Duke of Hazard

Ontem estive com o senhor e a senhora Duke of Hazard (veja lista lateral de blogs…). Devo dizer, o humor do casal não mudou, o que, sim, é muito bom.

Anúncios

Sou paleo e sou feliz

De Gustibus non est Disputandum – Trata-se de um dos paleo-blogueiros mais persistentes que se pode ver por aí. É recomendável lê-lo principalmente para se ter acesso às boas referências dadas de bandeja pelo autor. Para quem tem interesse em economia, principalmente pela de matiz liberal austríaco, está aí uma excelente e “clássica” pedida.

Quem disse isto foi o Ética Política. Curioasmente, embora eu goste dos austríacos e seja liberal, não sou um economista austríaco. Mas, ok, talvez ele esteja falando do Ari, do Pedro, ou do André…rsrsrs.

Textinhos que eu tenho que reproduzir na íntegra por questões educativas

Ph Ácido:

É dose

É possível o editor de um veículo especializado em economia e negócios não saber o que vem a ser balanço de pagamentos? É, sim. Tudo bem que o cara só escreva sobre aqueles temas chatos de gestão; aqueles mesmos que costumam ser objeto da chamada literatura de aeroporto. Mas o problema é que fica chato o cara perguntar em alto e bom som se “um tal de balanço de pagamentos” se escreve com caixa alta ou baixa (maiúscula ou minúscula). Fiz questão de mostrar minha cara de espanto diante de demonstração de tamanha ignorância.

E a figura já tem anos de experiência, o que lhe rendeu um ar meio arrogante e presunçoso. Isso tudo porque conhece todos os gurus do que se convencionou chamar de “gestão de empresas” – o campo mais fértil para a proliferação da picaretagem acadêmica. E acha que isso é economia.

A Mão Visível:

A última do Pochmann

“O presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, defendeu a adoção de jornada semanal de trabalho de três dias com expediente de quatro horas. Disse ainda que o Brasil deveria preparar seus cidadãos para começar a trabalhar depois dos 25 anos de idade. (Folha Online, 12/12/2007 http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u354096.shtml) ”

Comentário: Acho idéia excelente se aplicada ao seu próprio autor. Só ficaria melhor se ele prometesse trabalhar nenhuma hora de nenhum dia. Não há dúvida que isto aumentaria o bem-estar no país.

Parabéns, Tambosi

Reproduzo na íntegra.

Professores e alunos

 

O filósofo Roberto Romano homenageia hoje em seu blog alguns ex-alunos, entre os quais este escrevinhador e Paulo Araújo (que, aliás, não conheço pessoalmente). Paulo desmontou a fraude criada pelos chavistas no dia do referendo venezuelano – na qual caíram, vergonhosamente, todos os jornalistas (ver posts abaixo).
Professores têm poucas satisfações na vida. Quase sempre enfrentam as ciumeiras dos colegas, a concorrência por nada (visto que ser conhecido ou “respeitado” na assim dita “comunidade” (rá-rá-rá) acadêmica é igual ao pregado no Eclesiastes, “poeira, nada” (uso a tradução de Haroldo de Campos). A única alegria encontra-se em alunos. Mas não em todos. Existem os estudantes que já nos primeiros anos da graduação escolhem a quadrilha acadêmica a que pertencerão. E também escolhem os seus “amigos” e “inimigos” (praticam Carl Schmitt sem saber, na espera de praticá-lo com plenos conhecimentos, mais tarde) entre os colegas e docentes. Depois vêm os alunos sem rumo e voz, os que “nem estão aí” para os saberes expostos em sala de aula. Depois vêm os desprovidos de capacidade intelectiva, mas esforçados, que merecem suas notas porque atravessam noites com os olhos grudados nos livros. Estes me comovem. Não raro, resultam em bons profissionais, honestos e competentes. Existem os inteligentes preguiçosos, que levam os cursos com os pés nas costas, mas que serão, sempre, apenas espertos. Existem os de inteligência aguda mas de coração pequeno. Existem os sectários, existem milhares de tipos entre os estudantes. Existem (são os que mais me irritam) os que tuteiam o professor, para intimidá-lo forçando uma intimidade impossível, na verdade para conseguir dominar a vontade do mestre. Existem os frios, que nada dizem, nada acenam, até que apresentam um trabalho excelente, mas sem alma. Existem, existem… os que se irritam com a mínimas correções na escrita ou na fala, como se fosse crime o professor exercitar a função para a qual é pago: notar os defeitos e realçar as qualidades dos alunos. Angariei muitos inimigos ferozes entre alunos furiosos porque diminui alguns pontos em suas notas, por causa de alguns defeitos graves de gramática, sintaxe, semântica. Dar uma nota, como viver, é muito perigoso.

Dentre todos os alunos, ou ex-alunos, alguns se distinguem pela imensa polidez, capacidade intelectual, finura no trato, firme convicção nas idéias. Estimo, sobretudo, os que sustentam idéias diferentes das minhas, porque odeio mimetismos.

Orlando Tambosi e Paulo Araújo constituem motivo de orgulho para mim. Inteligentes, bem educados, eruditos, autônomos, eles me ajudam a enxergar coisas no mundo jornalístico e político, coisas das quais não suspeito, apesar de queimar as pestanas para entender este mundo, vasto mundo sem solução.

Segue mensagem recebida por mim, enviada por Paulo Araújo. Apesar do tom pessoal, creio que ela pode ajudar muita gente a perder as escamas dos olhos, sobretudo em relação ao tirano da Venezuela.

Boa leitura das janelas abertas por Tambosi e Araújo. E coração prevenido, porque a Venezuela não está situada nos antípodas, mas abre suas goelas bem ao lado de nossa terra. Leia no
Contra a Raison d’Etat).

Obrigado, mestre.

Um apanhado matinal das notícias…

Em resumo: o apanhado ainda é positivo. Pelo menos eu me atualizei sobre as maluquices que ocorrem na América Latina.

Sagacidade do xará

Ouch!

Reportagem no JB sobre o crescente consumo de drogas, em particular o ecstasy, por jovens (nem tão jovens assim, na minha opinião…).

Ao perguntar a um jovem de 21 anos (depoimento ao lado) que motivo levaria a nova geração a fazer de si um laboratório ambulante, o repórter ouviu uma resposta tão significativa quanto desconcertante:

– Porque somos filhos da geração de vocês.

Resmungado às 08:52:00

Blogs para que te quero

Afim de ler algo interessante? Vá já aos Quatroventos.

Aliás, notem os dois interessantes posts, um dos quais me envolve:

O segundo é mais uma colaboração para a segunda edição (sim, Adolfo está afim de agregar mais algumas pessoas e corrigir alguns escorregões da língua-mãe) do sensacional e-book.

Terrorismo se faz em casa (de esquerdista)

Quem diria. Quem diria. E a esquerda “que-vê-Opus-Dei-até-embaixo-do-colchão” continua a dizer que a grande ameaça é o que Reinaldo Azevedo (ou, sei lá, Ronaldinho) escreve. É o problema desta carga tributária elevada: financia fantasias.

Duas ótimas do Janer

  1. CHE, SESSÃO NOSTALGIA
  2. A CONTA DE CHEGAR DE SÃO LANCELLOTI

Este último vale a reprodução integral:

Em suas primeiras declarações à imprensa, o padre Júlio Lancellotti disse ter sido extorquido em 50 mil reais por seu pupilo dileto. Dois dias depois, já falava em 80 mil. Hoje, sua defesa já admite 150 mil reais. Quem dá mais?

O defensor do pupilo dileto de São Lancellotti aventa algo entre 600 e 700 mil. Mais dia menos dia, chegaremos lá.

Este nossa igreja católica anda a necessitar de assessoria em matemática. Pelos discursos dos membros da CNBB, eu já sabia que havia um problema de conhecimento de teoria econômica básica (aquela que pterodoxos nem sabem e nem ensinam). Agora, matemática??

Ainda a citação do Noblat

Duas correções: o blog foi fundado pelos doutores em Economia Leonardo Monasterio e Claudio Shikida. O resto está correto. Ah sim, ganhamos o título de “nome de blog de economia mais charmoso da internet”. Merecido. ^_^

UPDATE: correção da Gabriela (melhorou mais ainda): somos o blog de economia mais charmoso da internet (obviamente, eu me acho o grande responsável por isto)

UPDATE 2: como lembrou o Pedro, “o resto não está totalmente correto”. O nome dele não apareceu lá. Calma, Pedro, calma, nós todos sabemos que você está aqui. ^_^

O mundo blogosférico

Quer viver em uma democracia?

No século XXI existe um único inimigo do seu direito de escolher que roupa vestir, onde morar ou quantos filhos ter: o socialismo. Infelizmente, para os sinceros utópicos, este é um fato. Sua roupagem atual tem duas tonalidades: a norte-coreano/cubana e a sino-bolivariana. Tal como em padrões monetários, o mau socialismo expulsa o bom socialismo, embora ambos sejam inferiores ao não-socialismo.

Assim, prevejo que o mau socialismo (Kim Jong Il e Fidel Castro) desaparecerá em breve. Contudo, as elites (sim, leitor, se você leu os livros escritos no cárcere por….Milovan Djilas, sabe do que falo) que governam estes países reagirão para não perderem seus privilégios, duramente conquistados sob um manto de discurso “social” ou “socialmente responsável” ou qualquer outro adjetivo que se queira dar a isto e adotarão a prática marginalista.

Como assim? Basta ver o que fazem todos os governos de centro-esquerda da América Latina. Note que, em respeito à esquerda anaeróbica, que vê Opus Dei e fascistas até entre militantes do PSDB, classifico o governo venezuelano e o brasileiro como de “centro”-esquerda: aos poucos aumentam o poder regulatório do Estado para além do ponto ótimo em termos das liberdades civis e econômicas, minando a importância da propriedade privada.

É um movimento menos brusco e mais, digamos, anestésico, do que a escravidão colonial. Naquela época, você simplesmente dizia ao negro que seu corpo não lhe pertencia e que você tinha os direitos de propriedade sobre ele (lembre-se como eram contabilizados os escravos pelos portugueses: em número de “peças” ou “cabeças”). Ao invés de fazer isto, você, primeiro, avança um discurso “social” e cria alguma indignação (além de doutrinar as crianças de forma lenta e gradual). Depois passa uma lei restritiva. Algo como tentar censurar a blogosfera (opa, quem tentou fazer isto recentmente?). Claro, sempre que alguém reclama, você lança centenas de textos falando da conspiração da Opus Dei e da Tropa de Choque com as bençãos da grande mídia que deseja expulsar o príncipe operário do poder.

Quer viver em uma democracia? Lembre-se do famoso adágio norte-americano: o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Atenção!

Livro sobre Ditados Populares e Economia

Todos aqueles que ainda quiserem participar do livro sobre ditados populares e economia terão até o dia 03 de novembro para me enviarem seus artigos. Após essa data estarei começando a organização do livro. Acredito que até o dia 15 de novembro teremos o formato final de nosso livro.

Estimule seus amigos a participar, todos são muito bem vindos.

Assim que você terminar seu artigo, por favor envie-o para: sachsida@hotmail.com

Por que tanta ignorância quanto ao seu blog?

Dani Rodrik recebe um interessante comentário sobre seu post acerca do valor de se “blogar”, da parte de um bem-sucedido professor de Economia (e blogueiro):

[w]hy my blog is popular is a great big puzzle. I don’t understand it, but I do work hard at it, harder than most I’d guess, and I can’t say it doesn’t cost me research. But ten people will read my papers, if I’m lucky. There’s no way I will ever have the impact publishing I will have blogging–not even close–so day to day it’s hard to know where to put my effort. For my personal gain, it’s research and forget about the blog, but I’m not sure that’s best in some bigger sense. Reporters will never call based upon one (or all) of my papers….

My Department won’t even mention my bog in our newsletter. I’ve had someone visit my office to tell me I should stop doing it because the Department won’t value it, and it may even undermine academic credibility having a blog, but I figure this is what tenure is for so I said I’m doing it anyway. But it does hurt my feelings (within the Department) to be so ignored. I only have two readers here–I think it’s funny that I have more people who read at Harvard, Berkeley, etc. than here, and maybe it says something about what mid-level departments value, but it’s hard having everyone figure I am just wasting my time when they have no idea what I do. So that part of doing this has been pretty hard. It has no value whatsoever to the Department, but obviously I wish it did.

Esta é uma discussão interessante. Esta história de “tenure” é uma das mais interessantes polêmicas em Economia. Agora, há um ponto interessante nisto tudo e está no final do texto acima. Qual o valor de um departamento no qual os próprios professores não percebem as possibilidades de ensino/informação que um blog oferece? Isto sem falar na pergunta original de Rodrik, sobre se blogs e pesquisas são substitutos ou não. Talvez o anônimo autor é que esteja correto: na falta de idéias, em um intervalo (que são potenciais momentos de inspiração), pode valer a pena blogar.

Outro ponto bacana é quando ele fala de de sua audiência externa. Em nosso caso, pelo menos um aluno de graduação da distante Bahia (veja nosso “About” na coluna ao lado) fez sua monografia graças, em parte, aos contatos iniciais com os blogueiros daqui. É interessante como também já demos muitas dicas para muita gente (sobre programas gratuitos de econometria e/ou matemática) e sempre somos mais lidos em outros locais do que os nossos, de origem. De certa forma, isto mostra que talvez os blogs permitam, muito mais, a construção de redes inter-institucionais do que intra-institucionais.

Há algo de natural nisto (já que onde você trabalha, todos te conhecem, em média) e há também aqui uma boa intuição: não é que a internet separa as pessoas, mas sim que ela une pessoas que não se conhecem sem ter qualquer impacto sobre os já conhecidos. Daí a impressão, que muita gente tem, de que a “internet torna as pessoas mais solitárias”. Quem diz isto, no fundo, está se ressentindo de ter que dividir a atenção do internauta com novos amigos. Engraçado, eu nunca havia pensado nisto antes…

Novo(s) e-book(s)

Já em fase de coleta de colaborações. A proposta é do Adolfo Sachsida. Alguns dos textos:

Isto sem falar que há mais propostas como a do Alex Castro.

Ah sim, você não entendeu errado: são dois e-books a caminho! O dos ditados populares (Sachsida) e o outro, mais geral, proposto pelo Alex (e editado por mim, Ari, André e Leo Monasterio). Contribuições são bem-vindas.