A ética islâmica do subdesenvolvimentismo

Citando Timur Kuran em seu livro, Caplan nos dá uma ótima pista sobre o porquê de alguns países terem uma pedra adicional amarrada a seus pés, tornando-os eternos emergentes que nunca emergem. Assim, governos islâmicos seguem ao pé da letra a religião e proíbem a cobrança de juros. Por que?

The objective is not simply to make Islamic banking more accessible. It is to make all banking Islamic. Certain campaigns against conventional banking have succeeded in making ‘interest-laden’ banking illegal. In Pakistan all banks were ordered in 1979 to purge interest from their operations within five years, and in 1992 the Sharia court removed various critical exemptions. Interest prohibitions have gone into effect also in Iran and the Sudan. [Caplan, B. (2007). The Myth of the Rational Voter, p.33]

Perguntas que me ocorrem: suponha que os refugiados sírios que vieram ao Brasil recentemente não sejam predominantemente católicos. Como eles enxergam a questão dos juros? Como conciliarão sua oposição à cobrança de juros com a prática brasileira?

Interessante pensar nesta questão. Nós, cristão, também já tivemos este pensamento errado sobre juros. Errado, sim, do ponto de vista científico mas não necessariamente do ponto de vista religioso porque uma religião pode pregar o que quiser sem checar fatos empíricos (é questão de fé apenas).

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