O mais importante é que não dá choque

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Neymar e a economia do futebol

Promoting healthy participation in sports like football is a valid social objective, but restricting the rights of players for the purpose of producing more professional football players is highly dubious as a mater of national public policy. As far as I know, no one thinks it would make sense for my employer, the University of Michigan, to have to compensate Oxford University or Birkbeck College for the education they gave me, still less Raynes Park High School or Pelham Middle School. If we want more professors for the public good we use taxpayer money to subsidise education rather than imposing a specific tax on people who are already professors. But football is not governed by the state, it is a private activity governed by organizations such as FIFA and UEFA. IF these organizations, and their member clubs, want to promote the development of professional players they can agree on a system of taxing clubs to do so.

Um belo trecho deste artigo do Szymanski sobre o sistema de transferências no futebol europeu. Ah, sobre o Neymar, aqui.

Keynes, sobre o IS-LM criado por Hicks

At long last I have caught up with my reading and have been through the enclosed. I found it very interesting and really have next to nothing to say by way of criticism. [Hicks, J. (1973). Recollections and Documents. Economica,40(157), new series, 2-11. doi:10.2307/2552678]

A citação está lá, na p.9. na carta de Keynes para Hicks. Divertido, não?

A economia dos “shoppings” populares…

Há gente que culpa a crise econômica, mas esta não afeta apenas os vendedores de produtos de shoppings populares. Eu me pergunto se alguém já não buscou entender como funcionam as administrações de shoppings populares pois, geralmente, são de responsabilidade de governos municipais. Então, primeiramente, não devem funcionar como shoppings privados. Em segundo lugar, há a questão do tamanho “pequeno/popular” e “grande/menos popular”: muda algo?

Quando eu era aluno de graduação existiam poucos shoppings. O que existiam eram as galerias (até hoje existem) e uma delas ficava perto do antigo prédio da faculdade de economia. Eu passava perto dela sempre, mas nunca pensei em estudá-la. Vai ver não tive a inspiração certa na época.

Voltando aos shoppings populares, alguém já fez uma monografia/dissertação/tese sobre o tema? Alguém já investigou a existência de corrupção em contratos deste tipo? Como é a função de custos de um proprietário representativo? Qual a relação entre informalidade e ilegalidade na função de produção?

Achei um trabalho, mas de geográfos, e bem descritivo, mas tive a impressão que mistura galerias com shoppings populares e suspeito que os contratos são distintos, o que exigiria um cuidado adicional ao falar de ações de agentes econômicos (há indícios de que sociólogos também já tocaram a superfície do tema).

Tá na cara que o problema envolve a compreensão acerca do papel do empreendedor na economia e, como se vê, há muita coisa interessante. Talvez seja uma sugestão interessante para um trabalho de campo de um estudante ou de um gestor. Afinal, se é para gastar recursos públicos alocando camelôs, que o dinheiro seja bem alocado (o gasto tem que ser eficiente, do ponto-de-vista de bem-estar), certo?

Presídios pelo mundo, R e um – injustamente curto – agradecimento

O prof. Pery Shikida tem feito um ótimo trabalho com pesquisas in loco para nosso maior entendimento acerca da economia do crime em presídios. Entretanto, também é bom termos dados agregados, ainda que, como tudo na vida, os mesmos sejam sempre imperfeitos, etc (antes que você pense em criticar o uso de dados em ciência, quero lembrá-lo de que seu último exame de sangue para doenças foi feito com seu material, tão imperfeito e poluído quanto qualquer dado econômico, ok? Obrigado. De nada).

Neste sentido, pesquisadores com muita boa vontade geram sempre bens públicos (veja a definição em um livro de economia básico qualquer) interessantes usando o R, por exemplo. Este aqui é um deles. Obrigado aos pesquisadores que criam estes programas em R para divulgar suas pesquisas facilitando-nos o acesso aos dados (o que estimula novas pesquisas).

Sou muito grato a gente assim, que nem sempre faz textão com vazios protestos sobre problemas que não existem, mas procuram sempre nos ajudar a entender a realidade com método (científico).

Análise Econômica do Direito no Brasil: novos artigos (e alguns não tão novos assim)

A Revista da AMDE está se atualizando para tentar uma qualificação junto à CAPES e tem aceitado artigos que não são inéditos (citando-os propriamente). O último número é de 2014 e foi publicado ontem.

Já a Economic of Analysis Law Review está de número novo na praça.