Econometria e hipóteses

David Friedman tem um belo texto, aqui. O tema? Avaliações de professores. O legal é que os pesquisadores fizeram algo realmente relevante agora:

It judged the quality of teachers by how well their students did in later courses,  compared the result to student evaluations of teaching quality, and found that the two anti-correlated. On average, good teachers get bad ratings, bad teachers get good ratings.

As avaliações que já vi sofrem de todo tipo de problema e um deles é que não se olha para o futuro, apenas para o passado. Então, o estudo citado por Friedman já ganhou minha atenção e boa vontade.

Além disso, há aspectos que são importantes para gerar viés nas respostas. O primeiro deles, comum em alunos pelo mundo todo:

The most obvious one is that many students don’t like to work hard. A professor who does not assign much homework or reading and grades easily might get better ratings, from many although not all students, than one with the opposite pattern. My daughter, as a student at Oberlin, was struck by the fact that most of the other students in a class were happy when, for some reason, it didn’t meet. The same pattern—study seen as a cost, not a benefit—might well apply here.

Em segundo lugar, a dificuldade de se lidar com idéias difíceis de serem apre(e)ndidas:

There is a second and less obvious possible reason. Correct ideas are frequently hard. Easy ideas are frequently wrong. My standard example is from popular discussions of foreign trade issues. Most of them take for granted a view of the economics of trade, the view implicit in terms such as “unfavorable balance of trade,” that  economists refer to as the theory of absolute advantage. That particular view of the subject has been obsolete for about two hundred years. But while the theory of absolute advantage does not make sense if you think about it carefully, it is considerably easier to understand than the theory of comparative advantage, which does. That is why the former was worked out first and why it has had such a successful postmortem career.

David Friedman foi ao ponto: (a) falta de vontade estudar e (b) tópicos difíceis de serem entendidos combinam-se de forma a gerar uma tendência em jogar a culpa em terceiros (sociedades mais emporiofóbicas, acredito, possuem esta característica, pois reputam o sucesso individual muito mais às conexões com terceiros ou sorte do que com o esforço próprio, mas isto é uma hipótese para discutirmos outro dia).

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2 respostas em “Econometria e hipóteses

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