Governo bolivariano inova: “Modelo IS-LM sem LM, Casa da Moeda, etc”

Depois do clássico artigo de Romer sobre o modelo IS-LM sem a curva LM, agora o governo venezuelano (que se reelege e elege seus candidatos com uma frequência incrível nos últimos anos, não?) inova e cria mais uma modalidade de política monetária: o aumento do custo para imprimir moeda.

Como é que nunca pensamos nisso antes? Era o que faltava nos modelos microfundamentados! A gente já colocou moeda na função utilidade (MIU models), já pensou nela como um ativo qualquer naquele modelo estranho do Tobin, em justificativas para congressos para tomar cerveja com os colegas e falar mal de quem (não) pensa em Keynes como um deus, etc.

Mas…………………………………………nunca pensamos em colocar em um modelo uma função para a Casa da Moeda! Até imagino como elaborar um modelo novo. Há várias opções. Podemos pensar em uma equação para uma função de destruição (podemos até criar um Teorema de Chavez-Keynes-Maduro-Groucho Marx) com retornos crescentes de escala. Ou podemos introduzir um meta-custo de menu novo que seria o custo de imprimir moeda para pagar o cara que imprime o menu.

Claro, tem os exercícios algébricos. “Imagine que o governo tem uma IS assim-assim, uma LM assado-assado. Aí o governo aumenta a oferta de moeda em R$ 5 bilhões. O que acontece? Agora, suponha que o governo quer aumentar a oferta de moeda em R$ 5 bilhões, mas para fazer isso tem que gastar R$ 10 bilhões. O que acontece?

O tragicômico é imaginar que é até capaz da inflação parar sua trajetória explosiva.

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