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Conseqüências do ativismo social irresponsável

Malaria is as old as mankind and still going strong, infecting hundreds of millions (and killing between one and three million) each year. A cure was known in 17th-century Europe. But because it was brought to the continent by Catholic missionaries (who actually learned of it from South American natives), many malaria sufferers, included Oliver Cromwell, thought the medicine was part of a “Popish plot” and refused to take it. Cromwell died of the disease in 1658. It took his death, and the subsequent curing of King Charles II, to shift public opinion in favor of “quinine,” as the anti-malaria agent is now called.A similar situation confronts us today. Mankind now has all the scientific and economic tools to virtually eradicate malaria. But some influential groups are refusing to sanction one of the most effective prevention measures. Here’s the twist: in 17th-century Europe, those who rejected quinine sacrificed their own lives. Today, those who block the proven anti-malaria insecticide DDT are mainly condemning poor children in Africa.

Leia tudo que é interessante. Esta do Cromwell eu não conhecia…

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CSI Economics

With 238,135 requests for latent fingerprint comparisons in 2002 alone, a false positive error rate of 2 percent implies up to 4,800 false convictions or guilty pleas made in hopes of a lighter sentence each year in the U.S., 1,700 of them in felony cases. (The number of improperly matched fingerprints is not completely clear. A 2005 study of fingerprint analysis suggests that the false positive rate may now be as low as 0.8 percent. But another recent study suggests it could exceed 4 percent.)Confronted with such statistics, policy makers usually call for greater oversight—that is, finding a governmental body to watch over forensics and make sure everyone does his or her job right. In the current climate, that certainly would help. But the core problem with modern forensics isn’t an absence of oversight. It’s monopoly. Once evidence goes to a given lab or facility, it is unlikely to be examined by any other lab or facility. That increases the chances that a mistake will slip through undetected.

Tirei daqui. E no Brasil? Alguma discussão a respeito?

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De como o governo realmente (não?) sabe o que faz

Este vai na íntegra, pelo aspecto de utilidade pública:

De como você será assaltado via satélite

A TV pública do Lula estréia em 2 de dezembro.

Nos primeiros seis meses, porém, ela vai se limitar a transmitir programas produzidos e veiculados pelos canais públicos já existentes. Durante este período, serão realizadas consultas populares para saber o que o cidadão quer assistir. Só depois, de posse de tais informações, a grade de programação da nova TV será definida.

Ou seja: o governo Lula criou uma TV pública com base na argumentação de que ela é extremamente necessária mas não sabe, até agora, que necessidades são essas. Não contente, resolveu colocar a coisa no ar, ao custo de R$ 2,5 milhões por mês, para, só então, tentar descobrir para que ela serve.

Em qualquer país decente, um investimento desta natureza – que se sobrepõe a outros já existentes – não seria nem mesmo cogitado sem uma pesquisa prévia que demonstrasse, de forma inconteste, sua necessidade.

No Brasil de Lula, porém, os companheiros Franklin Martins e Tereza Cruvinel podem se dar ao luxo de torrar R$ 58 milhões dos cofres públicos enquanto fingem pesquisar as preferências populares. “Fingem” porque é óbvio que, para tanto, bastaria submeter os programas das atuais TVs públicas – os mesmos que eles vão levar ao ar durante seis meses! – a uma pesquisa.

É isso mesmo, leitor contribuinte: sendo otimista, já é certo que entre 2 de dezembro de 2007 e 2 de junho de 2008, você será assaltado via satélite. Como eles são petistas – adoram, portanto, se perder em reuniões tão numerosas quanto improdutivas – é provavel que o “período de pesquisa” se estenda muito além de junho.

Não que isto seja, para eles, um problema. Embora Lula sonhe com uma TV nos moldes chavistas, o projeto em si só precisará estar funcionando a pleno por volta de 2009. Por ora, a TV Pública tem uma necessidade muito concreta e imediata a sanar: servir de cabide de emprego para a companheirada que se empenhou na última campanha presidencial – cujas nomeações têm sido dificultadas pelo endurecimento da oposição no Senado.

Sim, o original está aqui. Engraçado como a blogosfera que vê opus dei e militares em qualquer crítica ao governo não notou nos nomes que foram chamados para a televisão estatal. Depois falam de conspiração. Por falar nisto, é bom ver que existem várias conspirações por aí (um bom exemplo na série de três textos que começam com este).

A TV pública, como qualquer outra obra deste ou daquele governo, é sujeita, sim, a falhas. Pelo que diz a Nariz Gelado, autora do post acima, já começou bem, conforme o que qualquer estudioso de Escolha Pública poderia prever. Por que não houve tal previsão? Bem, talvez porque seja óbvio. Ou talvez porque boa parte dos interessados recebem recursos públicos para fazerem pesquisa científica e, veja, esta é uma questão que, uma hora, os coleguinhas economistas e outros cientistas sociais terão que estudar com rigor: o quanto de crítica não é feito porque o governo é o senhor do cheque.