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Artistas também são um grupo de interesse? São.

São e o Bruno explica muito bem o porquê de não vermos artistas defendendo reformas importantes para as gerações futuras, embora sejam muito engajados em defender subsídios para si próprios.

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Busca de ovos (no google) e busca de galinhas (claro, também no google) e um resultado que mudará o seu jeito de pensar (ou vai te fazer nunca mais voltar a este blog)

O artigo clássico da literatura nacional sobre ovos e galinhas – na minha viesada opinião – é este. Obviamente, trata-se de uma questão muito importante para a vida das pessoas (sem falar que envolve milhares de empregos).

Bem, hoje eu voltei a usar o google trends para fins outros (malignos?) e encontrei este gráfico.

ovosegalinhas

Claro que tive que fazer um teste de causalidade para ver se haveria uma “robustez” do teste de causalidade do artigo citado. Afinal, se ovos (não) Granger-causam galinhas (e vice-versa) com dados do mundo real (produção de ovos e galinhas poedeiras), porque não testar o caso dos impulsos psicológicos que motivam as buscas das palavras “ovos” e “galinhas”? Não foi Keynes quem disse que a função consumo tinha “bases psicológicas”? O Nobel de Economia não foi para um cara que trabalha com esta tal de “motivação psicológica”?

Não perdi tempo! Lá fui eu para o R e, bem, eis as variáveis: x = ovos e y = galinhas (o nome dos eixos, aqui, não tem função alguma, exceto a de tentar dar um ar de seriedade ao post). Um pouco de estimações e eis que posso anunciar o resultado (ao som da banda da praça): para a hipótese nula de que ovos não Granger-causam galinhas, obtive um F = 0.6972 com p-valor de 0.6527. Já para a hipótese de que galinhas não Granger-causam ovos, obtive um F = 2.4705 com p-valor de 0.0325. Traduzindo, a brincadeira gerou um resultado que aponta relativamente mais para a causalidade de ovos para galinhas do que o contrário.

Será este um resultado revolucionário que mudará sua percepção de mundo? Serei chamado (e pago com bitcoins) para palestrar sobre a filosofia, a economia, a diversidade e o bem-estar no Brasil em crise? Não creio. Mas pelo menos foi divertido brincar novamente com o pacote gtrendsR.

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Google Trends e algumas buscas (Brasil)

Primeiramente, alguns nomes cogitados para a presidência.

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Agora, dois novos personagens do cenário político.

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O eterno mito de que Mises é mais procurado do que Marx.

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Finalmente, alguns grupos que foram importantes no passado recente, mas cuja influência parece ter diminuído (em um dos casos, pelo menos) recentemente (será?).

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Ok, são buscas no Google. Não são notícias. Não dá para inferir muito, nem sobre correlações (muito menos sobre causalidades). De qualquer forma, é divertido, não é?

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Tudo o que sei…

Acho engraçado como discussões terminam. Digo, algumas discussões. Por exemplo, a cada segundo é publicado um artigo novo mostrando que a ciência tem problemas aqui ou acolá. Há quem diga que é muito difícil falar de causalidade. Há quem fale de p-valores. Há quem reclame dos testes de médias disseminados entre os que não estudam estatística, mas querem publicar artigos. Claro, há os que acham que artigos com 200 autores deveriam ter o mesmo peso no currículo do que artigos com 2 autores.

Tudo isso mostra o que já sabíamos: ciência é feita por seres humanos, logo, imperfeita foi, é e sempre será. Até aqui, ok.

Mas aí eu vejo um apagão entre esta sinapse e a seguinte. No minuto seguinte, o sujeito quer política pública para o dedão do pé, gordos, burros, artistas, nerds, otakus, etc.

A impressão que me dá é que as políticas deveriam respeitar o problema apontado por Hayek em seu Individualism: True and False (tema correlacionado, na minha superficial capacidade de síntese/conexões com alguns trabalhos de Thomas Sowell e no The Future and Its Enemies da Virginia Postrel). É sempre uma questão sobre como somos arrogantes com o uso da razão (ou covardes a ponto de querermos um Hitlerzão para nos dizer o que fazer).

Acordei de mau humor.