bem-estar · economia · IDH

IDH, IDH…

Eu me lembro, quando do meu doutorado no PPGE-UFRGS, que havia um grupinho de militantes do partido do sr. da Silva que era bem ranzinza. Tão ranzinza que seus membros diziam que o IDH não era um índice bom, que era coisa neoliberal, isto e aquilo. Não era nem questão de o Brasil melhorar ou piorar no ranking. O ranking, em si, era uma coisa do demo, do mal, enfim, de neoliberais. Incrível é como estes mesmos sujeitos estão, hoje, bem caladinhos, senão festivos.

Mas, há o que comemorar?

Leia Daniel Piza e Adolfo Sachsida para pensar no assunto.

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bem-estar · Econometria

Computers and Welfare

Measuring the Welfare Gain from Personal Computers

Jeremy Greenwood and Karen A. Kopecky

NBER Working Paper No. 13592

November 2007

JEL No. E01,E21,O33,O47

ABSTRACT

The welfare gain to consumers from the introduction of personal computers is estimated here. A simple model of consumer demand is formulated that uses a slightly modified version of standard preferences. The modification permits marginal utility, and hence total utility, to be finite when the consumption of computers is zero. This implies that the good won’t be consumed at a high enough price. It also bounds the consumer surplus derived from the product. The model is calibrated/estimated using standard national income and product account data. The welfare gain from the introduction of personal computers is about 4 percent of consumption expenditure.

bem-estar · Corrupção · economia

Ladrão que rouba ladrão…

Usando laudos fraudulentos, os auditores rebaixavam o valor da carga ou do imposto devido – por exemplo, uma máquina nova era declarada como usada, reduzindo o imposto de 18% para 2%. Nesse caso, auditores, despachantes, o engenheiro credenciado para fazer os laudos e a empresa permissionária recebiam comissões para “simplificar” e baratear o processo.

Em outro esquema, os lesados eram os próprios empresários. Os despachantes do porto informavam aos donos das cargas que precisavam de um laudo para liberar a mercadoria, o que não era verdade. Os empresários pagavam R$ 8 mil para o despachante por um documento que custaria, se necessário, a metade disso. Ainda num esquema paralelo, os auditores usavam informação privilegiada para avisar a contadores de empresas que elas sofreriam auditorias da Receita. O cálculo da PF é que o esquema tenha começado em 1997 ou 1998, quando a Armazéns Gerais Agrícolas ganhou a licitação para ser permissionária do porto. Um dos auditores presos era membro da comissão de licitação.

Os três auditores – Joaquim Corrêa Guimarães, Pedro Batista Vilela e Luiz Carlos Bento – têm cerca de 30 anos na Receita Federal e já trabalharam em outros pontos. Os bens dos servidores ainda estão sendo levantados, mas apenas um deles tem três fazendas e cinco tratores, em um patrimônio que pode chegar a R$ 10 milhões. Um auditor tem salário médio de R$ 10 mil.

Os outros presos são o dono da Armazéns Gerais Agrícolas, Cléber Marques de Paiva, os diretores, Marconi Maurício Miranda e Renato de Andrade Bueno, os despachantes aduaneiros, Cláudio Vilela Silva, Fabiano Ferreira Campos e Eduardo Ferreira Torres, e o engenheiro Tony Alessandry Pereira, responsável pelos laudos.

Tradicional família mineira porcaria nenhuma…

bem-estar · Corrupção · economia da violência · Economia do Crime

O uso do conhecimento

Insumos em uma função de produção de crimes: exemplo brasileiro. Sim, produz-se algo, é verdade. Mas pense bem: produz-se um mecanismo de redistribuição de recursos na economia não-baseado na eficiência da alocação dos recursos. A diferença entre isto e o governo é que aceitamos, geralmente, as distorções geradas pelo governo por via do voto e de nossa visão de que o sistema político pode ser algo interessante para nossa vida.

Já disse isto muito aqui: a alocação de recursos pode se dar de três formas: trocas voluntárias (mercados), trocas involuntárias sob coerção legal (governo) e trocas involuntárias sob coerção ilegal (violência).

Claro, há tipos intermediários, mas esta é a tipologia básica.

bem-estar · economia · excedente do consumidor · Marketing

Elasticidade-preço da demanda, Bem-Estar e tudo aquilo

Eis um texto bem interessante, publicado no Management Science, em 2003, sobre o excedente do consumidor em uma economia digital, especificamente no caso de compra de livros (através de firmas como Amazon, Barnes & Nobles, etc). Vale a pena a leitura se você tem interesse em aplicar o que viu em sala de aula sobre o tema.

Como meus leitores sabem, sou um grande admirador de artigos sérios em Marketing. Este é um bom exemplo do que aprecio.

bem-estar · economia do futebol · economia dos esportes

Quanto mais times no campeonato…melhor?

Eis aí um artigo que nos dá novas hipóteses testáveis.

Sports League Expansion and Consumer Welfare
LAWRENCE M. KAHN
Cornell University and Princeton University
This article studies sports league expansion and consumer welfare. The author assumes that as a sports league expands, the average quality of playing talent falls, and each fan sees superstars fewer times per season. Expansion thus imposes a negative externality on existing fans. If all revenues come from local sources, such as gate receipts and local media, then the optimal league size (which maximizes total fan utility net of team opportunity costs) is the same as the monopoly league size that maximizes total league profits, but the competitive (free entry) league size is too large. If all revenues are national, split evenly, and where a broadcast network charges a uniform national price to viewers, the optimal league size is between the larger competitive size and the smaller monopoly league size. The more elastic the supply of talent is, the closer the competitive size is to the optimum.

Deu lá no Journal of Sports Economics, v.8, n.2, Apr/2007.

bem-estar · Federalismo · guerra fiscal

Viva a competição

Dos 5.564 municípios brasileiros, 49,5% (ou 2.754) adotam “mecanismos de implantação de empreendimentos”, ou seja, participam de situações de guerra fiscal ou outros incentivos para atrair investimentos, segundo mostra a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros  Gestão Pública 2006 (Munic), divulgada nesta sexta-feira, 26, pelo IBGE.

Por que será que as pessoas preferem divulgar situações de “competição intrajurisdicional” como “guerra”? Ok, eu concordo que o último é mais fácil de entender do que o primeiro mas creio que há uma escolha errada de nomes. Competição, em um federalismo preservador de mercados (google it!) gera bem-estar. Se o nome disto é “guerra fiscal”, problema.

Agora, sim, é verdade, o federalismo brasileiro é diferente do modelo teórico supra-citado.

De qualquer forma, eu recomendaria mais cautela antes de ler a notícia acima.