O índice de desconforto (“misery index”) de Arthur Okun…para o Brasil

Pode não ser lá aquelas coisas, mas é divertido de se ver o misery index de Arthur Okun para o Brasil. Na figura abaixo, duas alternativas: um com a taxa de desemprego da região metropolitana de São Paulo e outra com a taxa de desocupação. Ambas com o IPCA e o período escolhido simplesmente por questões de disponibilidade de dados.

misery

Claro, pode-se pensar em mais diversão com este índice. Outros gostam de inventar “moda” com o mesmo. Eu gosto da simplicidade e despretensiosidade do original: ninguém está a dizer que é uma variável importante, que não tem erro de medida, nem nada. Mas a tendência do mesmo condiz com minha sensação de desconforto com os rumos recentes da economia.

Ok, você pode fazer pesquisas mais sérias com ele, mas a busca de artigos fica por sua conta.

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Artigos que você tem que ler antes de morrer

Vou citar dois hoje. Dica gratuita (não existe dica gratuita).

LEESON, R. Internalising the Externalities of Homoeconometricus: Turning Silicon Astrologers into Popperian Bookmarkers. History of Economic Review, v. 34, n. 1, p. 146–159, 2001.

LEIJONHUFVUD, A. Life Among the Econ. Western Economic Journal, v. 11, n. 3, p. 327–337, 1973.

Passeio Aleatório

Conversando com meu ex-aluno Thomaz (que já teve texto publicado aqui), mostro uma inusitada presença do passeio aleatório em um contexto, digamos, não tão famoso entre alunos de Economia (um estudo sobre abelhas, para ser mais exato (?)). Eis que ele me diz:

– Ele está sempre por perto.

Minha resposta:

– Nem sempre. Sempre. Sempre. Sempre. Sempre. Sempre. Sempre. Sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre. Nem sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre. Nem sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre. Sempre.Nem sempre. Nem sempre. Sempre. Sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre. Sempre.Nem sempre. Nem sempre. Sempre. Nem sempre. Sempre. Nem sempre. Sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre.Sempre. Nem sempre. Sempre. Nem sempre. Sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre.Sempre. Sempre. Sempre.Sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre.Sempre. Sempre. Sempre.Sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre.Nem sempre.Sempre. Sempre. Sempre.Sempre. Sempre. Nem sempre. Nem sempre. Nem sempre. Sempre. Sempre. Sempre.

Aí eu parei porque os dedos já doíam de tanto teclar.

Economia do Futebol – novamente

Outro artigo novo sobre o tema. Eis o resumo:

Playoffs or Just League: A Debate in Brazilian Football
Thadeu Gasparetto and Angel Barajas
Abstract:
After several consecutive seasons in the league, the Campeonato Brasileiro may return to the playoffs format. The Brazilian Football Confederation (CBF) and some Brazilian clubs commented that this format will provide higher competitive balance and increase the interest of Brazilian football fans. Therefore, the objective of this paper is to assess the competitiveness and the interest of Brazilian fans in the last twenty-four seasons: Playoffs (1991-2002) and League (2003-2014). The competitiveness is evaluated by Herfindahl Index of Competitive Balance (HICB) and C4 Index of Competitive Balance and the interest measured by the average attendance to the stadiums. The results show that Brazilian League has become more balanced since 2003 season and football fans are more interested in the tournament with league format. The main conclusion is that the change to the playoffs would not improve the competitiveness and the interest of fans. Moreover some problems of the Brazilian football market are commented and some solutions proposed to improve it.
É, também estou curioso para ler o artigo.