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Por que tanta poluição no socialismo?

It is ironic, at least in terms of the rhetoric, that communist states had a hard time keeping resources such as air and rivers from getting into the public domain (the ultimate in collective ownership!). As a result, the value of these resources was reduced to a level much lower than the one they occupy in capitalist states. [Barzel, Y. (1997). Economic Analysis of Property Rights, Cambridge University Press, 2nd ed, p.135]

Era difícil manter rios e o ar como bens privados, logo, seu valor caiu e, portanto, mais poluição, como sabemos. A ironia a que se refere Barzel está no fato de que, na realidade, os países socialistas (hoje, recusam o rótulo e preferem, por exemplo, bolivarianismo) eram caracterizados por uma elite que enriquecia às custas da população. Ou seja, desfrutavam de direitos de propriedade privados, sim, sobre vários bens e serviços mas não conseguiram manter rios e o próprio ar como bens privados. Pelo menos não no grau que existe no capitalismo (ou você acha que a idéia do mercado de carbono surgiu no Kremilin?).

Interessante, não?

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Um vídeo (que ficou até bem longo, sorry pals!) sobre Uber e táxis, resumindo muito do que escrevi aqui

Queria que tivesse ficado menor, mas não sou tão bom para editar vídeos. Além disso, como fiquei um bom tempo sem fazer meus vídeos, perdi um pouco o traquejo. Caso você já tenha lido o que andei escrevendo aqui sobre o tema, o vídeo é dispensável, mas você pode assisti-lo assim mesmo. Vai que ajuda a entender algo que não ficou claro, não é?

Bem, é isto.

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Outro ponto na discussão sobre transporte de pessoas: o custo do insumo (e um resumo de quase tudo que já escrevi aqui antes sobre o caso “Uber”)

uber_taxis

Não chequei a fonte, mas me parece que os dados estão corretos. Posto isto, cai por terra outro argumento estranho de que quem dirige um Honda Civic tem menos custos do quem dirige um Gol.

Ah sim, para Belo Horizonte, alguns jornalistas fizeram parte do dever de casa e nos mostram que a classe dos taxistas não é tão homogênea assim em termos de renda (veja também a breve matéria sobre os taxistas e suas empresas de fachada).

Em outras palavras, a questão do Uber (veja que já estou cansado de levantar pontos para a reflexão em diversos textos que publiquei aqui) continua na ordem do dia e prefeitos e vereadores têm nas mãos a oportunidade de se mostrarem mais ou menos interessados no bem-estar de seus eleitores nestes tempos em que vivemos…

Ah sim, leiam também este ótimo texto do Carrasco e do Mello. Algumas analogias que já fiz são esta, esta e esta). Os estudantes (alunos ou professores ou leigos) de Ciências Econômicas talvez gostem dos seguintes textos: este, este (com dados), este, este (com análise do CADE sobre o tema) e este (no qual mostro com um exercício simples típico do primeiro ano de um estudante de Ciências Econômicas, boa parte do que já disse em outros textos). Caso você seja um leitor de primeira viagem deste blog, espero que goste destes textos.