P-Valores…novamente e uma breve reflexão sobre a importância de mais estatística no curso de Economia

Existe uma polêmica importante ocorrendo na Ciência, a do p-valor. Não é de hoje que o assunto reaparece aqui e acolá e, na minha opinião, é hora de professores de Estatística de graduação mesmo trazerem este assunto para a sala de aula.

Em Econometria, creio eu, a polêmica ainda não fez muito barulho onde precisa fazer. Existem aí alguns debates, mas a sala de aula continua “blindada” contra esta discussão. Um dos motivos é que a maior parte dos alunos não entende, sequer, o que seja um erro tipo I ou um erro tipo II, quanto mais o p-valor.

A leitura do texto citado no link acima certamente é recomendável, neste aspecto. Aliás, o fato de o artigo usar o R para simulações afim de demonstrar o argumento traz-nos outra lembrança: a de que o R em sala de aula é imprescindível. Não tem mesmo como o aluno não se sentir confortável em estar equipado com um programa destes.

Sobre o R, aliás, eu diria mais: todo curso de graduação de Economia deveria abandonar uma destas matérias inúteis que realmente não o preparam para o mercado de trabalho e substitui-la por um curso básico de R ou de qualquer outra linguagem que venha ancorada em programas abertos e gratuitos como o R, já que isto estimula, a um custo baixo, o auto-estudo e o aumento da produtividade do próprio aluno.

A partir daí, cursos de Estatística ou Econometria (ou Psicometria, Biometria, etc) ficam mais bem fundamentados e o aprendizado facilitado.

Acho que esta é uma idéia que não deveria ser desprezada. As faculdades públicas ou privadas desta selva bem poderiam romper a barreira do corporativismo sindical e do preconceito contra a inovação e brigar por uma liberdade curricular maior neste sentido. Seria ótimo ver alunos mais satisfeitos e identificados com um curso que lhes fornece, realmente, um meio de se sobressair em sala e no mercado.

Muitas vezes falamos de alunos brasileiros que não são pró-ativos relativamente aos que vemos nos EUA, por exemplo. É verdade. Mas o ambiente é distinto. Aqui, no caso do curso de Ciências Econômicas, vamos falar a verdade, existe um “exército” de supostos professores que passam metade do tempo falando mal de métodos quantitativos e barram matérias quantitativas embora façam discursos poéticos sobre a interdisciplinaridade.

Aí, meus caros, não dá. O aluno já é preguiçoso, já veio mimado de casa, encontra uma faculdade com 90% de discussão sobre como a Ciência Econômica é malvada, feia e cruel com os trabalhadores. Como não se transformar em um ser apático?

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