Preço dinâmico – novamente

Excelente resumo do pessoal deste ótimo jornal online, o tal de Nexo. Digo “novamente” porque, há uns dias atrás, coloquei aqui o vídeo do Uber explicando o mesmo tema. A vantagem do vídeo a seguir é que ele é mais geral e ainda dá a referência do autor do modelo original do preço dinâmico.

Alienação

Certa vez falamos aqui de amor incondicional. Bem, hoje é a vez da alienação. Segundo Muller (2003):

Alienation: Voter i votes if and only if for some δi > 0, for [Ui(P*) – Ui(Pj)] < δi, for j = 1 or 2. [Mueller, D.C. (2003) Public Choice III, Cambridge University Press, p.232]

Pronto. ^_^

Cliometria em alta

Apenas reproduzo.

Schedule of 2016 Clio and EHA Sessions at ASSA

Note from ASSA: Each person on your program must register for the meetings and pay the registration fee.  The 2016 ASSA Registration and Housing is scheduled to open on September 10th.  All sessions will be equipped with a projector and screen for your presentation. ASSA will not provide computers. Microphones will be available in the larger rooms.

 

Cliometric Society Sessions

New Wine in Old Bottles: Capitalism, Monetary Policy, Panics and War

Date    January 3, 2016

Time   10:15 am12:15 pm

Room  Union Square 24, Hilton Union Square

Organizer: Claude Diebolt (Strasbourg)

Chair: Claude Diebolt (Strasbourg)

Discussants: Robert Margo (Boston University), Mike Haupert (University of Wisconsin – La Crosse), Jon Moen (University of Mississippi), Claude Diebolt (Strasbourg)

Papers:

“The ‘New History of Capitalism’ and Slavery,” Paul Rhode (Michigan) and Alan Olmstead (UC-Davis)

“The Taylor Rule in the 1920s,” Alexander Field (Santa Clara)

“How to Prevent a Banking Panic: the Barings Crisis of 1890,” Eugene White (Rutgers)

“The Irrational Rationality of War and Economics,” Roger Ransom (UC Riverside)

 

Historical Growth Dynamics of the Modern World

Date    January 3, 2016

Time   12:30 pm2:15 pm

Room  Union Square 24, Hilton Union Square

Organizer: Claude Diebolt (Strasbourg)

Chair: Mike Haupert (University of Wisconsin – La Crosse)

Discussants: David Mitch (University of Maryland Baltimore County), Ahmed Rahman (U.S. Naval Academy), Raphael Franck (Brown)

Papers:

“How Ethics and Rhetoric, Not Solely Material Interests, Caused the Modern World: An Essay in Humanomics,” Deirdre McCloskey (Illinois – Chicago Circle)

“Reconstruction Dynamics: The Impact of World War II on Post-War Economic Growth,” Petros Milionis (University of Groningen) and Tamas Vonyo (Bocconi University)

“Keeping our Bearings in Public R&D: Lessons from Britain’s Board of Longitude (1714-1828),” Paul David (Stanford)

 

Money and Banking: Local and Global

Date    January 3, 2016

Time   2:30 pm – 4:30 pm

Room  Union Square 24, Hilton Union Square

Organizer: Claude Diebolt (Strasbourg)

Chair: Claude Diebolt (University of Strasbourg)

Discussants: Vincent Bignon (Banque de France), Eric Monnet (Bank of France), Sumner La Croix (University of Hawai’i), Gary Richardson (University of California – Irvine)

Papers:

“Bank Concentration in the United States, 1835-1920,” Matthew Jaremski (Colgate) and Caroline Fohlin (Emory)

“Global Banking and the International Transmission of the 1931 Financial Crisis” Olivier Accominotti (LSE)

“Is Paper Money Just Paper Money? Experimentation and Variation in the Paper Monies Issued by the American Colonies from 1690 to 1775,” Farley Grubb (Delaware)

“UK Monetary and Credit Policy after the Radcliffe Report,” Oliver Bush (LSE), David Aikman (Bank of England), and Alan Taylor (UC Davis)

 

Economic History Association Sessions

Social Mobility and Demography in China and Japan

Date    January 4, 2016

Time   12:30 pm2:15 pm

Room  Sutter A & B, Hilton Union Square

Organizer: Richard Hornbeck (Harvard)

Chair: Noam Yuchtman (UC-Berkeley)

Discussants: Noam Yuchtman (UC-Berkeley), Chiaki Moriguchi (Hitotsubashi University), Ruixue Jia (UC-San Diego)

Papers:

“Social Mobility in China, 1645-2012: A Surname Study,” Gregory Clark (UC Davis)

“The Engine and the Reaper: Industrialization and Mortality Rates in Late Nineteenth Century Japan,” John Tang (Australian National University)

“Historical Traumas and the Roots of Political Distrust: Political Inference from the Great Chinese Famine,” Yuyu Chen and David Y. Yang (Stanford)

 

Institutions Matter: Economic and Social Policies in the Long Run

Date    January 4, 2016

Time   2:30 pm – 4:30 pm

Room  Sutter A & B, Hilton Union Square

Organizer: Richard Hornbeck (Harvard)

Chair: Julia Cage (Sciences Po)

Discussants: Daniel Shoag (Harvard), Eric Edwards (Utah State), Julia Cage (Sciences Po), Michael Bordo (Rutgers)

Papers:

“Policy Uncertainty and Investment: Evidence from the English East India Company,” Dan Bogart (UC Irvine)

“Inter-annual Water Supply Variation and Irrigated Agriculture in the Arid Western United States: One Hundred Years of Agricultural Census Observations from Idaho,” Zeynep Hansen (Boise State), Scott Lowe (Boise State) and Wenchao Xu (Xiamen University)

“Institution Protections, Capital Costs, and Long-Run Economic Growth,” Benjamin Chabot (Federal Reserve Bank – Chicago)

“Foreign Reserves and International Adjustments Under the Bretton Woods System: a reappraisal,” Eric Monnet (Bank of France)

 

Cliometric Society Reception

For friends of economic history

Date    January 4, 2016

Time   6:00 pm8:00 pm

Room  Union Square 22, Hilton Union Square

Sobre animais (bípedes ou não)

Debate que só acontece em uma sociedade que adora censurar o outro porque, claro, sempre o outro ‘precisa’ ser educado porque ‘nós, sim, somos tolerantes e bonzinhos e, por isso, censuramos’.

Sobre o que falo? Descubra aqui. Caso queira, assine esta petição. Finalmente, descubra porque os heterodoxos estão tão bravos: perderam o monopólio da fama de cultos leitores do latim. ^_^

Retrospectiva 2015

  1. Meu alerta do começo do ano (divertido, né?).
  2. IS-LM em R.
  3. Qual é o sentido da vida?
  4. Folclore e instituições informais.
  5. Panelaço(zinho) em defesa do teste ADF.
  6. O antigo CEFIP.
  7. Custou-me os olhos da cara!
  8. Sobre usar os modelos…
  9. Momento R do Dia do Gabriel Sallum.
  10. A Irracionalidade Racional explicada por Narloch (o Chico da Dilma é o exemplo).
  11. O rico arrogante e o Uber.
  12. Oscar Wilde ensina Economia.
  13. Machado de Assis, FHC e Sette-Câmara (Momento R do Dia).
  14. O cão, o gato e o rato e a burocracia portuguesa.
  15. Uber, táxis e o quinto do ouro.
  16. Pedidos inusitados de socorro.
  17. O debate infindável do Uber.
  18. A miséria da crítica heterodoxa (voltou a ser um post atual após a totalitária petição de alguns heterodoxos que não entendem o valor da liberdade de expressão).
  19. Novamente a multa do sushi.
  20. Confiança e crescimento do governo.
  21. Bastiat no Brasil…há 134 anos.
  22. “Lucro presumido” na Minas Gerais da era do ouro.
  23. Desarmamento ajudou a conter crimes? Não sabemos.
  24. Um resumo de 15 anos de sala de aula.
  25. O número ótimo de navios negreiros.
  26. O calabouço monopolista.
  27. A econometria do clássico Bra-Pel.
  28. Minha despedida.

Bem, não foi uma retrospectiva baseada no número de leitores, mas em uma rápida pesquisa pessoal (minha) que, inclusive, deixou de lado, por algum motivo, alguns posts que fiz sobre o Uber (mas o leitor vai encontrá-los facilmente).

Foi um ano intenso em publicações? Não sei avaliar. Mas notei que consegui retomar meus posts favoritos sobre história econômica (e minhas irresponsáveis incursões pelo folclore).

Ainda ecoa em minha mente um comentário que chegou a este blog certa vez, sobre eu apenas divulgar e não publicar textos de minha autoria. Bem, este ano eu acho que reverti a situação a meu favor. Não totalmente, porque as pessoas publicam tantas coisas interessantes que não há como não divulgar ^_^.

Bem, acho que por enquanto é só pessoal. Caso você não concorde com minha retrospectiva, envie suas sugestões no espaço de comentários. Até mais.

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O gato ainda não subiu no telhado…acho.

Contrafactuais e o Brasil

Vinicius e João Manoel com mais um texto legal sobre a economia brasileira. Eles falam de contrafactuais e, se você está no mestrado do PPGOM (a página está com problemas de atualização, mas o básico está lá), poderá conversar com um professor que entende muito do tema, o Felipe Garcia.

Custos de Menu…novamente

Ok, aqui apenas a citação com o link porque custo de menu é um tópico sempre interessante, mas com o qual não trabalho diretamente (ainda). Mas os alunos adoram-no. Com você, o último artigo sobre o tema.

Are Sticky Prices Costly? Evidence from the Stock Market

We show that after monetary policy announcements, the conditional volatility of stock market returns rises more for firms with stickier prices than for firms with more flexible prices. This differential reaction is economically large and strikingly robust to a broad array of checks. These results suggest that menu costs—broadly defined to include physical costs of price adjustment, informational frictions, etc.—are an important factor for nominal price rigidity at the micro level. We also show that our empirical results are qualitatively and, under plausible calibrations, quantitatively consistent with New Keynesian macroeconomic models in which firms have heterogeneous price stickiness. (JEL E12, E31, E43, E44, E52, G12, L11)

Oferta e Demanda

Eis um exercício simples de oferta e demanda: dizer qual curva se deslocou, conforme esta notícia. O que acontece com a oferta e a demanda no mercado de viagens interestaduais (ou mesmo inter-países do Mercosul) quando…

A Empresa do Terminal Rodoviário de Pelotas (Eterpel) espera incremento no número de partidas e chegadas à cidade em decorrência do feriado de Natal, o mais movimentado do ano. Mesmo assim, a movimentação deve ser 10% menor se comparada a 2014, quando mais de 340 veículos circularam pela rodoviária carregando 65 mil passageiros.  (…) os resultados serão inferiores a 2014 devido à crise econômica e à alta do dólar. Desde 2013, o fluxo de viagens nesta época do ano vem caindo na Rodoviária pelotense. Para Rodrigues, a elevação no preço das passagens e o crescimento da frota veicular da cidade tem impacto importante neste cenário.

Em outras palavras: o entrevistado se refere ao movimento de estrangeiros e pelotenses reagindo à variação do dólar e à crise (queda de renda do consumidor nacional).

Além disso, há a questão da substituição de viagens de ônibus por automóveis (diante do aumento no preço das passagens por conta dos custos mais elevados dos insumos, o consumidor substitui ônibus por automóveis).

O exercício interessante é colocar todos estes fatores em ação em um diagrama de oferta e demanda. [Dica: comece com o aumento de custos das empresas de ônibus e depois incorpore a mudança no câmbio e a queda na renda dos consumidores]

Liberação de drogas: Uruguai e Brasil

Os economistas já falaram muito sobre o tema. Agora, com o experimento uruguaio, há uma oportunidade de se mensurar seus efeitos, conforme noticia o Diário Popular, de Pelotas.

O que os economistas esperam? Bem, não é difícil saber. O cientista político Diogo Costa já disseminou boa parte das nossas opiniões por aí. Você também pode pesquisar sobre o tema nos escritos do Jeffrey Miron, de Harvard. A The Economist tem uma opinião aqui. Finalmente, um estudo da London School of Economics sobre o tema, aqui. Aliás, o legal deste último estudo é a elasticidade-preço da demanda calculada.

Hence, even if one somehow knew that legalisation would reduce retail prices by 75 percent for cannabis and 90 percent for cocaine, and even if one knew those drugs’ elasticities over modest prices changes in the past were -0.5 and -0.75, respectively, it would almost certainly be wrong to project a price-induced increase in consumption of only 0.75*0.5 = 37.5 percent and 0.9*0.75 = 67.5 percent, respectively. Indeed, Caulkins and Kilmer et al. show that one cannot rule out the possibility that the actual increases could be very much larger. (p.22 do referido estudo)

Outro estudo interessante é este no qual encontramos o conceito de elasticidade-preço total da demanda.

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O tema é, certamente, interessante e importante. O grande problema é conseguir os dados, notadamente no caso do Brasil. Com esta pesquisa nova que envolve alunos e pesquisadores da área de Saúde da UFPel, espero, minimizaremos este problema.

Como a ciência evolui?

Understanding the Changing Structure of Scientific Inquiry

Agrawal, Ajay, Avi Goldfarb, and Florenta Teodoridis. 2016. “Understanding the Changing Structure of Scientific Inquiry.” American Economic Journal: Applied Economics, 8(1): 100-128.

DOI: 10.1257/app.20140135

Abstract

The fall of the Iron Curtain led to an influx of new mathematical ideas into western science. We show that research teams grew disproportionately in size in subfields of mathematics in which the Soviets were strongest. This is consistent with the knowledge burden hypothesis that an outward shift in the knowledge frontier increases the returns to collaboration. We also report additional evidence consistent with this interpretation: (i) The effect is present in countries outside the United States and is not correlated with the local population of Soviet scholars, (ii) Researchers in Soviet-rich subfields disproportionately increased their level of specialization. (JEL I23, O31, O33, P36)

No mínimo, um artigo interessante e os autores encontram evidências favoráveis à hipótese do deslocamento da fronteira do conhecimento (algo que aparece em um modelo de B. Jones).

Tomada de decisão

Foram anos ensinando Teoria Microeconômica básica (refiro-me à teoria da decisão do consumidor) para alunos de graduação e, por isto, acabei tomando algum gosto pela coisa.

Assim, sempre que vejo algo relacionado à tomada de decisão, não resisto a divulgar aqui. Desta vez é o modelo AHP (analytic hierarchy process), implementado em R pelo pacote homônimo, ahp.

O tutorial é bem simples, mas o chato é que para montar sua própria base de dados, dá um certo trabalho (por exemplo, não sei o que é um arquivo “yaml”). De qualquer forma, não deve ser difícil investir na brincadeira.

Gosto destas heurísticas de decisão. No fundo, acho que tudo é derivável de algum modelo de maximização sujeito a restrição(ões) as mais variadas. Bom, este é meu palpite.

Quantas combinações de alunos que fazem a P2 são possíveis usando as palavras-chave da imagem abaixo (ignore os nomes dos canais)?

alunolouco

“P2” é o nome que se dá à segunda prova lá na faculdade em que trabalhei. Caso o cara afunde, vai para a substitutiva (o popular “exame” em outras faculdades).

Preço dinâmico – uma aula de economia do Uber

Sabe o que você pensa quando uma promessa de bônus por produtividade é proposta por seu chefe? Pois é. Você fica feliz. Todo mundo que trabalha sob um contrato assim acha legal. Não seria diferente para motoristas do Uber.

Para o consumidor, claro, também é interessante. Afinal, você mesmo, consumidor, pode acompanhar as mudanças de preços e se planejar melhor, ajustando os gastos com o que cabe no seu bolso.