poesia

Não se desanime com a pandemia! A luta pela sobrevivência continua!

Piu avanti!

No te des por vencido, ni aún vencido,
no te sientas esclavo, ni aún esclavo;
trémulo de pavor, piénsate bravo,
y acomete feroz, ya mal herido.

Ten el tesón del clavo enmohecido
que ya viejo y ruin, vuelve a ser clavo;
no la cobarde estupidez del pavo
que amaina su plumaje al primer ruido.

Procede como Dios que nunca llora;
o como Lucifer, que nunca reza;
o como el robledal, cuya grandeza
necesita del agua, y no la implora…

Que muerda y vocifere vengadora,
ya rodando en el polvo, tu cabeza!

Almafuerte, o grande poeta argentino, é que deve nos inspirar agora.

economia dos esportes

Mais juízes, mais viés em campo?

A Economia dos Esportes segue firme. Eis um artigo interessante, na Plos One. O resumo nos faz pensar sobre se não há um número ótimo (ótimo em relação à minimização dos vieses de julgamento) de juízes…

This study is the first to investigate whether the introduction of additional assistant referees in the UEFA Europa League (2009–2010 season) and the UEFA Champions League (2010–2011 season) was associated with lower referee bias in terms of home and “big” team favouritism. To this end, we analyse a unique database with pre- and within-game characteristics of all games in seven recent seasons in these leagues by means of bivariate probit regression models. We find evidence for substantial referee bias before the introduction of additional referees, while no such evidence is  found after the introduction. Furthermore, additional assistants go hand in hand with more yellow cards for both home and away teams. We show that these findings are robust to multiple operationalisations of referee bias and that they are not just picking up a general time evolution towards less referee bias or the effect of parallel reforms.

Mais ainda, provavelmente o árbitro de vídeo deve ter ajudado. ^_^

botao

história

Terá sido assim no Brasil, ou importamos a prática?

O trecho é do ótimo “Accelerating Democracy: Transforming Governance Through Technology” de John O. McGinnis.

“For instance, graduated driver licensing—a practice by which young people are first issued restricted licenses and then permitted full driving privileges after a trial period—gained traction because of empirical findings. After empirical evaluations of successful use of such licenses abroad, they became widespread in the United States.” (Start reading this book for free: http://a.co/c86q55v)

Não fiz uma pesquisa sobre o tópico no Brasil. Caso alguém conheça a história das permissões para motoristas no Brasil, por favor, deixe um comentário.

economia da arte · Humor

Only Thoughts are Tax Free

Carl Spitzweg, Gedanken sind zollfrei - -

Pintura de Carl Spitzweg. Curiosa pois, conforme este trecho da autobiografia de Hoffmann, o fotógrafo de Hitler:

“It was from a Munich art dealer that Hitler acquired the picture Thought is Free of Tax, which is one of the best known of Spitzweg’s paintings and depicts a scene at a frontier station.” [Start reading this book for free: http://a.co/5WUQQKE]

Desnecessário dizer que a ironia da coisa toda é impagável. Há ainda, no mesmo capítulo, uma interessante história de como Hitler tentou criar um mecanismo de incentivos para que obras de arte que ele admirasse fossem parar em suas mãos (ou em seus museus). Tudo começou com a tentativa de Göring em presentear Hitler com um quadro que ele mesmo havia se recusado a comprar (por conta do elevado preço resultante do leilão).

“On one occasion, Hitler refused to buy a picture, Bismarck, by Lenbach, because he thought that the price, thirty thousand marks, was too high. Shortly afterwards, the picture was put up for auction at Lange’s in Berlin. ‘Get it!’ ordered Göring. And when the third hammer-stroke fell, he was seventy-five thousand marks out of pocket over the deal! I happened to be there when Göring presented the picture to Hitler as a birthday present. The latter was astonished to receive as a gift a picture that he himself had refused to buy; but when he heard the price paid, he flew into a real rage. The net result was that he instituted ‘The Führer’s First Refusal’. By order, no picture of historical and artistic merit could be sold without the previous consent of the Führer. If Hitler were interested in any picture, he would direct Posse, the Director General of the Dresden Gallery, and when he died, his successor, to fix the price.”

Pois é. Mas o plano de Hitler não funcionou. Diante de outra obra de arte, que Hitler queria para si, Göring deu um lance mais alto, arrematando-a. Hitler pensou que, novamente, Göring iria presenteá-lo mas isso não aconteceu. Pior, ironicamente, disse que cumpria ordens do führer, já que o quadro não sairia da Alemanha. Desnecessário dizer que Hitler ficou muito irritado.

A moral da história, se alguma há, é que pensamentos – inclusive ideias – podem ser livres de impostos, mas ideias ruins têm seu preço.

Humor · humor negro · humor off topic

Humor na Alta Cultura

Variantes regionais de um discurso estranho

“A arte mineira da próxima década será heróica e será regional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente mineira, posto que profundamente vinculada às aspirações do povo mineiro, ou então não será um trem bão”.

“A arte mineira da próxima década será heróica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será queijeira com doce de leite e igualmente saborosa e vinculante, ou então não será nada, sô.”

“A arte carioca da próxima década será heróica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será morena com biquíni e sol ardente com biscoito Globo e limãozinho, ou então não será nada.”

“A arte gaudéria da próxima década será heróica e será regional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional com o churrasco e será igualmente trilegal, posto que profundamente vinculada às aspirações do povo gaúcho, ou então não será só um chimarrão estragado”.