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A evolução de um regime revolucionário

“Zia, the first military ruler of bangladesh, ruled the country until May 1981. Zia was popular among the soldier and the masses due to this courageous role in the freedom moviment in 1971. Initially, he showed little interest in politics like other military rules of the third world and stated, “I am not a politican”, in his fist address to the nation, but gradually turned himself into a shrewd politican by adopting strategies commonly followed by most military in Afro-Asian Countries. After obtaining the presidency from Sayem by undemocratic means ans consolidating his position, Zia made several constitutional changes. As he had a “remarkable talent of feeling the pulse of the people”, he was aware  of the unpopularity of several changes that were undemocratically made by the Mujib government and took the oportunity to alter them. His first reform was reconceptualised “socialism”. ….. Socialism was redifined as “economic and social justice”.

Esse trecho você encontra na página 57 do livro Electoral Corruption in Bangladesh de Muhammad Akhter. Como você pode imaginar as etapas seguintes do regime revolucionário envolveu a construção de um programa para o desenvolvimento social, captura da burocracia para atender os seus objetivos políticos e tolerar a corrupção dentro de seu governo. Previsível, não?

De uma forma ou outra, corrupção política e burocrática andam juntas….

 

André

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Pelo menos a Zero Hora não capitulou de todo

O Filisteu foi o primeiro, eu divulguei, e foi parar no blog dos Democratas. O jornalista da ZH foi nesta última fonte e entrevistou alguns professores. Dá para ter medo da opinião de alguns. É como eu digo: é impossível ser amigo de algumas pessoas porque as mesmas simplesmente defendem coisas indefensáveis para qualquer ser humano vivo.

Filisteu ainda dá um bom contra-exemplo:

Imaginem, imaginem, se o tema da redação da PUC fosse a moralidade do aborto, e as redações de todos que se posicionassem a favor do aborto fossem anuladas. Eu me importaria menos, porque a PUC é privada e pode selecionar seus alunos como bem entender, mas não seria por isso uma atitude menos mentecapta por parte da comissão de seleção.

Vamos lá, padrecos da CNBB, respondam esta.  Não vale fazer greve de fome (sem emagrecer ou não).

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O PT de Porto Alegre e o companheiro falastrão

Quando, lá pelos idos de 2000-1, dizia-se das estranhas notícias acerca da sede do PT gaúcho, aqui, no sudeste, todos se entreolhavam e diziam: este aí é doido, tadinho. Pois é. Agora que a máscara caiu, o mínimo que se espera é o reconhecimento.

Curioso mesmo é pensar no que será que motiva tamanha verborragia.

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Hummm….

Diz, muito apropriadamente, Nariz Gelado:

janeiro 04, 2008

Conforme vocês leram ontem, aqui no blog:

Trecho de editorial de hoje do Estadão:

Por ato assinado em 27 dezembro, o governo adiou por seis meses – para julho – o início da vigência de um decreto destinado a disciplinar e a restringir repasses federais a Estados, municípios e ONGs. No dia 28, o presidente, por meio de MP, estendeu os benefícios do Bolsa-Família a jovens de 16 e 17 anos. Pela regra anterior, eram beneficiadas famílias com filhos de até 15 anos. Coincidentemente, aos 16 anos o brasileiro já pode votar“.

Isto sim, é economia política. Agora, bacana mesmo seria alguém investigar se existe direcionamento ideológico em estudos de economistas e outros cientistas sociais quando os mesmos têm boa parte de seus proventos financiados por recursos públicos. Eis aí um tema quente, polêmico e que certamente coloca em cheque o discurso do governo de que respeita a independência intelectual, o livre debate e tudo o mais.

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“Software” livre, o discurso bolivariano da esquerda brasileira e nós

Por coincidência dois bons blogs comentaram sobre este tema que, sim, eu já critiquei um bocado aqui. Laurini, estou com você. Aliás, diz o nosso grande econometrista:

Sábado, Dezembro 29, 2007

DRM e Linux

O DRM é demoníaco”, diz o especialista em software livre Jon “Maddog” Hall Desde muito tempo atrás eu me interesso pela chamada “economia do software” livre (e mais ainda por software livre). Ao contrário de muita gente eu sempre acreditei que software livre e proprietário poderiam subsistir, com modelos de negócio e objetivos diferentes. Um bom exemplo disso é a recente colaboração entre a Insightfull, que comercializa o S-Plus, e os produtores do software R. O R se tornou o software padrão em pesquisa estatística, por dois motivos principais – é livre, sólido e permite reproduzir os resultados de outros pesquisadores. Estes 3 fatos são fundamentais em pesquisa científica, e o terceiro é o mais importante de todos.
Mas o ponto que me interessa nesse artigo é o seguinte comentário “Contudo, é preciso criar um “ecossistema de software”. Aqui no Brasil houve um grande interesse governamental, em especial em governos ligados ao PT, pelo uso de software livre. O grande motivo dessa atração era uma mistura de uma visão de “socialismo” e ódio as empresas de software, e uma certa propaganda de redução de custos. Embora a redução de custos de operação seja significativa em grande parte dos casos, essa visão deturpada do software livre é extremamente perigosa, em primeiro lugar porque é falsa. A visão de que os programadores de software livre são “socialistas” e doam seu trabalho para a sociedade por nobres ideais é em geral falsa. As duas principais motivações dos programadores de software livre são a possibilidade de interação com melhores códigos e programadores, e em especial interesses de carreira. Uma análise destas motivações está no artigo “The Simple Economics of Open Source”, Josh Lerner e Jean Tirole, Journal of Industrial Economics. A maioria dos programadores que eu conheço é radicalmente pró-capitalista. E outro ponto contra esta visão é que o desenvolvimento de software livre é em muitos casos bancado por grandes empresas como a IBM ou a Sun.
O que me irritava nesta propaganda da adoção de software livre no brasil era o extremo oportunismo – basicamente se usava o software livre para tarefas simples como produtos de escritório, e a grande vantagem que era a possibilidade de melhor desenvolvimento técnico era simplesmente ignorada. As salas de software livre no brasil são basicamente pontos de acesso a internet, e não representam nenhuma possibilidade de desenvolvimento de software livre ou subsídio a produção de capital humano.
Era o velho oportunismo do PT em ação apenas.
O que eu gostaria de ver era ver parte do dinheiro economizado em software proprietário usado para a formação de capital humano, e quem faz isso não é o governo diretamente, e sim as grandes empresas que investem em laboratórios em associação com as universidades, como o novo laboratório bancado pela IBM na Unicamp.

posted by Márcio Laurini at 2:23 AM

O outro comentário é do Organization and Markets, e está aqui. Como se vê, há muito mais entre o céu e a terra do que supõem nossos estúpidos políticos e pseudo-cientistas (todos, todos preocupados apenas em fazer sua cabecinha…). Em um país no qual a moçada cai em golpes bobos, fica difícil explicar que “1+1 = 2” o tempo todo. Mas não é um problema do Brasil apenas. Pense nas palavras pichadas nesta universidade pelos narco-terroristas da FARC (membros do tal Fóro de São Paulo, dentre outros) .

Deixando de lado este nojo ideológico (em termos intelectuais, sociais ou humanitários) que é o discurso bolivariano, a economia da tecnologia segue como um dos temas mais interessantes da economia, como demonstrado pela própria carreira do grande Hal Varian (veja seu livro sobre economia da informação aqui).

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Tudo pelo soci…digo…pelo terror

Um assunto pouco discutido e que a imprensa nacional divulgou recentemente foi o fato de o Brasil, após um ano de estudos, ter desistido do projeto de tipificar o terrorismo como crime na legislação penal. Com esta decisão, limita-se apenas a repudiá-lo, conforme consta no texto constitucional, mesmo após estimativas internacionais de que tais atos delituosos deverão recrudescer nos próximos anos. Entre os argumentos utilizados, o de que uma lei antiterror, entre outros aspectos, atingiria os movimentos sociais, notadamente em ações como invasões de hidrelétricas e barragens, determinados prédios públicos, terras da União e bloqueios de rodovias.

Leia todo o artigo. Agora, engraçado mesmo é o pessoal reconhecer que (vári)os movimentos “sociais” praticam atos, digamos, bem próximos aos atos que o caracterizariam como terrorismo. Ou seja, há uma nítida má vontade de se aplicar a lei apenas para favorecer um grupo aliado que adora atos humm…terrori..digo, sociais.

Se fosse um governo militar, claro, a choradeira seria incrível. Mas como é um governo de esquerda, só o partido nazista é que deve ser proibido ou vigiado. Terror, para muita gente, é permitido conforme a ideologia.

Péssima decisão tomada pela administração da Silva. Inquietante é que gente da alta burocracia se cale diante disto. O debate, mais do que nunca, é necessário. Se a esquerda governante e seus burocratas não desejam trazer a público a discussão de uma legislação sobre terrorismo (onde estão os fanáticos defensores dos “referendos” agora??), nós, da sociedade produtiva, podemos muito bem preencher este papel.

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Quem são os corcundas?

Em prol do nacionalismo na língua portuguesa, adotarei, para a esquerda bolivariana, o alternativo “corcunda”, para respeitar as tradições históricas “deste país”. Obrigado, Diogo, pela aula de história do Brasil.

Os oponentes dos liberais brasileiros eram apelidados de “corcundas”, referência à atitude de prostração perante a Coroa. Mudaram os déspotas, mas permanece o despotismo. Os “corcundas” de hoje querem submeter o povo brasileiro aos caprichos de um partido político. Acusam os dissidentes de golpismo, de inimigos do povo e da democracia. Mas, como lembrava Bonifácio, “os homens de bem não servem à Pátria associando-se a um mau sistema, antes a servem roubando a este sistema a sua preponderância e autoridade.” Os protestos nas ruas não se opõem às instituições democráticas. Os brasileiros querem preservar a democracia, denunciando aqueles que tentam usá-la como instrumento para o autoritarismo.

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A esquerda como ela é

E agora?

Da coluna Painel, na Folha de S. Paulo de Hoje

A ONG Ágora, acusada pelo Ministério Público de desviar R$ 900 mil em verbas públicas do extinto programa Primeiro Emprego, teve o registro cassado ontem pelo Ministério da Justiça. Seu proprietário, Mauro Dutra, é amigo de Lula e também dono da empresa Novadata, envolvida no escândalo dos Correios. O ministério alega ter esperado meses pela defesa da ONG, que nunca veio“.

Oportuno lembrar que o requerimento número 094/07, que convoca Mauro Dutra a depor, é um dos que estão inviabilizando a CPI das ONGs – que, por falta de acordo entre oposição e situação, está parada desde 27 de novembro.
A tropa de choque governista quer ver o amigo de Lula longe dos microfones.
Está conseguindo.

Ética na política, heim? Sei…

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O governo Lula promove fuga de cubanos

Parabéns, presidente da Silva e assessores do alto escalão! Vocês ajudaram, finalmente, alguém lá de Cuba.

Mais três cubanos fugiram da ilha. Desta vez, foram três músicos que vieram tocar no Brasil. Já não dá mais nem mesmo para fazer ironias com o fato de todo mundo estar sempre querendo fugir do “paraíso socialista”. O estoque já de piadinhas já se esgotou.

Contudo, não dá para deixar de rir com um pequeno “detalhe”: os cubanos escaparam depois de um jantar com simpatizantes da ditadura comunista ligados à Universidade Federal de Pernambuco. Estes “simpatizantes” (é estranho como aqueles que gostam do regime cubano apresentam uma forte tendência a NUNCA morar em Cuba) devem ser – dentre outros – os professores e alunos daquele mestrado “revolucionário” em Filosofia que levou pau da CAPES. Isso, porém, é o que menos importa. Todas as universidades bananeiras têm sua (enorme) quota de perfeitos idiotas.

É a dialética do sr. da Silva: ao tentar ajudar o ditador (o senhor que é escravo, ou vice-versa), ajuda-se a antítese, ou seja, a liberdade. Nem Spinoza, nem Hegel: Quércia presidente! ^_^

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Sobre como o governo quer diminuir seu acesso à informação (e atrapalhar sua evolução econômica)

Phillipe Berman deu a dica.

Trecho:

Enquanto aqui na selva os deputados tentam escolher o que você assiste na sua televisão a cabo, Robert Jensen e Emily Oster mostram como esse tipo de entretenimento e informação é benéfico em comunidades pobres e rurais.

Pronto. Agora é só esperar até que o governo consiga, novamente, diminuir as liberdades individuais. O preço disto? Bem alto, principalmente no longo prazo.