposta de Referendo

Levitt tem uma estatística interessante – aplicável ao Brasil – sobre o número de crianças mortas em piscinas ser maior do que por acidentes em armas de fogo.

O pessoal do “Sim” fica chateado quando cito estes números, mas é bom para perceberem que esta história de falar de “mortes devidas aos acidentes por armas de fogo” sem citar todos os tipos de mortes acidentais é um argumento potencialmente falacioso.

Agora, engraçado mesmo é que Levitt poderia ter citado outro número: o de mortes de pescadores nos EUA. Segundo estatísticas oficiais, morreram mais pescadores em 1988 do que policiais. Citando números: 1 p/cada 718 pescadores e 1 p/cada 4613 policiais.

Seguindo meu humor de economista, proponho que: (i) o efeito da água sobre a taxa de mortalidade seja melhor estudado, (ii) o governo e as ONGs promovam a criação de um imposto sobre o uso da água, para diminuir o risco que todos nós corremos de morrer, (iii) o Cascão, o famoso personagem de Maurício de Souza, seja o símbolo da campanha oficial, (iv) as ONGs anti-armas (predominantemente atuantes no Rio de Janeiro) passem a propor o fim da frequência dos cariocas às praias e aos clubes de pesca.

Claudio

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