Urnas eletrônicas, eleitores identificados, o que acontece?

O mesmo que em democracias maduras. Digo, “maduras”. Claro, isso tudo começou antes, em artigo que nunca encantou a mídia brasileira (já foi publicado, mas uma versão aberta está aqui), co-autorado por um ex-economista que trabalhou para Chavez e, depois, renegou o ditador e se estabeleceu na academia norte-americana.

A perda de privacidade pelo Facebook é consentida (quando não é roubada), mas a perda de privacidade pela ação estatal (que também é roubada mas, bem, “a Constituição foi rasgada e você nem se importou”) tem consequências bem palpáveis…

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Incentivos importam – o caso dos pseudônimos

Brasil, anos 20, Rio de Janeiro, meio jornalístico. Ufa! Mas aí está o cenário. Determinada revista que vivia de humor, resolve pagar por contribuição. Envie uma piada e, se aceita, você ganha uma grana. Ou:

“(…) por contribuição publicada pagará, a título de animação, três mil-réis”.

Incentivos importam, não?

“Alguns conseguiam faturar bastante com o esquema, recorrendo a uma ampla variedade de pseudônimos”.

Os trechos são da p.115 de “Entre sem bater”, de Claudio Figueiredo, editado por Casa da Palavra e lançado em 2012. É, é o mesmo livro sobre a vida do Barão de Itararé que citei antes.

Olavo Bilac já sabia que existiria o ‘PowerPoint’

“Em 1907, escrevendo na revista Kosmos, o poeta Olavo Bilac (…) insinuava que o fenômeno [“das conferências”] dava sinais de esgotamento e queixava-se de palestras animadas por música, canto e até por projeções de lanterna mágica”. [Figueiredo, Cláudio. “Entre sem bater: a vida de Apparicio Torelly” Casa da Palavra, 2012, p. 80]

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Eu avisei! Agora vou criar meu próprio Talk Show: “Bilac News”.

A timidez que afunda

Sobre alunos que adoram se esconder em sua timidez para sempre…

I got a few chances to see him in action. After observing one class, when I was visiting at George Mason in the 1980s, I heard a student talking excitedly to a group of faculty in the hallway. “Dr. Tullock is mean to all the other students, but he’s always nice to me. He doesn’t correct me or ask me questions.” I stared at the others,and they all shook their heads: “No! You’re doomed! If he’s nice to you, he thinks you aren’t worth fighting with. You have to go back and challenge him!” Within two weeks, the student reported back that Gordon was now insulting and berating her on a regular basis. Disaster averted.

Em contraposição, lembro-me sempre de um aluno – vamos chamá-lo de “Lucas” para preservar sua identidade verdadeira – cujas piadas chamavam a atenção da turma pela sua clara identificação com o humor dos economistas. Curiosamente, ele migraria para a Matemática no mestrado…

Keynesianismo, demanda efetiva e Charlie Brown

“(…) em 1950, os americanos estavam comprando 75 por cento dos aparelhos fabricados no mundo inteiro! A primeira década do casamento dos Schulz aconteceu durante ‘uma das maiores farras de consumo da História’. Com o PIB dos Estados Unidos dobrando entre 1940 e 1960, aquele era, como a publicidade não se cansava de lembrar a todos, ‘um tempo para comprar, comprar, comprar’. E não só para o próprio prazer, mas para o bem geral da nação. Uma sociedade aprovadora com a Depressão, temendo, nos anos pós-guerra, que qualquer queda na demanda pudesse desaquecer a economia – de onde nasce a ênfase na crença de que os gastos com a Guerra Fria poderiam fazer muito para manter a prosperidade da nação – via investimentos em bens de consumo como manifestações de virtuosa confiança”. [Michaelis, D. (2015). Schulz & Peanuts – a biografia do criador do Snoopy, Seoman, 2015, p.314]

Notas: (1) “aparelhos fabricados no mundo inteiro”, no caso, são bens de consumo duráveis. (2) a descrição mostra a importância dos bens de consumo duráveis, justamnte os que são geralmente entendidos de forma incorreta como “consumo agregado” e não “investimento privado agregado” por conta da confusão entre a compra do bem (investimento) e seu usufruto (consumo).