Um monte de livros (ou ebooks) não é sinônimo de mais capital humano

Sabe aquele cara que tem um monte de livro na estante, mas não sabe ler? Ou aquele que vê uma letra, mas acha que é só um desenho bonito? Pois é. Veja o trecho abaixo.
 
“(…) inscribed artefacts from China dating back to about the beginning of the Christian era have been recovered from various mid-Yayoi period sites, indicating that writing was physically introduced at that period, although it may well not have been recognised then as such by the Japanese”. [Seeley, C. “A History of Writing in Japan”, University of Hawai’i Press, 1991, p.9]
 
Este é um belo exemplo de como se deve ter cuidado com correlações apressadas.
Uma versão engraçada é esta de que você pode ter um monte de livros, mas isso não significa necessariamente que você entende o que há neles.
A versão triste – e familiar dos brasileiros – é a do analfabetismo funcional, problema que diz respeito à formação de má qualidade que supostamente ensina um sujeito a ler em uma certa língua, embora o mesmo não consiga interpretar frases simples na mesmíssima língua. 
p.s. “Yayoi” é um período da história do Japão, um período bem antigo.
Anúncios