Falhas de governo: o caso dos livros

Novamente o britânico Dalrymple nos dá outro exemplo de que fiz bem em comprar o seu O Prazer de Pensar da É Realizações, 2016. Desta vez, ele fala sobre um curioso caso de uma biblioteca pública que resolve se desfazer de parte do acervo porque se mudara para uma sede menor. Iriam simplesmente jogar vários livros fora e um bibliotecário procura um livreiro para lhe dar alguns livros, não para vendê-los.

Aí você – como eu (e como o autor) – não resiste e pergunta: por que não vender os livros? A biblioteca não poderia ganhar algum dinheiro com isso? A dica para entender o que acontecia está na economia política que gera esta imensa falha de governo:

Há uma regra na Câmara que diz que se algo a ela pertence for vendido por mais de cem libras, a venda tem que ser previamente aprovada. Evidentemente, isso seria impossível quando se trata de centenas, talvez milhares, de itens. A Câmara logo não faria mais nada a não ser aprovar a venda de seus livros. [Dalrymple, T. (2016) O Prazer de Pensar, p.34]

Não é tragicômico?

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