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Uniões monetárias mudam a dinâmica da inflação de seus países-membros?

Os autores deste ótimo texto iniciam seu estudo assim:

Since the beginning of the European Union (EU), the topic of a common currency was a controversial issue. Although the Economic and Monetary Union (EMU) is now a fact, the discussion about the economic effects of the euro is far from being settled. The controversial topics range from the question of whether or not the eurozone is indeed an optimal currency area (as developed in Mundell 1961), all the way to the very survival of the euro in light of the budgetary problems of some of its member states. The effects of monetary unions on a number of macroeconomic indicators, with inflation being of increased importance, is at the center of an ongoing debate. This concerns the issue of short-run and steady-state inflation uncertainty – in relation to inflation expectations – as dealt with in Caporale and Kontonikas (2009), or the degree of similarity of short-run dynamic properties of the inflation rates in EU countries, which is the topic of the investigation by Palomba, Sarno, and Zazzaro (2009). Throughout the literature, there is still a considerable degree of uncertainty as to what extent the introduction of the euro, or monetary unions in general, affects the inflation rate.

Ótimo, não? Então, aparentemente, a dinâmica inflacionária pode mudar quando um país resolve fazer parte de uma união monetária. Obviamente, é uma questão empírica. Não tem jeito.

O resultado parece reforçar a evidência de que a união monetária gera um ganho social com a queda da inflação. Mas vale a pena dar uma lida no restante do artigo para entender melhor o que os autores encontraram.

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Claudia Goldin: uma bela entrevista

The income effect and the substitution effect come from a set of preferences. If individual families have more income in a period when there are various constraints on women’s work, they’re going to purchase the leisure and consumption time of the women in the family, and the income effect will be higher. But if well-paying jobs with lower hours and better working conditions open up, then the income effect will decrease and the substitution effect will increase and both will serve to move women into the labor force.

Preciso dizer mais? Mulheres inteligentes não criam espantalhos (como dizer que a decomposição de Oaxaca-Blinder é “machista”). Elas fazem como Claudia Goldin.

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Mais armas…menos crimes? Não necessariamente ou “novo artigo publicado”

Pery acaba de me dar a notícia: nosso artigo acaba de ser publicado. O tema?

Mais Armas, Menos Crimes? Uma Análise Econométrica para o Estado de Minas Gerais
Lucas de Lima Horta Abras, Ari Francisco de Araujo Junior, Cláudio Djissey Shikida, Pery Francisco Assis Shikida

Resumo

Este trabalho busca encontrar indícios de uma possível relação entre o número de armas de fogo em circulação e o número de crimes para o estado de Minas Gerais. Os dados foram extraídos do Datagerais e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, e a metodologia proposta é de dados em painel. Os resultados encontrados indicam haver uma relação explicativa entre uma redução na difusão de armas e uma redução nos crimes violentos contra a pessoa e nos homicídios perpetrados com armas de fogo. Com relação aos crimes violentos contra o patrimônio, a relação encontrada foi oposta, em que menos armas estariam causando mais destes crimes. No que tange aos crimes de menor potencial ofensivo, os resultados encontrados foram não estatisticamente significativos para a difusão de armas, mostrando que esta não parece explicar variações daqueles.

Gostou? Tema quente, não?