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Qual é o sentido da vida? Onde ele está?

Uma das respostas mais sensacionais para uma criança de quase 7 anos. O truque, aqui, é lembrar que esta criança de 7 anos pode ser você.

De certa forma, o físico não distoa da mensagem do grupo humorístico Monthy Phyton em seu clássico “The Meaning of Life” ou em outros filmes. Repare que há uma certa sabedoria perene, universal, que nos diz que o sentido da vida é, primeiramente, individual, gerado com liberdade (ou seja, sua “qualidade” pode variar conforme o grau de liberdade que você tem), podendo, claro, ser monitorado por adultos responsáveis (pais e mães que não são permissivos e nem idolatram os fihos, mas também não os sufocam).

Valores assim, acredito, são a base de sociedades prósperas. Repare que o grande desafio é fazer com que estes valores surjam e se mantenham em torno de um tecido social estável e, ao mesmo tempo, dinâmico. Soa familiar para quem já estudou um pouco de Hayek (e a famosa “ordem espontânea”), não?

Pois é. Esta é uma daquelas grandes questões que me fazem pensar, novamente, no conceito de emporiofobia, termo cunhado pelo prof. Paul Rubin em uma conferência na Southern Economic Association, há algum tempo (por que? Leia o texto lá para ter seus próprios insights).

São momentos como este que me fazem pensar na importância da pesquisa acadêmica em relação ao ensino de sala de aula. Ambas são tarefas nobres mas, honestamente, qual delas te motiva mais: a exposição da teoria em sala ou a possibilidade de se sentar com o professor e discutir como testar, criar ou pensar no problema de forma cientificamente organizada?

Repare bem: sou um defensor de ambas as atividades e vejo-as como complementares. Sua exploração, quando criança, do mundo, como diz o prof. Tyson, vai te ajudar a pensar o mundo lá na frente. Mas isso precisa ser feito sob alguma disciplina. Um sábio fonoaudiólogo, há alguns anos, ensinou-me que a espontaneidade surge da disciplina e isto não é tão paradoxal. Afinal, você pensará melhor cientificamente após aprender o método científico, o que exige, sim, disciplina.

A arte está em saber combinar estas coisas de forma a maximizar seu bem-estar a cada instante. Certamente não é fácil, mas é por isso que alguns cientistas – e aí posso falar dos economistas – como Hayek, North e tantos outros devem ser lidos: eles pensaram nestes problemas e em como resolvê-los. Como seres humanos imperfeitos (quem não o é?), não chegaram à pedra filosofal, mas abriram novos caminhos.

Quem quiser explorá-los, é bem-vindo.

p.s. Este seria um bom texto para um discurso de abertura de um grupo de estudos, heim?