Sabe aquele “modelo neoclássico”?

Pois é. Ninguém consegue definir, embora adore usar como um adjetivo, geralmente associado com coisas ruins, feias ou com a sogra. Eis o que dizem Hansen e Ohanian no início de seu novo paper:

Since there is no generally recognized definition of neoclassical macroeconomics within the profession, we organize the development of these models around two principles. One is based on the exogenous factors driving changes in aggregate time series, and the other is based on the classes of model economies that we consider. [p.2]

Ou seja, eles fazem uma definição funcional para poderem trabalhar porque, como pesquisadores sérios, gostam de boas definições e não de chavões ideológicos. O resto do artigo? Bem, a leitura fica para depois, mas se você é daqueles que fala mal do modelo neoclássico porque é heterodoxo de porta de cadeia (seja de sabor marxista ou austríaco, etc), para você o estudo deste artigo é pré-requisito para sair das trevas da ignorância que está sob a falsa luz da ideologia. Sim, ilumine-se e seja menos ignorante. Depois você poderá até sair por aí falando mal “do modelo neoclássico” (se é que ainda acreditará na existência de um único…), mas pelo menos saberá do que fala.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s