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História Econômica

Ao contrário do que se ensina (desensina…) por aí, a América Latina sempre foi um local fértil em protecionismo e não-liberalismo. Acha que isto é discurso? Acha que tirei isto da minha cabeça? Ok, pode achar o que quiser, mas leia um pouco antes.

Depois deste gráfico, quero ver o poder do wishful thinking em ação para manter suas dissonâncias cognitivas…

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Comparações

O outro Ângelo, o de Duke, faz uma boa comparação. Melhor que a do sr. da Silva. Claro, há quem diga que o sr. da Silva seja sincero em seu desejo de não entrar na era ditatorial-imperial que o sr. Chavez com bons olhos vê sob suas botas e adjacências. Mas é engraçado isto. O partido do sr. da Silva é o único que pensa diferente do resto do Brasil. Deve ter militantes loucos de vontade por um 3o, 4o ou 5o mandatos sequenciais. O que me faz pensar: quem é o autoritário? Qual é o perigo maior? O tal “neoliberalismo” acusado de tudo pelas professorinhas de história do ensino médio ou o autoritarismo que as militantes professorinhas namoram ao sonharem com tantos mandatos?

Pergunta fácil, se você não sofrer de dissonância cognitiva.

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É brincadeira!

Já não basta nossos “livros didáticos”, nossa “nova mídia estatal”, agora mais essa:

 Chávez lança livro sobre Bolívar e doa para escolas brasileiras

O pior: “O livro contém cem textos atribuídos a Bolívar escritos entre 1805 e 1830 e é financiado pela construtora brasileira Odebrecht, que tem a concessão de grandes obras de infra-estrutura na Venezuela.”

Que belo exemplo! Iniciativas como essa são “louváveis”.

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Cubanos refugiados

Dois meses após o Pan, Brasil concede refúgio a dois atletas cubanos.

Mas esses dois não são aqueles boxeadores que o Brasil fez o “favor” de extraditar.

Ainda não consigo aceitar a idéia de que o governo “assassinou” a possibilidade dos boxeadores terem uma vida menos explorada . Por que não foi concedido refúgio para eles, se o motivo alegado pro eles foi o mesmo que o do ciclista e do jogador de handball?

Pode saber que tem o dedo do Fidel aí no meio.

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Desastre no IPEA (A Economia Política da Esquerda Brasileira)

A blogosfera chapa-branca não falou nada, mas o Duke apontou uma importante inflexão na maneira como se trata a independência de técnicos do governo na administração do sr. da Silva:

Pela milésima vez, falando de trocas no governo. Podem achar que é perseguição minha, mas os primeiros resultados já começam a aparecer. Primeiro saiu o Marcos Lisboa, depois saíram o Joaquim Levy, Murilo Portugal, Loyo, Afonso Bevilaqua, e não se falou mais nada. Substituindo estes, entre outros, estão Guido Mantega, Luciano Coutinho, Arno Augustin, Mangabeira Unger (responsável pelo IPEA agora), além de figuras efêmeras, como o Júlio Gomes de Almeida (que voltou para o IEDI, depois de passagem na Secretaria de Política Econômica). E não se fala nada! Aí, abro o jornal e leio a seguinte notícia (Painel – Folha de São Paulo – 7/9/2007):

“Não se sabe o que Mangabeira Unger fará no longo prazo, mas, de imediato, decidiu acabar com o Grupo de Conjuntura do Ipea, que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desde sempre hostilizou por considerar repleto de tucanos. O grupo, no qual se destacam nomes como Fábio Giambiagi, existe há cerca de 30 anos no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que em junho passado migrou do guarda-chuva do Ministério do Planejamento para o da recém-criada secretaria do professor de Harvard. Embora já tenha recebido aval do governo, Mangabeira enfrentará reação externa. Um dos que se movimentam na tentativa de salvar o Grupo de Conjuntura é o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso.”

Isto me lembra de um destes poemas que circulam na internet, de autoria que se tornou desconhecida (se alguém souber, favor enviar) que diz assim:

“Primeiro, eles vieram buscar os comunistas. Não disse nada, pois não era comunista; Depois, vieram buscar os judeus. Nada disse, pois não era judeu; Em seguida, foi a vez dos operários. Continuei em silêncio, pois não era sindicalizado; Mais tarde, levaram os católicos. Nem uma palavra pronunciei, pois não sou católico. Agora, eles vieram-me buscar a mim, e quando isso aconteceu, não havia mais ninguém para protestar.”

Bom, estamos chegando perto da hora em que não será mais possível protestar…

Eu simplesmente não acredito nas besteiras que ouço. Quer dizer que criar (mais) um canal de TV do governo não é tentativa de ideologização, mas implodir o grupo de conjuntura do IPEA é legítima decisão administrativa? Pelo amor de Deus. Só sendo blogueiro e/ou jornalista muito comprometido com causas estranhas (ou com algum dinheiro no bolso, ou privilégios em “furos” jornalísticos) para achar isto tão normal quanto a previsão de tempo.

Eis a economia política (as famosas “falhas de governo”) em ação, novamente, desta vez por conta do tal Mangabeira. O mais incrível é o motivo da extinção (não o anunciado, mas o verdadeiro, aquele subjacente e que o Duke revelou de forma clara aí em cima).

Meus pêsames ao pessoal sério do IPEA e aos eleitores-cidadãos. Talvez sobre uma Bolsa-Farinha-de-Mandioca ou, como diziam na época de Miguel Reale (ele mesmo dizia muito isto): “tem gente que ficará bem satisfeita com um prato de lentilhas”. O voto por um prato de lentilhas. Reale deve estar se revirando no caixão…