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Gírias e linguagens em uma década…e uma idéia para um estudo usando o R

Curiosidades não-econômicas (pelo menos, aparentemente não econômicas)…desta vez, a transição na linguagem dos quadrinhos de Abril/1970 a Novembro/1979.

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Os “covardes” viraram “trouxas”, já “amedrontar” virou “dar para trás” (“trouxa” entrou no começo da década dos 80…hoje já não é usado). O famigerado “gente” entra no lugar do “nós” (e me lembro que minhas professoras de português tinham horror disto). Sem falar no “pinóia”, muito usado tanto em minha infância quanto na adolescência.

Mas o que ainda me deixa curioso é esta diminuição no número de frases na transição das histórias que eram publicadas pela Ebal e foram para a Abril. Note como os mesmos quadros, em muitas ocasiões, apresentam menos texto na edição mais recente.

Tivesse eu um bolsista e um amigo linguista, iria sugerir para tabularem os textos das revistas e usar o R para analisar a mudança nas nuvens de palavras.

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Tua soberba será tua desgraça?

O ter muita fazenda cria, comumente, nos homens ricos e poderosos, desprezo da gente mais nobre; e, por isso, Deus facilmente lha tira, para que se não sirvam dela para crescer em soberba. Quem chegou a ter título de senhor, parece que em todos quer dependência de servos.

(…)

Nada, pois, tenha o senhor do engenho de altivo, nada de arrogante e soberbo, antes, seja muito afável com todos e olhe para os seus lavradores como para verdadeiros amigos, pois tais são na verdade, quanto se desentranham para trazerem os seus partidos bem plantados e limpos, com grande emolumento do engenho, e dê-lhes todo o adjutório que puder em seus apertos, assim com a autoridade como com a fazenda. [Antonil, A. J. (1982) [original de 1711], Cultura e Opulência do Brasil, p.79]

Problemas de principal-agente? Não basta pagar salário, tem que saber liderar os subordinados. É o que nos diz Antonil no século XVIII. Ou seja, muito modismo da literatura de auto-ajuda para empresários apenas repete o que se fala há, literalmente, séculos.

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Quanto custava tirar umas fotos em Agosto de 1979? Agora pense no Uber.

tecnologia_fotos

Só Cr$ 359,00! Bem, isto nesta oferta da época que a gente encontrava em revistas em quadrinhos. Você comprava a câmera e ganhava o filme grátis (ou seja, o preço já estava incluso, claro). Aí era só tirar as fotos, rezar, levar para uma loja, entregar para a revelação, esperar uns dias…

Já parou para pensar em quantos empregos foram destruídos em termos de revelação de filmes, quiosques de revelação em shoppings, etc, quando vieram as máquinas digitais e os celulares neoliberais-imperialistas? Eles chegaram de mansinho, não tinham licença para revelar fotos, é….lembra o caso do Uber, não lembra?

Quem estudou macroeconomia, sabe!

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Momento R do Dia – Um resumo de várias regressões (MQO)

Ok, esta é rápida. Usei os dados da Penn World Tables 8.1 (o pacote é o pwt8) e estimei funções consumo keynesianas simples para todos os países da base. Mas eu queria visualizar três destes países de forma fácil: Brasil, Argentina e Venezuela cujos códigos são, respectivamente, BRA, ARG e VEN.

Então, após carregar o pacote memisc, usei o comando mtable. Eis como funciona.

library(memisc)
mtable123 <- mtable("BRA"=models$BRA,"ARG"=models$ARG,"VEN"=models$VEN,
                    summary.stats=c("sigma","R-squared","F","p","N"))
mtable123

A saída:

blog_exemplo

Legal, não? Você só precisa ter suas regressões prontas. O R nos dá várias possibilidades de formatação de tabelas mas, infelizmente, não há um único comando que faça isto para todos os tipos de modelos. O leitor pode explorar pacotes como stargazertexreg ou este aí, que é o Memisc.

Bom, depois eu volto com mais dicas ou momentos R do dia.