Grécia e Restrição Orçamentária Não-Rígida

O Leo Monasterio nos lembra que, para entender a questão da Grécia, você tem que entender um pouco do conceito de Market Preserving Federalism, ou melhor, de soft budget constraint.

O Boueri chama-a de restrição orçamentária maleável, embora eu – e outros – prefiramos restrição orçamentária frouxa (ou não-rígida). Talvez Boueri possa ver um exemplo de reflexão sobre a realidade brasileira usando estes conceitos em um trabalho escrito alguns anos antes do ótimo livro citado pelo Leo, aqui (o segundo colocado tem um trabalho sobre isto, aplicado a Minas Gerais).

Continuo insistindo que Janos Kornai merece um Nobel pela introdução deste belíssimo conceito (restrição orçamentária não-rígida) juntamente com o Barry Weingast (já que Ronald McKinnon faleceu). É uma aposta remota para um Nobel, eu sei, mas com os problemas da Grécia vemos, novamente, que o problema da rigidez da restrição orçamentária é muito atual.

Sim, seria um prazer imenso voltar ao tema e ver novos trabalhos tentando medir, empiricamente, o grau de rigidez de restrições orçamentárias municipais, estaduais, nacionais…ou, melhor ainda, estudando a questão de seus determinantes. Eis aí um tema de monografia que não deveria ser desprezado.

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