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A Petrobrás, motéis e restaurantes… – momentos curiosos do pensamento econômico brasileiro (e brasilianista)

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Pois é. Juro que não sei o que se passou pela cabeça de Werner Baer, Isaac Kerstenetzky e Annibal Villela quando escreveram este trecho da conclusão de seu artigo sobre o papel do estado na economia brasileira em 1973. Olha que se trata do final do artigo, uma seção chamada Tendências Futuras.

Tem horas que penso que talvez só Freud explique… ^_^

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Boa retórica – Winston Fritsch e a maximização sob restrição

No A Ordem do Progresso (edição de 2014), em seu capítulo terceiro, Winston Fritsch diz, com propriedade, em sua crítica à historiografia tradicional (resumida em duas abordagens):

Todavia, por assentarem seus argumentos essencialmente em uma visão idealista do processo histórico – onde as opiniões dos gestores das políticas são apresentadas como evidência principal da tese – , esses trabalhos não fornecem uma explicação convincente das motivações econômicas para as políticas ortodoxas efetivamente adotadas (…).

Em seguida, ele fecha com chave de ouro, dizendo que o problema das abordagens tradicionais é que:

(…) isto decorre em grande medida do fato de que ambas ignoram as importantes restrições impostas aos gestores da política macroeconômica (…).

Sim ambas na página 47 do dito livro (última edição).

Claro, gostei deste início de capítulo por um motivo: a retórica de Fritsch (meio exagerada no rebuscamento, mas vá lá) é muito boa. Ele apresenta sua visão como uma alternativa melhor fundamentada no que é básico para qualquer economista: ações não são frutos, simplesmente, de desejos ou preferências, mas das mesmas sob as restrições da realidade.

Pode até ser que sua interpretação não receba o “carinho” da evidência empírica, mas a retórica é boa. Para quem está escrevendo uma monografia ou uma tese, esta é uma boa lição de retórica atraente (e lembre-se de que a banca tem que ser seduzida para começar a ler seu trabalho, mesmo que ele seja um pequeno artigo…).