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Medianas…a política monetária endogenamente encrencada

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Taí um bom exercício para uma prova de Estatística: dizer o que acontece com a mediana das expectativas ao longo do período analisado.

Não, este não é um bom exercício para a prova, mas para aprender a verificar a utilidade de se usar a mediana, na prática. Por exemplo, não deixa de ser interessante verificar que o mercado não está muito otimista com relação ao IPCA.

Neste momento, parece que o mercado espera uma queda da inflação para 2016 e como a Selic esperada está alta, a leitura poderia ser: “esperamos que Levy terá sucesso e a política monetária não será frouxa, fazendo seu papel de buscar controlar a inflação. Infelizmente, para nós, que esperávamos uma Selic de 11% em 2015, lá em 2014, para diminuir a inflação, o estrago da inflação que o governo anterior nos legou exige uma Selic de 12.5%”.

Não é para comemorar, né?

Nota

Claro, vale a pena pensar um pouco nestes dados. Veja a próxima figura, que ilustra o caso da Selic.

medianas3Percebe-se que, a cada dia, o sujeito pesquisado entra com 14 observações (tanto sobre o próprio mês como, também, para os próximos 13 meses). Na medida em que se aproxima do meio do mês, as observações já passam a considerar o mês seguinte como ponto inicial. Além disso, as expectativas informadas vão sendo deslocadas para frente. Por exemplo, em 30/Jan/2015, elas cobrem o período de Março/2015 a Agosto/2016.

O que o Banco Central faz é coletar expectativas de vários agentes financeiros (uma amostra) e cada célula desta planilha, na verdade, é a mediana destas observações (você tem a opção de obter a média, o desvio-padrão e mais algumas outras estatísticas, eu pedi a mediana).

Para mais séries no Banco Central, comece aqui.

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Economia das Artes

Sou fã deste tipo de estudo. Olha o resumo:

Entry of Painters in the Amsterdam Market of the Golden Age

Federico Etro and Elena Stepanova

Abstract We analyze the evolution of the price of paintings in the XVII century Amsterdam art market to test a hypothesis of endogenous entry: higher probability should attract more entry of painters, which in turn should lead to artistic innovations and more intense competition. We build a price index for the representative painting inventoried in Dutch houses through hedonic regressions controlling for characteristics of the paintings (size, genre, placement in the house), the owners (job, religion, value of the collection, size of the house) and the painters. After a peak at the beginning of the century, the real price of paintings decreases until the end of the century: we provide anecdotal evidence for which high initial prices attracted entry of innovators, and econometric evidence on the causal relation between price movements and entry of painters. The time series analysis supports the idea for which increasing prices attracted entry of innovative painters.