Liberalismo e Escravidão: Um Exemplo De Um Antigo Movimento pelo Brasil Livre

José Bonifácio radicou o seu discurso nas premissas do direito natural, parecendo às vezes argumentar tendo diante de si o folheto de Domingos Barreto, ou algum símile dele. Por conseguinte, se ‘os negros são homens como nós e não formam uma espécie de brutos animais, se sentem e pensam como nós’, a razão e a humanidade mandavam que se lhes reconhecesse a condição inata de liberdade. Sofismavam os que diziam que favorecer ‘a liberdade dos escravos’ era ‘atacar a propriedade’; a propriedade teria sido ‘sancionada para o bem de todos’, não havendo como supor que os escravos se beneficiassem ao perder ‘todos os seus direitos naturais’, tornando de ‘pessoa a coisa’, na frase do jurisconsulto. A propriedade escrava consistia no ‘direito da força, pois que o homem, não podendo ser coisa, não pode ser objeto de propriedade’; ‘se a lei deve defender a propriedade, muito mais deve defender a liberdade pessoal dos homens’. [Chalhoub, S. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista, Editora Schwarcz, 2012, p.40-41]

Entre o bolivarianismo e o andradismo, fico com o último.

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