Belo Horizonte continua muito pouco eficiente: o caso da lei do preço único

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Carlos Góes, que também é do ótimo Mercado Popular, tem um trabalho interessante (é um working paper do FMI). A idéia é bem simples (o que não quer dizer que o trabalho seja fácil): testar a famosa lei do preço único para as regiões metropolitanas brasileiras.

Na figura acima, um de seus achados. Ele mesmo, e seu co-autor, explicam:

Figure 3 shows how the persistence of price level deviations varies across cities. Tradable price divergences range from a maximum of 17 months in Belo Horizonte to a minimum of 10.8 months in Curitiba. By contrast, non-tradable price divergences vary from 23.8 months in Salvador to 15.5 months in Belem. The standard deviation of half lives averages between cities is and months for tradables and non-tradables, respectively. There seems to be no overarching pattern in the distribution of half lives, suggesting a potential avenue for further research.

Como você pode imaginar, leitor, quanto mais lenta a convergência, maiores as suspeitas de que os mercados não funcionam de forma eficiente. Belo Horizonte – meu local de nascimento – aparece em primeiro lugar. Por conta de todas as anedotas que me passam pela cabeça (sem falar no path dependence detectado no importante artigo do Rodrigo Soares, Juliano Assunção e Joana Naritomi), eu não consigo imaginar como isso não estaria uma evidência da pouca eficácia do funcionamento dos mercados na capital da terra do pão de queijo. ^_^

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