blogosfera · Blogs de economia

Duke of Hazard

Ontem estive com o senhor e a senhora Duke of Hazard (veja lista lateral de blogs…). Devo dizer, o humor do casal não mudou, o que, sim, é muito bom.

blogosfera · Blogs de economia · liberalismo

Sou paleo e sou feliz

De Gustibus non est Disputandum – Trata-se de um dos paleo-blogueiros mais persistentes que se pode ver por aí. É recomendável lê-lo principalmente para se ter acesso às boas referências dadas de bandeja pelo autor. Para quem tem interesse em economia, principalmente pela de matiz liberal austríaco, está aí uma excelente e “clássica” pedida.

Quem disse isto foi o Ética Política. Curioasmente, embora eu goste dos austríacos e seja liberal, não sou um economista austríaco. Mas, ok, talvez ele esteja falando do Ari, do Pedro, ou do André…rsrsrs.

Blogs de economia · ciência econômica

O rei heterodoxo continua nu

Mais uma vez a falta do debate nos jornais é suprida pela boa blogosfera. Desta veze é o Laurini quem fala. E fala tão bem que vai na íntegra:

Erik escreveu dois bons comentários sobre o expurgo no IPEA e sobre a inconsistência das críticas heterodoxas. Felizmente esta problema do IPEA está tendo uma boa atenção.
Sobre o último comentário é estranho que para os pós-keynesianos a teoria de equilíbrio geral é base de toda a chamada teoria ortodoxa. E não é; é apenas uma construção que pode ser útil em muitos problemas. Por exemplo toda a literatura de microestrutura de mercado não é baseada em equilíbrio geral. Uma boa parte dos modelos em finanças não é baseada em equilíbrio, mas apenas em não-arbitragem que é um condição mais fraca.
O mais engraçado é que por desconhecimento dos pós-keynesianos, que raramente leêm o que criticam, eles perderam uma crítica possível aos modelos baseados em equilíbrio geral, que era o péssimo ajuste destes modelos aos dados reais . Algo que sempre foi criticado pelos demais macroeconomistas ortodoxos.
E estas críticas já vão ficando sem sentido, já que a nova literatura de modelos DSGE (Dynamic Stochastic General Equilibrium) tem tido bastante sucesso no ajuste aos dados reais.
A grande diferença é que na economia ortodoxa modelos que são rejeitados pelos dados são criticados e substituídos por modelos melhores.

blogosfera · Blogs de economia · Capital Humano · discriminação · tamanho do governo

O mundo blogosférico

Blogs de economia · brasil · selva brasileira

Selva está bravo

Filme sobre Bruna Surfistinha

Essa é impagável, um filme sobre Bruna Surfistinha onde o diretor procura uma atriz que “traduza a complexidade psicológica da personagem”… uma sugestão, seu diretor, basta chamar a mesma, que se mostrou uma grande atriz, com atuações sensíveis e psicologicamente complexas em seus filmes pornográficos… como se trata da selva provavelmente esse filme será financiado com dinheiro público…

Eu não duvido que consigam dinheiro público para este empreendimento…

Blogs de economia · gorjeta · microeconomia · Sushi

Lembra da gorjeta?

Falamos dela aqui, aqui e aqui. E agora estamos bem acompanhados: Mankiw.

Aqui vai o trecho inicial. Você, depois, leia o resto, ok?

Economists do not have a good theory of tipping. Normally, we assume that consumers pay as little as they have to when buying the products they want. Yet, when buying meals, haircuts, and taxi services, most consumers voluntarily pay more than they are legally required. Why does this happen? Why is it more true for some services than for others? Why do tipping customs vary from country to country? I have no idea.

Fascinante, não? Talvez esta pergunta seja tão boa quanto a do sushi. Ou, de forma irônica, imagine a pergunta: “por que pago gorjeta para o cara do restaurante mesmo após ele me cobrar multa pelo que sobrou no rodízio do sushi”? ^_^

blogosfera · Blogs de economia · redes · relações sociais

Por que tanta ignorância quanto ao seu blog?

Dani Rodrik recebe um interessante comentário sobre seu post acerca do valor de se “blogar”, da parte de um bem-sucedido professor de Economia (e blogueiro):

[w]hy my blog is popular is a great big puzzle. I don’t understand it, but I do work hard at it, harder than most I’d guess, and I can’t say it doesn’t cost me research. But ten people will read my papers, if I’m lucky. There’s no way I will ever have the impact publishing I will have blogging–not even close–so day to day it’s hard to know where to put my effort. For my personal gain, it’s research and forget about the blog, but I’m not sure that’s best in some bigger sense. Reporters will never call based upon one (or all) of my papers….

My Department won’t even mention my bog in our newsletter. I’ve had someone visit my office to tell me I should stop doing it because the Department won’t value it, and it may even undermine academic credibility having a blog, but I figure this is what tenure is for so I said I’m doing it anyway. But it does hurt my feelings (within the Department) to be so ignored. I only have two readers here–I think it’s funny that I have more people who read at Harvard, Berkeley, etc. than here, and maybe it says something about what mid-level departments value, but it’s hard having everyone figure I am just wasting my time when they have no idea what I do. So that part of doing this has been pretty hard. It has no value whatsoever to the Department, but obviously I wish it did.

Esta é uma discussão interessante. Esta história de “tenure” é uma das mais interessantes polêmicas em Economia. Agora, há um ponto interessante nisto tudo e está no final do texto acima. Qual o valor de um departamento no qual os próprios professores não percebem as possibilidades de ensino/informação que um blog oferece? Isto sem falar na pergunta original de Rodrik, sobre se blogs e pesquisas são substitutos ou não. Talvez o anônimo autor é que esteja correto: na falta de idéias, em um intervalo (que são potenciais momentos de inspiração), pode valer a pena blogar.

Outro ponto bacana é quando ele fala de de sua audiência externa. Em nosso caso, pelo menos um aluno de graduação da distante Bahia (veja nosso “About” na coluna ao lado) fez sua monografia graças, em parte, aos contatos iniciais com os blogueiros daqui. É interessante como também já demos muitas dicas para muita gente (sobre programas gratuitos de econometria e/ou matemática) e sempre somos mais lidos em outros locais do que os nossos, de origem. De certa forma, isto mostra que talvez os blogs permitam, muito mais, a construção de redes inter-institucionais do que intra-institucionais.

Há algo de natural nisto (já que onde você trabalha, todos te conhecem, em média) e há também aqui uma boa intuição: não é que a internet separa as pessoas, mas sim que ela une pessoas que não se conhecem sem ter qualquer impacto sobre os já conhecidos. Daí a impressão, que muita gente tem, de que a “internet torna as pessoas mais solitárias”. Quem diz isto, no fundo, está se ressentindo de ter que dividir a atenção do internauta com novos amigos. Engraçado, eu nunca havia pensado nisto antes…

Blogs de economia · e-book

Mais sobre o(s) novo(s) e-book(s)

Primeiro, reproduzo:

Já em fase de coleta de colaborações. A proposta é do Adolfo Sachsida. Alguns dos textos:

Isto sem falar que há mais propostas como a do Alex Castro.

Ah sim, você não entendeu errado: são dois e-books a caminho! O dos ditados populares (Sachsida) e o outro, mais geral, proposto pelo Alex (e editado por mim, Ari, André e Leo Monasterio). Contribuições são bem-vindas.

Agora, complemento:

Agora é aguardar os alunos e colegas. Ah sim, o prof. Sachsida já está no blog. Notaram?

Blogs de economia · ditados populares

Atirou no que viu, matou o que não viu

Este provérbio ecoa em minha cabeça toda vez que tomo conhecimento de alguma nova tentativa de se alterar algum aspecto da realidade através de políticas públicas. Política pública é coisa séria demais para ser feita sem a devida atenção ao óbvio fato de que – aí vai meu mantra – pessoas respondem a incentivos.

Parece bobagem dizer algo assim. Não seria óbvio que todos os formuladores de tais políticas são sujeitos inteligentes e bem-intencionados? Nem sempre. E, independente disto, o potencial destrutivo de políticas públicas mal-desenhadas continua elevado. Como assim?

Pense no exemplo de uma política protecionista, freqüente e pomposamente chamada de “política industrial”. Imagine que se resolva proteger um setor da economia, digamos, os fabricantes de lâmpadas. O burocrata, por algum motivo que não vem ao caso, diagnosticou este setor como uma indústria infante, um setor tão jovem que merece proteção de seus crescidos e musculosos primos chineses, japoneses, norte-americanos ou ingleses.

Ao fazer isto, o burocrata literalmente segue o dito popular: atirou no que viu, matou o que não viu. Por que? O que ele viu? Ele viu um setor da economia que, segundo ele, segue alguma forma de crescimento análoga à que vemos nos livros de biologia. Assim, ele “atira” criando uma proteção para este setor.

Ocorre que nossos fabricantes de lâmpadas não são como os carvalhos ou os girassóis. Ao perceberem que o governo deseja protegê-los da concorrência externa, seu esforço para a produção de lâmpadas melhores, mais duradouras ou econômicas são substituídos por maior empenho na eternização de sua proteção. Afinal, que empresário não deseja ser o único do seu ramo?

A política de nosso amigo burocrata matou o que não viu. Consumidores que, de outra forma, poderiam pagar preços mais baixos para obter uma lâmpada similar à nacional (ou até melhor), são prejudicados. Pagam mais. Têm sua vida piorada de forma não-intencional pelo burocrata.

Note que a análise acima supõe que burocratas (iluminados?) e nossos (iluminadores?) fabricantes de lâmpadas não praticam (obscuras?) transações ilícitas. Não houve corrupção no exemplo. Se houvesse, claro, o tamanho do problema seria maior ainda.

O que você acabou de ler é conhecido desde a exposição inicial de Frédéric Bastiat (1801-1850), como as conseqüências não-intencionais de ações intencionais (na verdade, Bastiat, originalmente, chamou isto de o que é visto e o que é não visto).

A mensagem central deste texto talvez seja a de que é preciso muito cuidado e sagacidade para se entender todas as dimensões das ações humanas afetadas por uma mudança de incentivo (o que chamamos de design dos incentivos). Mais ainda, mesmo com toda nossa inteligência, somos limitados e, portanto, o risco de se atirar no que se vê e se atingir o que não se vê não é, de forma alguma, algo desprezível.

A história da intervenção estatal é pródiga em atirou no que viu… e o mais importante é perceber que, conquanto seja óbvio que incentivos importam, muito mais importante é entender todas as conseqüências de diferentes arranjos (designs) de incentivos que encontramos nas propostas de nosso “faroeste político”. Lembre-se: estes sujeitos usam o seu dinheiro para atirar no que vêem…e nem sempre parecem ter o mesmo cuidado na hora do disparo, matando o que nem sempre vêem: o seu bem-estar.

blogosfera · Blogs de economia

Novo(s) e-book(s)

Já em fase de coleta de colaborações. A proposta é do Adolfo Sachsida. Alguns dos textos:

Isto sem falar que há mais propostas como a do Alex Castro.

Ah sim, você não entendeu errado: são dois e-books a caminho! O dos ditados populares (Sachsida) e o outro, mais geral, proposto pelo Alex (e editado por mim, Ari, André e Leo Monasterio). Contribuições são bem-vindas.