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De estereótipos perpetuados por sociólogos: o caso do mineirinho pão-duro

Poupar é o caminho!
Poupar é o caminho, uai!

Minas, por exemplo (…) com uma população superior à de vários Estados europeus. Neste Estado, é dominadoramente abundante o tipo do ‘rentista’. Encontramos ali, talvez, o nosso paraíso do Pré-capitalismo, portanto.

No ponto de vista da mentalidade econômica, o mineiro pode ser considerado o francês do Brasil: poupado, seguro, extremamente parcimonioso, desprovido do gosto da especulação e da aventura, principalmente no campo da indústria. Tem um padrão de viver modesto, mesmo quando poderia deixar de tê-lo. Carece visivelmente da vocação para nababo – tão freqüente entre os paulistas. [Vianna, O. “História Social da Economia Capitalista no Brasil, vol.2, Ed. Itatiaia/UFF, 1987, p.66]

Assim, paulistas têm vidas nababescas e mineiros são pão-duros. Experimente encontrar um rico mineiro na zona sul de Belo Horizonte. Ele não é muito diferente do paulista nababesco.

Agora, não dá para não parar de rir com a noção de que Minas Gerais é a terra dos rentistas. ^_^

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Pombal e sua novilíngua

Imensas as dificuldades do governo: mal começadas as obras acentua-se a denominada ‘crise do Brasil’ (1760), defluente do declínio da produção aurífera. Ademais, a guerra com a Espanha (1762).

Para prover despesas da reconstrução, foi imposto ao Brasil um tributo extraordinário, sob o impróprio nome de donativo ou ‘subsídio voluntário’. [Avellar, Hélio de A. História administrativa do Brasil; a administração pombalina, 2.ed, UnB/FUNCEP, 1983, p.16]

Engraçadinho ele, né? Para quem não sabe o que é novilíngua, clicar aqui.