Capital Humano · economia · Economia do Conflito · Economia do Crime

Onze (não dez) melhores livros de 2019

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No apagar das luzes do ano, eis alguns livros que gostei de ler em 2019. Uma lista incompleta, com livros ordenados aleatoriamente.

  1. Open Borders – the science and ethics of immigration. Livro em quadrinhos de Bryan Caplan e Zach Weinersmith. Minha opinião: não traduzí-lo (e publicá-lo) seria um crime (contra a humanidade, eu diria).
  2. The Political Economy of Special Economic Zones – Concentrating Economic Development. Livro de Lotta Moberg. Minha opinião: por muito pouco não é um livro sobre cidades experimentais (charter cities), mas tem um ótimo arcabouço conceitual para se estudar o tema.
  3. Hive Mind: how your nation’s IQ matter so much more than your own. Livro de Garett Jones. Minha opinião: mais um daqueles livros que precisam ser traduzidos. Pessoal que fala de capital humano precisa enfrentar o tema do QI com menos preconceito e mais coragem (e a coleta sistemática de dados já caducou o que, ironicamente, diz algo a nosso respeito como país em desenvolvimento…).
  4. The Trust Revolution: how the digitization of trust will revolutionize business and government. Livro de M. Todd Henderson e Salen Churi. Minha opinião? Um dos melhores do ano. Falam muita besteira por aí sobre Uber e aplicativos afins. Não neste livro. As perspectivas para o governo são interessantes. Há, no livro, bons insights para, seriamente, pensarmos em novas formas de governo (ou governança pública, caso prefira o termo).
  5. None of my business: from bestselling political humorist P.J.O’Rourke. Minha opinião? Qualquer livro do P.J. O’Rourke vale a pena. Ponto final.
  6. The Worlds of Gerry and Sylvia Anderson: the story behind International Rescue. Livro de Ian Fryer (complementa o Filmed in Supermarionation, de Stephen La Riviere). Minha opinião: gosto muito de toda a obra de Gerry e Sylvia Anderson e, mais ainda, dos aspectos pouco conhecidos desta interessante função de produção que é a dos filmes e programas de TV.
  7. Small Wars, Big Data: The Information Revolution in Modern Conflict. Livro de Eli Berman, Joseph H. Felter, Jacocob N. Shapiro e Vestal McIntyre. Minha opinião: livro que indico sempre que posso. Um dos melhores livros sobre o uso de big data em estudos científicos acerca de conflitos modernos (estas tais guerras assimétricas). Em outras palavras, quem estuda crime organizado ou terrorismo vai adorar.
  8. Hugo Chávez – o espectro. Livro de Leonardo Coutinho. Minha opinião: um dos melhores livros sobre o regime de Chávez e suas pouco analisadas (surpreendentemente) conexões com aspectos político-criminais pelo continente. Serve como reflexão sobre até onde um político pode ir quando a imprensa e os eleitores se deixam seduzir por belos discursos…vazios.
  9. Lucros de Sangue: como o consumidor financia o terrorismo. Livro de Vanessa Neumann. Outro livro essencial para quem sempre achou que a “Tríplice Fronteira” não deveria ser desprezada quando se fala do combate ao crime (ou terrorismo).
  10. Pancadaria: por dentro do épico conflito Marvel vs DC. Livro de Reed Tucker. Quem me conhece sabe do quanto gosto dos aspectos econômicos do mundo dos quadrinhos. Divertido e útil para, novamente, entender aspectos da criatividade e da função de produção deste incrível mundo dos gibis.
  11. Eu sou um gato. Livro de Soseki Natsume. Minha opinião: o mais famoso escritor japonês da era Meiji, Soseki me foi apresentado pelo pequeno e divertido Botchan (há versão para cinema, mas não me recordo dos detalhes). Já em “Eu sou um gato”, o autor narra o cotidiano de uma família centralizado em seu personagem principal, o gato. “Sonhos”, de Kurosawa, foi baseado na vida de um discípulo de Soseki, Hyakken Uchida, que escreveu uma espécie de resposta/complemento a este clássico da literatura japonesa (fica meu apelo para que o traduzam). Talvez seja o único livro de ficção desta lista.

Em retrospecto, vejo que sigo em busca de livros que me ajudem a compreender aspectos de pesquisas que, vez por outra, geram artigos científicos. É uma lista incompleta e deixou alguns ótimos livros de fora, mas creio que é isto.

Capital Humano · Desenvolvimento econômico

O capital humano brasileiro é coisa nossa…

Veja a imagem abaixo. Nela você vê dois kits de higiene bucal. O da esquerda eu comprei em Belo Horizonte. O outro, no aeroporto Charles de Gaulle. Percebe-se que o kit é o mesmo, mas alguém escolheu mudar o formato da escova de dente portátil.

Pois bem, adivinhe qual das escovas nunca firma após o encaixe para uso. Sim, a nacional. Terrível, mas não é uma surpresa.

agente-principal · Capital Humano

Políticas educacionais

Segundo as conclusões deste estudo de 2017 cuja amostra são as escolas públicas brasileiras:

Based on the theoretical propositions and the empirical evidence, educational policies in Brazil should pay special attention to the managerial aspects of school units. In this study, the prominent role of school managers in developing organizational structures to support teaching and learning can be observed in the positive correlation between the level of proficiency in the school’s mathematics and the IME, particularly in schools with the worst levels of proficiency. Therefore, it is extremely important to adapt the existing signaling mechanisms – fluid educational goals instead of goals designed by information at the starting point on proficiency level and a shorter delay in data collection on educational performance, among other things – or to create new mechanisms that act to reduce problems such as moral hazard.

Ah sim, outro resultado interessante é que um diretor de escola, ao atingir a meta de desempenho estabelecida, passa a apresentar esforço marginal decrescente. Nada que não se esperasse…

Capital Humano · educação

Educação de verdade

Tesshu’s life bridged the time between feudal and modern Japan. Tesshu held a position as a bodyguard for the last Togugawa Shogun. Tesshu even played a role in the transition of power. Then Tesshu became a tutor for the Emperor Meiji during the emperor’s early adulthood.

On one occasion the young emperor challenged Tesshu to a wrestling match. The emperor enjoyed sumo wrestling but he had acquired the inappropriate habit of challenging his aids to impromptu wrestling matches. On one occasion, following a bout of sake drinking, the emperor challenged Tesshu to wrestle. When Tesshu refused the challenge, whereupon the emperor tried to push and pull Tesshu, but the emperor found Tesshu to be immoveable. Then the emperor tried to strike Tesshu, but Tesshu moved slightly aside. The force of the emperor’s blow caused him to fall down, whereupon Tesshu pinned the emperor to the ground. The emperor’s other aids were furious with Tesshu and demanded that Tesshu apologize to the emperor. Tesshu asserted that he was in fact doing his duty and would commit suicide if the emperor requested, but he would not apologize. The emperor saw the wisdom of Tesshu’s way and gave up (temporarily) both wrestling and drinking. From then on Tesshu was one of the emperor’s most trusted advisors.

On another occasion, the emperor, observing how worn Tesshu’s clothing was, gave Tesshu some money to buy new clothes. Tesshu, however, had little regard for material possessions and gave the money to the numerous poor people who sought the hospitality of his household. The next time Tesshu appeared before the emperor, he was wearing the same old clothes.

“What became of the new clothes?” asked the emperor. Tesshu responded back, “They went to you majesty’s children.”

Ao invés de dar um “carteiraço” (como é hábito no Brasil), o jovem Meiji aprendeu as lições de Tesshu Yamaoka. Não é à toa que ambos tenham se tornado tão famosos…

bolivarianismo · Capital Humano · Organização Industrial · socialismo real · software livre

“Software” livre, o discurso bolivariano da esquerda brasileira e nós

Por coincidência dois bons blogs comentaram sobre este tema que, sim, eu já critiquei um bocado aqui. Laurini, estou com você. Aliás, diz o nosso grande econometrista:

Sábado, Dezembro 29, 2007

DRM e Linux

O DRM é demoníaco”, diz o especialista em software livre Jon “Maddog” Hall Desde muito tempo atrás eu me interesso pela chamada “economia do software” livre (e mais ainda por software livre). Ao contrário de muita gente eu sempre acreditei que software livre e proprietário poderiam subsistir, com modelos de negócio e objetivos diferentes. Um bom exemplo disso é a recente colaboração entre a Insightfull, que comercializa o S-Plus, e os produtores do software R. O R se tornou o software padrão em pesquisa estatística, por dois motivos principais – é livre, sólido e permite reproduzir os resultados de outros pesquisadores. Estes 3 fatos são fundamentais em pesquisa científica, e o terceiro é o mais importante de todos.
Mas o ponto que me interessa nesse artigo é o seguinte comentário “Contudo, é preciso criar um “ecossistema de software”. Aqui no Brasil houve um grande interesse governamental, em especial em governos ligados ao PT, pelo uso de software livre. O grande motivo dessa atração era uma mistura de uma visão de “socialismo” e ódio as empresas de software, e uma certa propaganda de redução de custos. Embora a redução de custos de operação seja significativa em grande parte dos casos, essa visão deturpada do software livre é extremamente perigosa, em primeiro lugar porque é falsa. A visão de que os programadores de software livre são “socialistas” e doam seu trabalho para a sociedade por nobres ideais é em geral falsa. As duas principais motivações dos programadores de software livre são a possibilidade de interação com melhores códigos e programadores, e em especial interesses de carreira. Uma análise destas motivações está no artigo “The Simple Economics of Open Source”, Josh Lerner e Jean Tirole, Journal of Industrial Economics. A maioria dos programadores que eu conheço é radicalmente pró-capitalista. E outro ponto contra esta visão é que o desenvolvimento de software livre é em muitos casos bancado por grandes empresas como a IBM ou a Sun.
O que me irritava nesta propaganda da adoção de software livre no brasil era o extremo oportunismo – basicamente se usava o software livre para tarefas simples como produtos de escritório, e a grande vantagem que era a possibilidade de melhor desenvolvimento técnico era simplesmente ignorada. As salas de software livre no brasil são basicamente pontos de acesso a internet, e não representam nenhuma possibilidade de desenvolvimento de software livre ou subsídio a produção de capital humano.
Era o velho oportunismo do PT em ação apenas.
O que eu gostaria de ver era ver parte do dinheiro economizado em software proprietário usado para a formação de capital humano, e quem faz isso não é o governo diretamente, e sim as grandes empresas que investem em laboratórios em associação com as universidades, como o novo laboratório bancado pela IBM na Unicamp.

posted by Márcio Laurini at 2:23 AM

O outro comentário é do Organization and Markets, e está aqui. Como se vê, há muito mais entre o céu e a terra do que supõem nossos estúpidos políticos e pseudo-cientistas (todos, todos preocupados apenas em fazer sua cabecinha…). Em um país no qual a moçada cai em golpes bobos, fica difícil explicar que “1+1 = 2” o tempo todo. Mas não é um problema do Brasil apenas. Pense nas palavras pichadas nesta universidade pelos narco-terroristas da FARC (membros do tal Fóro de São Paulo, dentre outros) .

Deixando de lado este nojo ideológico (em termos intelectuais, sociais ou humanitários) que é o discurso bolivariano, a economia da tecnologia segue como um dos temas mais interessantes da economia, como demonstrado pela própria carreira do grande Hal Varian (veja seu livro sobre economia da informação aqui).

Capital Humano · educação

O lado sujo da (des)educação que os pais desejam para seus filhos

Trecho:

Sou do tempo – e creio que a maioria que me lê também é – em que notas baixas no boletim eram motivo para um castigo. As penas eram duríssimas: de uma semana sem ir brincar na rua a uma mês inteiro sem matinê, elas variavam de acordo com a nota e os danos que a mesma poderia causar no aproveitamento escolar anual. Sem contar a vergonha a que éramos submetidos nos churrascos e reuniões familiares, quando todos nos olhavam com reprovação. Um tio meu, aliás, tinha uma técnica infalível. Sempre que algum moleque – os meninos eram piores – aparecia com notas baixas, ele vinha com um discurso semelhante: “Fulano, não se preocupe. Nós te amamos assim mesmo. Entendemos que você é limitado e jamais vamos lhe deixar desamparado. O tio está guardando um dinheirinho para lhe comprar um taxi. Esteja certo de que comida não vai lhe faltar” , etc e tal. Era tiro e queda.

São práticas educacionais familiares de um tempo que já morreu. Hoje, quando a criança apresenta notas insatisfatórias, os pais vão à escola para xingar os professores. As reuniões não ocorrem mais para discutir o comportamento da meninada em sala de aula – e para orientar os pais sobre o que eles devem cobrar de seus filhos. São, isto sim, verdadeiras sessões de linchamento dos professores. Nenhuma ou pouca responsabilidade se exige dos estudantes.

Não é difícil perceber como se chegou a isso. Nos últimos 30 anos, a introdução de novos conceitos pedagógicos acabou por questionar valores antes tidos como certos: a nota como parâmetro de produção, a exigência de um bom rendimento, a valorização da competitividade e o respeito a autoridade do professor caíram por terra. Em substituição, vieram a subjetividade do conceito, o respeito à diferença de ritmo de cada aluno e a exagerada valorização de “saberes” outros, não adquiridos nos livros – aquela história de que saber tocar pandeiro é tão importante quanto saber somar. E se hoje os professores são responsabilizados por tudo é porque houve um momento em que eles se mostraram absolutamente coniventes com estas inovações pedagógicas.

Leia tudo. Esta praga é tal qual o plágio e a saúva: abundam no Brasil.

brasil · Capital Humano · Desenvolvimento econômico

Galera tá matando aula de montão!

Direto do “A Voz do Cidadão”:

A Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana/Ritla divulgou esta semana o terceiro Relatório de Desenvolvimento Juvenil, desta vez em sua versão 2007, que realizou um extenso cruzamento de dados do IBGE e dos ministérios da Educação e da Saúde e chegou a algumas conclusões alarmantes.

Por exemplo, segundo o relatório, nada menos que 53% dos 35 milhões de jovens entre 15 e 24 anos no país não freqüentam salas de aula. Além disso, 19% deles não trabalham nem estudam, uma porcentagem grande, que fica maior ainda quando se analisa apenas as classes mais pobres: 34%!

Clique aqui para conhecer e baixar a íntegra da pesquisa de Desenvolvimento Juvenil, da Ritla >>

Para quem quiser mais detalhes, o site da entidade é o www.ritla.net.

brasil · Capital Humano · economia política · falhas de governo

Educação

“…: boa parte dos melhores cursos universitários está nas instituições estatais, mas, dadas a dificuldade do exame de acesso e a má qualidade do ensino escolar estatal, a maioria dos alunos vem de abastadas escolas privadas. Perverso? Talvez, mas isso é obra da legislação brasileira sobre educação, dos planejadores governamentais, e não um efeito da “maldade do capitalismo”. Aliás, tente perguntar a algum professor universitário de um curso de prestígio se ele preferiria ver suas turmas repletas de alunos menos qualificados, todos oriundos da rede estatal.”

A pergunta está no ar. Quantos professores gostariam de responder a perguntinha do Pedro?

Capital Humano · desenvolvimento · pobreza

Bolsa-Família importa?

Dos três apresentadores, Eduardo Pereira, do Ministério da Previdência Social, foi o único que tratou efetivamente de dinâmica populacional. Ele mostrou que, com o envelhecimento da população, o sistema previdenciário brasileiro é insunstentável a longo prazo, porque haverá um número crescente de velhos recebendo benefícios para um número decrescente de jovens. E que isto não muda com a economia crescendo, porque, se tiver mais gente pagando a previdência hoje, haverá mais gente também recebendo depois, e vivendo muito mais tempo. O Ministério preparou estes dados, na forma de várias simulações, para apresentar ao Forum Nacional da Previdência Social, aonde estão representados os sindicatos, aposentados, pensionistas, empregadores e o governo federal, e, pelo que parece, ninguém lá gostou da tese de que os benefícios da previdência deveriam mudar. O problema é que os principais interessados na reforma, nossos filhos, que vão ter que pagar a conta ou conviver com um sistema previdenciário falido, não estavam presentes, e não havia ninguém no fórum, aparentemente, que defendesse seus interesses.

O outro apresentador foi Pedro Olinto, do Banco Mundial, que antecipou os principais resultados de uma avaliação que o Banco está fazendo de um grande número de programas de tipo Bolsa Família que o Banco vem apoiando e incentivando em um número crescente de países, inclusive o Brasil. O ponto principal foi mostrar como estes programas são, em geral, bem focalizados, e de fato melhoram em alguma medida as condições de vida das populações mais pobres. O que me pareceu mais novo foi a conclusão de que os programas não tem impacto sobre o acesso à escola em países em que a quase totalidade da população já está na educação básica, como no Brasil; e que o impacto sobre a qualidade da educação parece ser inclusive negativo. Eu já vinha dizendo e discutindo isto há vários anos, e fico contente em ver que agora o Banco Mundial reconhece isto. Aliás, se entendi bem, a avaliação do bolsa família brasileiro feita por Eduardo Rios-Neto mostra a mesma coisa.

Humm…

Capital Humano · educação · vouchers

Educação (mais boas observações)

Olha que beleza de análise do Cisco. Vai na íntegra.

Lendo Megan McArdle discutir vouchers escolares, me ocorreu que eu nunca comentei aqui meu plano secreto para implementar vouchers no Rio Grande do Sul. Basicamente, seria um grande suborno/chantagem do sindicato dos professores, onde o Estado daria todas as escolas públicas para todos os professores. Cada professor de escola estadual seria acionista, cooperativista ou quesejista da escola em que trabalha. Sem compromisso. Porteira fechada. Se os professores se reunissem e decidissem destruir a escola e construir um estacionamento, eles poderiam. Se quisessem vender para a Igreja Católica, poderiam. Se quisessem construir um clube de strip-tease apenas com ex-alunas, seriam subsidiados.

Essa seria a parte suborno. A parte chantagem seria o seguinte: quando o sindicato esperneasse, o governo diria “vem cá, vocês não conseguem gerenciar o próprio negócio? Nós vamos dar os vouchers para os pais escolherem onde colocar os filhos para estudar, vocês estão com medo que ninguém queira ser aluno de vocês?” Não aceitar a oferta, generosa a não poder mais, seria o equivalente a admitir que não sabe fazer o próprio trabalho direito e que quer viver de mamar nas tetas do Estado até se aposentar.

(Minha experiência limitada com compra de vagas em escolas privadas para os excedentes da rede municipal é a seguinte: já vi pais literalmente chorando de felicidade porque conseguiram mandar seus filhos para uma escola privada — uma escola privada simples e pequena, que só tem turmas de primeira a quarta série, não o Anchieta ou o Leonardo DaVinci. Mesmo sabendo que o Brasil é o Brasil e que ainda haveria algum nível de corrupção e desperdício, não consigo imaginar que as crianças aprenderiam menos, que os pais ficariam menos satisfeitos, que mais dinheiro seria desperdiçado ou que a corrupção correria mais solta do que já corre.)

Quem disse que não há blogs inteligentes?

Capital Humano · desenvolvimento · educação · política industrial

Sabe aquela história de fazer política industrial?

Pois é. Há um debate interessante aqui e aqui sobre o tema. Eu continuo a pensar que o mais importante é investir em educação. Ainda mais com evidências como esta. Já pensou? Ganhos de 75% em menos de 20 anos? E sem gerar o mesmo ônus para o contribuinte que grupos de interesse tanto gostam (desde o MST até a FIESP, passando por outros sindicatos deste país selvagem…)?

Queria, agora, ter nascido na Hungria há uns 30 anos…

Capital Humano · educação · informação · jornalismo · Tecnologia

Tecnologia e uso da tecnologia

Este comentário do Marcelo Soares sobre o uso primitivo dos computadores pelos jornalistas brasileiros me faz lembrar o importante fato de que não basta encher salas de aulas com gente despreparada e que não mexe um dedo para aprender. Quantidade de gente não é sinônimo de uso intensivo do cérebro. Ou dos cérebros.

Por isto existem profissionais ruins em Economia, Jornalismo, etc.

brasil · Capital Humano · economia · mercado de trabalho

Professor, fui mal na prova porque mamãe trabalha fora de casa

Será mesmo?  Vejamos:

Trabalho materno e desempenho educacional das crianças: uma análise da probabilidade de aprovação escolar
Juliana Maria de Aquino

Elaine Toldo Pazello

Resumo
O objetivo desse estudo foi analisar o impacto do trabalho materno (implicitamente, da presença da
mãe em casa) sobre a probabilidade de aprovação das crianças brasileiras com idade entre 10 e 14
anos. Para tanto, foram utilizadas duas sub-amostras da Pesquisa Mensal de Emprego (PME),
referentes aos períodos 1986-1995 e 2002-2006. O artigo contribui com a literatura, primeiro,
porque analisa um atributo da família pouco explorado nos estudos brasileiros sobre o tema e
também por utilizar os dados da PME, os quais proporcionaram um trabalho diferenciado porque
permitiu que se trabalhasse com um painel de indivíduos. Os resultados obtidos mostram que, em
ambas as amostras, o trabalho materno teve efeitos restritivos sobre o desempenho educacional das
crianças. Todavia, a magnitude dos efeitos foi bem mais expressiva para o período 2002-2006, o
que pode ser reflexo de mudanças quanto ao perfil ocupacional da mulher ou até mesmo de uma
piora no sistema educacional em termos de qualidade de ensino.

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