Dica R do dia – Banco Mundial

Estou excessivamente cansado hoje. A dica é esta.

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A economia dos “shoppings” populares…

Há gente que culpa a crise econômica, mas esta não afeta apenas os vendedores de produtos de shoppings populares. Eu me pergunto se alguém já não buscou entender como funcionam as administrações de shoppings populares pois, geralmente, são de responsabilidade de governos municipais. Então, primeiramente, não devem funcionar como shoppings privados. Em segundo lugar, há a questão do tamanho “pequeno/popular” e “grande/menos popular”: muda algo?

Quando eu era aluno de graduação existiam poucos shoppings. O que existiam eram as galerias (até hoje existem) e uma delas ficava perto do antigo prédio da faculdade de economia. Eu passava perto dela sempre, mas nunca pensei em estudá-la. Vai ver não tive a inspiração certa na época.

Voltando aos shoppings populares, alguém já fez uma monografia/dissertação/tese sobre o tema? Alguém já investigou a existência de corrupção em contratos deste tipo? Como é a função de custos de um proprietário representativo? Qual a relação entre informalidade e ilegalidade na função de produção?

Achei um trabalho, mas de geográfos, e bem descritivo, mas tive a impressão que mistura galerias com shoppings populares e suspeito que os contratos são distintos, o que exigiria um cuidado adicional ao falar de ações de agentes econômicos (há indícios de que sociólogos também já tocaram a superfície do tema).

Tá na cara que o problema envolve a compreensão acerca do papel do empreendedor na economia e, como se vê, há muita coisa interessante. Talvez seja uma sugestão interessante para um trabalho de campo de um estudante ou de um gestor. Afinal, se é para gastar recursos públicos alocando camelôs, que o dinheiro seja bem alocado (o gasto tem que ser eficiente, do ponto-de-vista de bem-estar), certo?