O que acontece quando você substitui o mercado pela política?

Duas reflexões interessantes. Uma foi este ótimo episódio de The Orville. Uma outra visão é a de Black Mirror.  No mínimo, você deveria pensar na analogia com a discussão de Escolha Pública sobre formas de alocação de recursos decididas fora do mercado (ou seja, via sistema político).

Para quem já estudou um pouco de regra da maioria, não é algo tão surpreendente, mas ambos os episódios têm seu valor para uma discussão interessante em aulas de Economia do Setor Público (regras de decisão, eleitor mediano, poder de fixar a agenda, etc).

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Onde estão os movimentos “populares” nestas horas?

De acordo com a Constituição, se a sindicalização é livre, como admitir que cidadãos que não participam de um sindicato sejam obrigados a contribuir para o mesmo, descontando parte de seu salário, como manda a regulamentação do citado Imposto Sindical? Ao aceitar o Imposto Sindical, o sindicato atrela-se ao Estado, perdendo, de certa maneira, sua autonomia. Sindicato, para ser independente, tem que viver da contribuição de seus associados, exclusivamente. Além do mais, poucos são os sindicatos que prestam, realmente, algum serviço a sua categoria respectiva. Firma agrícola, em que trabalho, paga a contribuição anual sindical à respectiva entidade patronal sem nunca ter recebido qualquer serviço da mesma, nem do sindicato da categoria.

Incrível mesmo é que a CNBB, a UNE, a CUT, etc, todos eles, estão bem menos barulhentos hoje em dia. Nenhuma palavrinha – nem mesmo um sussurro – de protesto contra o “peleguismo”. Deve ser alguma coincidência cósmica. Leia todo o artigo aqui. ^_^