Policiamento da capital brasileira, circa 1808

Eu bem que tentei, mas não deu, gente.

O cumprimento da lei é muito importante, não? Ainda mais no Rio de Janeiro, na época em que a Corte estava aqui. Claro, sabemos que pessoas que bebem um pouco mais de cerveja e afins são potenciais arruaceiros. Que tal fechar as tavernas após às 22 horas e colocar a polícia nas ruas?

Então, o governo, com sua recém-criada Guarda Real de Polícia, entra em ação. Claro, vamos ver o cumprimento da lei e prisões, não?

Mas nem sempre isso acontecia. Em ofício dirigido ao general das Tropas, João Batista de Azevedo Coutinho, o intendente relata o tumulto provocado pelos soldados do Regimento de Cavalaria da Corte. Alguns deles foram presos por outra ronda militar. Interessante é o motivo da prisão. Esses soldados davam ‘proteção’ a um bar que descumpriu a determinação da Intendência de Polícia de fechar a ‘horas competentes’. [FARIAS, Juliana B.; GOMES, Flávio dos; SOARES, Carlos E. L. & ARAÚJO, Carlos E.M.de. “Cidades Negras – Africanos, crioulos e espaços urbanos no Brasil escravista do século XIX”. Alameda Casa Editorial, São Paulo, 2006, 2ª edição]

Incentivos importam e não há nada na descrição histórica dos fatos, seja aqui, lá ou acolá, que me façam pensar diferente. Não basta escrever uma lei em um pedaço de papel, como imaginam alguns calouros das faculdades de Direito, para que a realidade se transforme em um paraíso.

 

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