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Reputação de terroristas e recrutamento: o caso do ISIS

Artigo interessante, aqui. Eis um trecho do resumo:

We coded tactics used by VEOs such as ISIS to establish a strong brand reputation, and examined the relationship between branding strategies and markers of performance (e.g., recruitment and fundraising) using a sample of 60 historically notable VEOs spanning a variety of ideologies, cultures, and periods of peak performance. The primary contribution of studying such a diverse sample of VEOs is the identification of how branding strategies can predict recruitment of talented personnel, financial sources, and organizational capacity for violence. Two key findings discussed are (1) VEOs market and differentiate themselves via malevolently innovative attacks, and (2) even negatively-toned media coverage is related to their long-term fundraising viability.

Em outras palavras, o modelo de maximização de lucros de uma firma pode ser adaptado (embora os autores não apresentem um modelo algébrico explícito) para se estudar organizações terroristas. Veja como são as coisas: aquela crueldade toda de cortar cabeça de pessoas é uma estratégia efetiva no marketing deles. Além disso, como seria esperado neste tipo de negócio, propagandas negativas aumentam as receitas financeiras de grupos como o ISIS. Citando um trecho da conclusão:

The implications for understanding the relationship between financiers of terrorism and acts of terrorism are important; it may be that the psychological impact of attacks (e.g., the video-taped beheadings by ISIS created a global media buzz about the organization) sends a message to investors similar to the way pricing and product design send signals to investors in conventional organizations of firm viability and likely sustainability.

Ou seja, basicamente uma versão malvada do mecanismo de preços hayekiano.

O artigo não é tão profundo quanto eu gostaria na parte estatística, mas vale a leitura.

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Teoria do Consumidor e Matrizes

Não, não vou falar de formas quadráticas (e estas não dizem respeito ao Bob Esponja) e nem condições de segunda ordem. Na verdade, eu me pergunto o que é que leva alguém a perguntar ao professor, de forma preguiçosa e debochada para que servem as matrizes se nunca vou usar isto na minha vida (pois consigo prever o futuro e sei disto, embora não consiga saber a matéria da prova)?

Pois é. Matrizes não são apenas para seu masoquismo, leitor. Matrizes servem para muita coisa. Por exemplo, digamos que eu, empresário, queira descobrir padrões de preferências dos consumidores. Claro que você percebe o motivo de algum empresário querer fazer isto, né?

Assim, considere este texto do excelente blog do Joel Caldwell (e este outro, que ele cita lá). Não sei não, mas me parece que as matrizes são muito mais úteis do que você imaginava, não?