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Falou tudo

Este vai na íntegra

Atestado de incompetência

E a ANAC acaba de lançar a cartilha “Verão no Ar 2008” – uma espécie de manual do usuário da aviação civil.

Ainda não li as 72 páginas do compêndio. Mas persiste a sensação de que a Agência Nacional de Aviação continua confusa a respeito de suas funções. Embora a orientação de passageiros seja sempre interessante, a ANAC existe, antes de mais nada, para orientar e fiscalizar a conduta das companhias aéreas. E, uma vez que ela não está dando conta do recado, a nova cartilha mais parece uma tentativa subliminar de jogar o caos aéreo nas costas dos passageiros – estes mal informados, que atrapalham a aviação civil brasileira.

Em qualquer lugar medianamente civilizado, voar exige apenas o domínio de quatro operações básicas: comprar passagens, fazer check-in, embarcar e desembarcar. Se for preciso saber muito mais do que isso, é porque se está diante de um sistema falho. Quando este “muito mais” atinge 72 páginas é porque se chegou à bagunça.

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Setor privado vs Setor Público

Craig Venter is not a man who is inclined to underestimate himself. But then why should he? He beat the government’s science bureaucrats in the race to decode the human genome. Fueled by $3 billion in taxpayer money, the federal Human Genome Project had waddled along for years until Mr. Venter, in 1998, managed to come up with private funding for a $300 million parallel research effort, Celera Genomics. He announced that his team would sequence the genome — mapping the three billion DNA base-pairs that make up all 26,000 or so human genes (plus tracking long stretches of currently unknown function) — three years ahead of the government’s schedule and at a tenth of the cost. And he did.

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A tragédia do discurso oficial

O que você pensaria se Delfim Netto, nos bons anos de chumbo, diante da proposta da oposição de lhe cortar receitas de tributos, dissesse que isto prejudicaria os programas sociais? Eu sei o que você pensaria. Palavras como “chantagista”, “mentiroso”, “falso”, “safado” e outras que bloqueariam este blog em bons lares deste país estariam sambando em sua mente.

Mas, e se os tempos forem outros?

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que seria trágico para o País se a renovação da CPMF não for aprovada pelo Congresso Nacional. “Teríamos de desativar programas como o Bolsa Família e reduzir o superávit primário. A emenda 29 (que estipula a destinação de recursos para a Saúde) teria de ser discutida”, afirmou Mantega.

Trágico, não?