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Terroristas solitários: quais seriam os microfundamentos de suas ações?

Acho esta pergunta fascinante e acho este relatório um bom exemplo de como começar a entender o problema. Veja as conclusões da análise de dados:

•Lone actor terrorists, while representing a very small proportion (8%) of terrorists, have been responsible for one-fourth of the terrorism incidents in the United States.

•Lone actor terrorists are significantly better educated, more likely to be female, and less likely to be married than group participant terrorists.

•Lone actor terrorists engage in significantly fewer precursor activities than group participants.

•There is no difference in the length of the planning cycle for lone actor terrorists and group participants.

•Lone actor terrorists lived significantly farther from where they prepared for an incident and where the incident occurred than did group participants.

•Lone actor terrorists have a significantly longer “life cycle” than group participants.

Interessante, não? Nas fronteiras dos estudos sobre a racionalidade estão os terroristas solitários. Certamente um tema interessante para pesquisas. Repare que nem a sua vizinha casada escapa de suspeitas! ^_^

Por que será que mulheres casadas (norte-americanas) aparecem com tanta relevância nas ocorrências de terrorismo naquele país? Certamente um exemplo normativo que derruba a tese de que “mulheres são vítimas da sociedade e passivas”, mostrando que elas podem ser tão violentas quanto os homens.

Do lado positivo (lembre-se: refiro-me à dicotomia entre “positivo e normativo” da ciência, notadamente a econômica), minha curiosidade vai um pouco além: quais seriam os microfundamentos da ação dos terroristas? Por que será que terroristas individuais duram mais tempo? Claro, tem a ver com a dificuldade de se encontrar um sujeito ao invés de um grupo. Mas, o que será que leva, por exemplo, um sujeito a abandonar a idéia de entrar em um grupo para formar o seu próprio (sozinho)?

No caso das mulheres, caso eu não esteja enganado, há um nicho de mercado terrorista que é aquele de radicais que querem tratar animais de maneira mais humana do que seres humanos (afinal, praticam atos terroristas contra pessoas, não contra bodes, né?).

É, terrorismo, como campo de pesquisas, também é muito interessante e não tem como escapar do ferramental teórico: terroristas são racionais também. O problema, ou o conceito, que parece ser chave é o radicalismo que nem sempre leva a atos violentos. Veja, por exemplo, este relatório.

No Brasil, eu diria, há grupos que namoram com o terrorismo, já que não abandonam suas idéias radicais e violentas. Podem não chegar a ele, mas estão perto. Basta que o Estado os ignore (ou mesmo os suporte, para fins próprios) que chegaremos lá. Tomara que não, né?

Para mais economia do terrorismo, ver os artigos (sobre o tema, porque ele escreve sobre vários temas) de João R. Faria.

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