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A lei dos rendimentos decrescentes…de Arthur Koestler

O segundo copo de cachaça já me dá menos prazer do que o primeiro. Humm…

O famoso escritor Arthur Koestler, certa vez, tentou enxergar a literatura sob a lente da lei dos rendimentos decrescentes (você pode ler, online, o texto dele aqui, de 1970, na revista Encounter). Uma crítica à leitura de Koestler encontra-se aqui (basicamente, ele não seria falseável).

Mesmo assim, acho que vale a curiosidade de citar sua descrição (parece que ele entendia razoavelmente bem a noção de rendimentos decrescentes, não?):

If even a squid can be that blasé, how can the writer hope to fight the law of diminishing returns? The recurrent cycles of stagnation, crisis,revolution and new departure seem to be mainly caused by the progressive habituation of both artist and audience to any well-established technique, style or subject-matter,and its resulting loss of emotional appeal, of evocative power. [p.43]

Legal, heim? Curiosamente, não achei no texto alguma citação sobre a lei, embora haja lá umas referências esparsas. O nome do texto? Não se surpreenda: Literature and the Law of Diminishing Returns, Encounter, May/1970, p.38-45.

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Momento R do Dia – A volta de Lady Gaga e a Wikipedia…agora exclusivamente em R!

A Econometria da Lady Gaga na Wikipedia é um arquivo em formato pdf gerado completamente no RStudio, por meio da linguagem R Markdown (*). Eu poderia ter salvado o arquivo em formato html, mas queria deixar o documento em um formato que muitos acham mais confortável.

Trata-se de uma nota de aula sobre séries de tempo que seria um complemento para uma aula teórica de Cointegração (pelo método simples, ou seja, de Engle-Granger) e com causalidade de Granger.

Por que eu fiz esta nota? Porque queria mostrar ao leitor que não é preciso usar nada além do próprio R para gerar relatórios de pesquisa, notas de aula, slides (sim, eu poderia ter gerado slides!) ou um documento de Word com toda a minha pesquisa. Em outras palavras, até um artigo poderia ser totalmente gerado dentro do R.

Digamos que você usou o Gretl ou o Stata para alguns itens. Não tem problema. Os resultados poderiam ser importados para dentro do R e utilizados no relatório. O mesmo vale para imagens ou vídeos.

Espero que curta o exercício. Ele é completamente auto-explicativo e facilmente reproduzível (bem, mais ou menos porque não delimitei a data final da amostra no meu comando e, na prática, o relatório pode ser replicado a cada dia com a amostra aumentando a cada dia adicional…) por qualquer um que saiba copiar e colar comandos do relatório (ou, para ser mais estudioso, copiar manualmente) na janela de comandos do R.

Não é um exercício completo como eu gostaria, mas é bastante ilustrativo. O leitor com um pouco mais de criatividade pode mudar o meu exemplo e fazer um breve artigo mais interessante. Aliás, acho que esta foi a idéia original do autor do pacote, eu diria, mais charmoso desta nota, o wikipediatrend.

Ah sim, antes que você pergunte, eu só escolhi a Lady Gaga porque ela é pop, vai chamar a atenção do leitor (suponho) e porque ela atuou em Machete Kills. (**)

(*) Minto apenas porque inseri números de páginas no arquivo posteriormente usando um editor de arquivos pdf. Fora isto, é tudo verdade!

(**) Caso você pesquise este blog, encontrará alguns Momentos R do Dia anteriores em que eu fazia este mesmo exercício.

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Por que os que atacam o ajuste fiscal estão errados?

Politicamente faz sentido a oposição ser contra? Faz. Agora, tecnicamente, faz sentido alguém ser contra? Não. Assim, você já deve ter entendido: o jogo político gera, em si mesmo (ou, marxianamente (?) falando, por si mesmo) incentivos para que políticos falem mal do ajuste (caso o governo tenha feito pedaladas fiscais antes da eleição, então nem comento…).

Ótimo texto.

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Capital Humano, Imigração e Economia Brasileira

Outro artigo interessante.

Human Capital Persistence and Development

By: Claudio Ferraz (Department of Economics PUC-Rio) ; Rodrigo Reis Soares (São Paulo School of Economics) ; Rudi Rocha (UFRJ – Instituto de Economia)
This paper examines the role of human capital persistence in explaining long-term development. We exploit variation induced by a state-sponsored settlement policy that attracted a pool of immigrants with higher levels of schooling to particular regions of Brazil in the late 19th and early 20th century. We show that municipalities that received settlements experienced increases in schooling that persisted over time. One century after the policy, localities that received state-sponsored settlements had higher levels of schooling and income per capita. We provide evidence that long-run effects were driven by persistently higher supply and use of educational inputs and shifts in the structure of occupations towards skill-intensive sectors.