Economia da Saúde · evolução · Neanderthal

Economia da Saúde Neandertal: altruísmo beckeriano ou não?

The most probable evolutionary explanation for apparently ‘selfless’ care ofadult group members lies not only in the benefits of helping relatives but also the selective advantages of reducing the risk of mortality of other group members in situations where groups are highly interdependent (Frank and Linsenmair, 2017). The selective benefits of  are for the ill and injured are clearest where groups consist of close relatives. However where the survival of any one member is strongly linked to that of the others in  the group caring for those who are injured is still selectively advantageous even without a high degree of genetic relatedness.

Como? Não entendeu? Aqui está:

Eis o título e o resumo do artigo:

Living to fight another day: The ecological and evolutionary significance of Neanderthal healthcare
Evidence of care for the ill and injured amongst Neanderthals, inferred through skeletal evidence for survival from severe illness and injury, is widely accepted. However, healthcare practices have been viewed primarily as an example of complex cultural behaviour, often discussed alongside symbolism or mortuary practices. Here we argue that care for the ill and injured is likely to have a long evolutionary history and to have been highly effective in improving health and reducing mortality risks. Healthcare provisioning can thus be understood alongside other collaborative ‘risk pooling’ strategies such as collaborative hunting, food sharing and collaborative parenting. For Neanderthals in particular the selective advantages of healthcare provisioning would have been elevated by a variety of ecological conditions which increased the risk of injury as well their particular behavioural adaptations which affected the benefits of promoting survival from injury and illness. We argue that healthcare provisioning was not only a more significant evolutionary adaptation than has previously been acknowledged, but moreover may also have been essential to Neanderthal occupation at the limits of the North Temperate Zone.
Legal, né?
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economia da corrupção · economia política constitucional

A influência de x anos de ideologia pode transformar uma sociedade?

The impact of two different economic systems on dishonesty
DanAriely, XimenaGarcia-Rada, KatrinGödker, LarsHornufde, HeatherManng

Abstract
Using an artefactual field experiment, this paper tests the long-term implications of living in a specific economic system on individual dishonesty. By comparing cheating behaviour across individuals from the former socialist East of Germany with those of the capitalist West of Germany, we examine behavioural differences within a single country. We find long-term implications of living in a specific economic system for individual dishonesty when social interactions are possible: participants with an East German background cheated significantly more on an abstract die-rolling task than those with a West German background, but only when exposed to the enduring system of former West Germany. Moreover, our results indicate that the longer individuals had experienced socialist East Germany, the more likely they were to cheat on the behavioural task.

Até que ponto o determinismo prevalece (path dependence) é algo que não sei responder (e incomoda, não?).

hayek · liberalismo · não-liberalismo · sociologia

Como está a tolerância com a liberdade de expressão em nossas universidades?

O sociólogo aí acima é alguém que não vejo muito citado por aqui, por nossos sociólogos de gabinete…ou por nossos jornalistas que, aliás, hoje divulgaram uma suposta tendência à polarização da sociedade brasileira que seria preocupante. Uma tendência ao radicalismo que parece ser o resultado de uma miríade de fatores e, aposto eu, um deles, a falta de hábito de lidar com a diversidade (um hábito muito incentivado por quase 15 anos no país, por gente que pouco tinha (tem) de valores democráticos “em seu DNA”).

Parece-me que, quando você se esforça muito para calar vozes discordantes, uma virada de mesa no jogo do poder faz com que aqueles que sofreram passem a desejar aplicar a mesma repressão aos seus antigos algozes. O rancor gerado não deve ser desprezado…

Mas o início do vídeo me faz pensar no que vejo por aqui. Não é comum ver pessoas com camisas, digamos, do Bolsonaro nas universidades (e quando aparecem, surgem estranhas acusações de fascismo, etc). Será que a liberdade de expressão está sendo respeitada, praticada e incentivada no Brasil? Existe uma pesquisa séria (ou seja, com método científico, dados, aplicação honesta de métodos quantitativos) sobre o tema por aqui?

A propósito, a pesquisa é do Ipsos (mas não encontrei nada no site).