Uma amostra do que eu já fiz em sala de aula ao longo destes ‘quinze e poucos anos’ e que me deixou feliz

Bateu aquela saudade…Estou em um momento de jogar fora a falsa modéstia. Trata-se de um desabafo positivo e quero aproveitar para relembrar os nomes de meus ex-alunos que honraram a camisa da faculdade cumprindo tarefas inusitadas. Então, com licença, mas quero que fique bem claro o quanto de valor ajudei a gerar para cada um dos alunos.

Primeiramente, os alunos que, voluntariamente, candidataram-se, juntamente com outras pessoas, sem qualquer ligação com a faculdade, a analisar o problema do pagamento pela sobra dos sushi.

Em segundo lugar, a turma que topou o desafio de analisar a concorrência imperfeita na história economica mundial, especificamente, entre duas gigantes do mercantilismo. Neste trabalho, eu bem me lembro, a turma percebeu que o trabalho em grupo é sempre duro, difícil, e é preciso alinhar muito bem os incentivos.

Em terceiro lugar, a turma que resolveu estudar a questão dos custos na – hoje inexistente – cadeia Blockbuster. Eu me recordo deste trabalho como um dos mais interessantes que já consegui gerar em uma turma de alunos. Lembro-me de algum professor, acho que de Administração, de São Paulo, que me pediu para usá-lo como um case.

Em quarto, a turma que enfrentou todos os problemas de relacionamento – foi quase um reality show – para estudar os determinantes da eleição da Dilma em 2014. Ninguém desta turma esquecerá as eleições ou o trabalho. Foi exaustivo e, novamente, vimos que gerar bens públicos (como é o caso do trabalho) é algo extremamente complexo.

Em quinto, não podemos nos esquecer, houve aquele desafio que gerou os vídeos mais divertidos da faculdade, o Quadro Negro dos Fundos. Este desafio foi distinto dos outros, pois envolvia a confecção de vídeos. Vejo, até hoje, alguns dos alunos orgulhosos dos vídeos. Foi uma sensação na faculdade. Eu levei a idéia de um concurso para os chefes, mas nunca foi para frente. Uma pena.

Não vou nem falar do extinto Nepom, porque todos já o conhecem. Tenho muita alegria em ter ouvido uns dois alunos me dizerem que a participação no grupo os ajudou a arrumar um estágio. Houve outro que foi entrevistado e selecionado em uma apresentação. Quantas vezes na vida a gente vê isso?

Ah, claro, um dos meus favoritos, o Projeto 42. Foi ali que uma aluna calada, tímida, de repente, revelou-se uma das melhores escritoras da turma. Era um trabalho de Técnicas de Pesquisa em Economia, para treinar os alunos na escrita. Foi, provavelmente, um dos meus primeiros experimentos com alunos e blogs. Não seria demais dizer que me influenciou a fazer o blog do Nepom. Acho até que foi este o caso.

Quantas vezes na vida a gente tem a oportunidade de ajudar na compreensão científica do mundo de nossos alunos? Pode ser que seja uma aula, um momento de uma aula, ou, quem sabe, em trabalhos como estes.

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