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A emporiofobia…e a insensibilidade

Os maiores amigos improváveis dos emporiofóbicos são os que param no tal axioma da não-agressão e saem por aí fazendo festa sobre o liberalismo. Em resumo, este é o ponto deste pequeno texto de Robert e Elizabeth Higgs.

Muitas boas idéias são abortadas pelo radicalismo de alguns falsos Joões Galts. Por que? Simples: porque como já disseram outros liberais (o grande Thomas Sowell, por exemplo), intelectuais gostam de possuir o monopólio das paixões públicas.

Muito libertário lê Sowell e se acha livre desta característica, desta vaidade mesquinha. Pensa que apenas autores marxistas (ou de esquerda em geral) são assim. Nada disto. Idéias liberais não nos tornam santos, apenas mais esclarecidos sobre os efeitos dos incentivos sobre as ações humanas e um simples incentivo é a criação de barreiras à entrada para evitar a competição pela sua platéia.

Tenho, de tempos em tempos, dito aqui que temos que combater a emporiofobia pelo bem de nossos filhos. Afinal, instituições que gerem prosperidade para todos não existirão em uma sociedade emporiofóbica. Mas não podemos parar nesta bela frase. Devemos nos perguntar sobre que valores são os mais úteis para a construção e manutenção de uma sociedade assim. Sei que não vamos defender a escravidão ou a repressão promovida por fanáticos do Boko Haram. Mas vamos aturar discursos desqualificadores vindos de gente que pensa ser liberal?

Eu sei. O texto dos dois Higgs é muito curtinho, muito pequeno e não é tão profundo assim. Mas eu lembro aos leitores deste blog que a compaixão ou o amor ao próximo não são incompatíveis com o liberalismo. Aliás, muita gente, maldosamente, cria uma falsa dicotomia entre estes conceitos e o que mais me preocupa é que muitos destes estão entre os que se dizem liberais. Será que são parte de uma grande família liberal ou apenas não-liberais sob pele de liberais?

A questão fica para a reflexão. Mas fico feliz em ver o texto dos dois Higgs. Um pequeno, mas importante texto.

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Novo blog: “Só 1 pessoa”

Ana Carolina é uma aluna que não foi minha aluna em momento algum. Conheci-a em um debate acalorado sobre educação pública quando ainda participava do grupo de estudos Liberalismo e Democracia. Nunca imaginei que escreveria um blog. Entretanto, eis que ela resolveu entrar neste mundo das letras virtual.

Faço votos que se divirta mais do que passe raiva e convido todos a passaram pelo blog dela. Só a justificativa do título já ficou ótima.

p.s. não, não é blog de Economia.

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A palestra que fiz na UFOP…disponível para todos

Economia do Crime_Palestra_UFOP_19_março

Esta palestra é dedicada a todos os alunos que se interessaram pelo tema. Mas, ao invés de algo introdutório (o que seria magistralmente feito por Ari Francisco de Araujo Jr ou Pery Francisco Assis Shikida…ambos são chicos, vejam só…), fiz algo que eu pudesse usar como âncora para perturbar a mente dos espectadores: um resumo de alguns artigos que fizemos nos últimos anos, sobre o tema.

Agradeço aos organizadores do encontro, em especial ao prof. Ronaldo Nazaré, pelo convite. Foi um prazer enorme conhecer os colegas do Ronaldo, seus alunos e ex-alunos. Espero que os alunos do mestrado com os quais conversei submetam um artigo para o Congresso da AMDE ou para a Revista da AMDE (ambos, facilmente encontráveis aqui).